Zulus

Disambig grey.svg Nota: AmaZulu redireciona para este artigo. Para outros significados, veja Amazulu (desambiguação) ou Zulu (desambiguação).
Wiki letter w.svg
Por favor , expandindo-o. Mais informação pode ser encontrada nos artigos correspondentes noutras línguas e também na página de discussão.
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde junho de 2012). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser acadêmico)
Zulus
AmaZulu
Bosquímanos guerreiros da tribo zulu (com Britânicos e Africânderes em 2º plano) em 1879
População total

12 159 000[1]

Regiões com população significativa
África do Sul, Lesoto, Suazilândia, KwaZulu-Natal, Zimbábue e Moçambique
Línguas
zulu iszulu
Religiões

Os zulus ou zulos[2] são um povo do sul da África que vive em territórios correspondentes à África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique. Embora, hoje, tenham expansão e poder político restritos, os bosquímanos guerreiros rebeldes da tribo zulu foram, no passado, uma tribo de bosquímanos rebeldes que atacou fortemente os colonos britânicos, bôeres e portugueses durante as épocas coloniais, resistindo ao desbravamento e a colonização britânica, portuguesa e bôere da Zululândia entre os séculos XIV e XIX e início do século XX.

A população de zulus na África do Sul foi estimada em 8 778 000 em 1995, correspondendo a 22,4% da população total do país, segundo a revista The Economist. Nos restantes países, o número de zulus é estimado em cerca de 400 mil.

A província sul-africana do KwaZulu-Natal é considerada a sua pátria original.

A língua dos zulus é denominada isiZulu, e, em sua língua, os zulus são chamados amaZulu.[3]

História

Os zulus eram originalmente um grande clã onde hoje é o norte do kwaZulu-Natal. O clã foi fundado por Zulu kaNtombhela. Em 1816, os zulus formaram um poderoso estado sob liderança de Shaka.

Dada compreensão da África dividida pelo conferência de Berlim (1885), tem-se a concepção de que inicialmente o reino Zulu, outrora dividido em clãs situava-se quase ao norte da África na região da república centro africana atualmente. Outras tribos pouco descritas pelas fontes de história geral das civilizações, se sentiam pertencentes aos Zulus após seus domínios e conquistas. Contudo, elas foram analisadas segundo a ótica de um outro povo, portador de uma cultura diversa, com valores diferentes e por isso parciais.

Os Zulus possuíam uma mobilidade relativamente grande, contudo, os deslocamentos não ocorriam por simples nomadismo e sim por motivos diversos, como a exaustão da terra, a necessidade de novas áreas de caça, ameaça de inimigos, enfim. Dessa forma um guerreiro em particular se destacou, seu nome era Shaka ele foi o responsável em transformar um poderoso estado: o grande clã fundado por Zulu kaNtombhela.

Grandes Guerreiros

Nos meados do século XVIII começaram a culminar guerras entre tribos africanas, na região da atual África do Sul, pela posse de terras. Era necessário que as tribos se expandissem para terem espaço suficiente para a pastorícia e agricultura, tal feito ocorreia no estreito corredor entre a cordilheira do Drakensberg e o mar. Os rios que descem da cordilheira formavam fronteiras naturais, por conseguinte formaram-se três grandes grupos de tribos Ngoni. Os Ngwane, encontravam-se desde o rio Temble até o rio Pongola, comandados por  Sobuza; Os Ndwandwe entre o rio Pongola e o rio Mfolozi e comandados por Zwide e os Mthethwa do rio Mfolozi até ao rio Tugela, comandados por Cetshwayo.[4] As lutas entre estas tribos eram muito frequentes e por essa razão começou-se aprimorar a organização militar, articulando exércitos na base de grupos da mesma idade.[5][4]

Por volta de 1790 nasce na tribo Zulu Shaka, fruto de uma gravidez antecedente a circuncisão, algo proibido na tribo Zulu e por isso não era considerado herdeiro do trono: [4]. Durante sua adolescência Shaka foi incorporado no exército de Cetshwayo[6] onde tornou-se o guerreiro favorito do rei e passou a comandar um regimento do exército no grupo de sua idade. A posição de Shaka no exército de Cetshwayo fizeram com que o grande chefe expansionista de Mthethwa o ajudasse a tomar  o trono pela força, após morte de seu pai em 1816.

Inovações militares, como a assegai, implantadas por Shaka.

Dois anos mais tarde, em 1818, há uma grande batalha entre Cetshwayoe e Zwide na o chefe Mthethwa foi morto, levando Shaka tomar conta do poder e dar início a  reformas militares.[7][8]

Durante o tempo de serventia no exército de Cetshwayo, Shaka observou que as armas usadas  já eram ultrapassadas para as novas tácticas de guerra.[4] Assim, ele introduziu o uso do escudo que protegia o corpo inteiro e implantou a substituição a lança que se atirava por uma lança mais curta, qual funcionava como uma espada [9] e recebera o nome de assegai. Shaka instituiu a técnica de combate “corpo-braço-cabeça” em que o corpo era a grande concentração de esquadrão central[10] e a única que os inimigos podiam ver, e cada esquadrão era distinguido por diferentes cores dos panos de cabeça e pelos couros de gado usados no escudo.

Foi graças a esta organização militar de Shaka que os zulus conseguiram conquistar e derrotar numerosas outras tribos, levando o título de Grandes Guerreiros. Ele fez todos os membros da sociedade participarem na guerra, dividindo com precisão as funções. Todos os homens de 16 a 60 anos serviam no exército. Era proibido aos jovens guerreiros casar-se e o casamento só era autorizado como pagamento de serviços militares. As mulheres e as crianças serviam também no exército, seguindo o exército com o gado, cozinhando e carregando comida, os homens de outras tribos que eram feitos prisioneiros tornavam-se escravos e se eram novos e fortes faziam parte do exército.[4]

Reino Zulu

A ascensão do reino Zulu dá-se pela vitória ao exército Ndwandwe que recebe o nome de A batalha de Gokoli. O reino cresceu para dominar grande parte do que hoje é o KwaZulu-Natal e a África Austral.

localidade do Reino Zulu

Após conflitos envolvendo a tribo de Ndwandwe, sendo informado que Sikuniana planejava o atacar, Shaka ordena um grande exército à combate dos Ndwandwe, dando origem a um grande massacre e cerca de 40.000 Ndwandwe são mortos, levando os poucos que restaram acolher-se junto de Mzilikazi e Soshagane.  A tribo Ndwandwe passa a deixar de existir como uma tribo independente.[4][11]

Entretanto quando o reino entra em conflito com o Império Britânico na década de 1870 durante a Guerra Anglo-Zulu, é derrotado apesar da vitória do Zulu na guerra. A área foi posteriormente absorvida pela Colônia de Natal e mais tarde se tornou parte da União da África do Sul.

Guerra Anglo-Zulu

Em 11 de dezembro de 1878, os britânicos entregaram um ultimato aos onze chefes representados por Cetshwayo. Os termos incluíam a rendição de seu exército e aceitar a autoridade britânica. Cetshwayo recusou e a guerra começou em 1879.[12]

Inicialmente, os britânicos sofreram uma pesada derrota na Batalha de Isandlwana em 22 de janeiro de 1879 quando o exército zulu mata mais de mil soldados britânicos em um único dia. O desdobramento zulu em Isandlwana mostrou o sistema tático militar bem organizado que tornou o reino zulu bem sucedido por muitas décadas. Este acontecimento constituiu a pior derrota que o exército britânico já havia sofrido nas mãos de uma força de combate africana nativa. A derrota provocou um redirecionamento do esforço de guerra, e os britânicos, embora em menor número, começaram a ganhar vitórias, a virada dos britânicos veio com a batalha em Rorke's Drift e sua vitória veio com a batalha de Ulundi em 4 de Julho e a subsequente derrota do Reino Zulu.

Esfalecimento

Shaka não tinha descendentes que pudessem suceder-lhe, o aparecimento dos primeiros cabelos brancos detonou um processo de loucura irreversível, além de perseguições terríveis que abalaram toda a estrutura Zulu. A  mortalidade gratuita se espalhou pelo reino. No dia 22 de setembro de 1828 Shaka foi morto por uma tia e seus dois meio irmãos, terminava assim a era do homem que impulsionou a nação Zulu.

En otros idiomas
Afrikaans: Zoeloes
العربية: زولو
asturianu: Pueblu zulú
azərbaycanca: Zulular
تۆرکجه: زولو‌لار
беларуская: Зулусы
български: Зулу
བོད་ཡིག: ཙོ་ལུའུ་པ།
brezhoneg: Zouloued
català: Zulus
čeština: Zulové
Cymraeg: Zulu
dansk: Zuluer
Deutsch: Zulu (Volk)
Ελληνικά: Ζουλού
English: Zulu people
Esperanto: Zuluoj
español: Pueblo zulú
euskara: Zulu
فارسی: زولو
suomi: Zulut
français: Zoulous
Gaeilge: Súlúigh
galego: Pobo zulú
עברית: זולו
हिन्दी: ज़ुलु लोग
hrvatski: Zulu
magyar: Zuluk
հայերեն: Զուլուսներ
Bahasa Indonesia: Suku Zulu
italiano: Zulu
日本語: ズールー人
ქართული: ზულუ
қазақша: Зулустар
한국어: 줄루족
Кыргызча: Зулу
Lëtzebuergesch: Zulu (Vollek)
лакку: Зулу
lingála: Zulu
lietuvių: Zulai
latviešu: Zulu
मराठी: झुलू
кырык мары: Зулувлӓ
Bahasa Melayu: Zulu
မြန်မာဘာသာ: ဇူးလူးလူမျိုး
Nederlands: Zoeloes
norsk nynorsk: Zuluar
norsk: Zulu
occitan: Zolos
polski: Zulusi
română: Zulu
русский: Зулусы
Scots: Zulu fowk
srpskohrvatski / српскохрватски: Zulu
Simple English: Zulu people
Soomaaliga: Dadka Zulu
српски / srpski: Зулу
Sesotho: Mazulu
svenska: Zulu
Kiswahili: Wazulu
ไทย: ซูลู
Türkçe: Zulular
українська: Зулуси
vèneto: Zulu
Tiếng Việt: Người Zulu
Yorùbá: Zulu
Vahcuengh: Cujluj
中文: 祖魯族
Bân-lâm-gú: Zulu-cho̍k
粵語: 祖魯人
isiZulu: AmaZulu