Wicked (musical)

Wicked
'''The Untold Story of the Witches of Oz'''
Wicked, o musical.jpg
Poster original de Wicked
MúsicaStephen Schwartz
LetraStephen Schwartz
LibretoWinnie Holzman
Baseado emWicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West por Gregory Maguire
ProduçãoPrévias de 2003 de San Francisco
2003 Broadway
2005 US Tour
2006 West End
2016 São Paulo - Brasil
Diversas produções internacionais

Wicked: A História Não Contada das Bruxas de Oz (Wicked: The Untold Story of the Witches of Oz) é um musical composto por Stephen Schwartz com libreto de Winnie Holzman. A obra é baseada no romance de 1995 de Gregory Maguire, Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West, uma reimaginação do filme de 1939 O Mágico de Oz, e do livro de L. Frank Baum, The Wonderful Wizard of Oz. O musical é contado da perspectiva das bruxas da Terra de Oz; seu enredo começa antes e continua após a chegada de Dorothy em Oz vinda do Kansas e inclui diversas referências ao filme de 1939 e ao livro de Baum.

Wicked conta a história de duas amigas improváveis, Elphaba, a Bruxa Malvada do Oeste e Glinda, a Bruxa Boa do Norte (Bruxa Boa do Sul nos livros de Baum), que se tornam melhores amigas, mesmo com personalidades opostas e diferentes pontos de vista; a rivalidade das duas em relação ao interesse amoroso por um mesmo homem; e a reação ao governo corrupto do Mágico de Oz e, finalmente, a queda de Elphaba nas graças dos Ozianos.

Produzido pela Universal Pictures em coligação com Marc Platt e David Stone, com direção de Joe Mantello e produção coreografia original de Wayne Cilento, Wicked estreou em Broadway no Gershwin Theatre em outubro de 2003, depois de completar primárias pré-Broadway em teatros de São Francisco em maio de 2003. Suas estrelas originais incluíam Idina Menzel como Elphaba, Kristin Chenoweth como Glinda, e Joel Grey como o Mágico de Oz.[1] A produção original da Broadaway ganhou três Tony Awards e seis Drama Desk Awards, enquanto seu álbum de elenco recebeu um Grammy. Celebrou o seu décimo aniversário em 2013 tendo executado 4.269 apresentações, fazendo de Wicked o décimo show com mais tempo em cartaz na história da Broadway.[2]

O sucesso da produção da Broadway tem gerado várias outras produções no mundo; desde a sua estreia em 2003, Wicked quebrou recordes de bilheteria em todo o mundo, liderando a venda de ingressos em Los Angeles, Chicago, St. Louis, e Londres. Na semana do fim de 2 de janeiro de 2011, as turnês em Londres, Broadway, e em outras cidades quebraram seus respectivos recordes de bilheteria.[3][4] Na primeira semana de 2012, a produção da Broadway quebrou seu recorde novamente, contabilizando um lucro de cerca de US $ 2,7 milhões. No Natal de 2013, o musical quebrou seu próprio recorde, se tornando o único musical na história da Broadway a contabilizar $3 milhões em uma única semana. [5]

Em Novembro de 2015 a "Time For Fun", empresa líder no mercado de entretenimento, anunciou a montagem do musical em São Paulo, a estréia ocorreu em março de 2016 e teve a temporada estendida até 18 de dezembro de 2016.[6]

Criação e desenvolvimento

O compositor e letrista de Wicked, Stephen Schwartz

O compositor e letrista Stephen Schwartz leu o romance de 1995 de Gregory Maguire, Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West, enquanto estava de férias e viu seu potencial para uma adaptação dramática.[7] Maguire, no entanto, tinha liberado os direitos para a Universal, que tinha planejado desenvolver um filme live-action baseado no livro.[8] Schwartz encontrou Maguire em Connecticut em 1998 e o convenceu a liberar a obra para uma pré-produção[9] para que ele pudesse fazer o que Schwartz chamou de "apelo veemente" ao produtor da Universal, Marc Platt, para realizar sua potencial adaptação. Persuadido, Platt assinou como produtor conjunto do projeto com a Universal e com David Stone.[8]

O romance, descrito como um comentário político, social e ético sobre a natureza do bem e do mal, tem lugar na Terra de Oz, nos anos que antecederam a chegada de Dorothy. A história gira em torno de Elphaba, uma a menina incompreendida, inteligente de pele verde-esmeralda que cresceria e se tornaria a famosa Bruxa Malvada do Oeste e Galinda, a bela menina loira e popular que cresceria para se tornar Glinda, a Bruxa Boa do Norte. A história é dividida em cinco seções diferentes com base na localização da trama e nos acontecimentos presentes; com personagens e situações advindas do livro de 1990 de L. Frank Baum e do filme de 1939. Ele é projetado para o espectador refletir sobre o que é realmente ser "Wicked" (mau), e se as boas intenções com maus resultados são os mesmos que más intenções com maus resultados. Schwartz considerava como poderia condensar da melhor forma a trama densa e complicada do romance em um roteiro sensível.[9] Para este fim, ele colaborou com o escritor premiado pelo Emmy Award, Winnie Holzman, para desenvolver o esboço da trama ao longo de um ano.[9][10]

Enquanto o projeto seguiu ideia de Maguire de recontar a história do filme de 1939 a partir da perspectiva de seu principal vilão; o enredo da adaptação para o teatro "vai muito além" do romance. Como Holzman observou em uma entrevista para a Playbill, "Foi a ideia brilhante de Maguire de aproveitar esta figura odiada e dizer as coisas do seu ponto de vista; de ter as duas bruxas como companheiras de quarto na faculdade, mas a maneira em que a amizade delas se desenvolve - e realmente a trama toda - é diferente no palco".[11] Schwartz justificou o desvio, dizendo: "Primeiramente estamos interessados ​​na relação entre Galinda - que se torna Glinda - e Elphaba... a amizade dessas duas mulheres e como seus personagens levam a destinos completamente diferentes".[12] Em adição a esta mudança de foco, outras modificações incluem a aparência de Fiyero como um espantalho, sobrevivência da Elphaba no final, Nessarose utilizando uma cadeira de rodas em vez de ter nascido sem braços, Boq tendo um interesse amoroso contínuo por Glinda, o corte completo de anos de Elphaba com Vinkus e o Doutor Dillamond não sendo assassinado.[13]

O libreto, letras e partituras para o musical foram desenvolvidos através de uma série de leituras.[9] Para estas oficinas de desenvolvimento, Kristin Chenoweth, atriz vencedora do Tony a quem Stephen Schwartz tinha em mente ao compor a música para a personagem,[14] juntou-se ao projeto como Glinda. Stephanie J. Block originalmente ensaiou o papel de Elphaba antes da colega Idina Menzel ser escalada para ele no final de 2000. No início do mesmo ano, os criadores recrutaram o produtor novaiorquino David Stone, que começou a transição da produção do workshop em uma produção completa Broadwaydiana. Joe Mantello foi contratado como diretor e Wayne Cilento como coreógrafo, enquanto a estilista premiada do Tony, Eugene Lee, criou o cenário e a estilização para a produção baseada em ambas as ilustrações originais de W. W. Denslow para os livros de Baum e das concepções de Maguire, onde a história está sendo contada através de um relógio gigante.[14] A figurinista Susan Hilferty criou mais de duzentos de figurinos em estilo Eduardiano, enquanto que o designer de iluminação , Kenneth Posner, usou mais de 800 luzes individuais para dar a cada um dos 54 cenários distintos "seu próprio clima."[14] Até abril 2003, um elenco completo tinha sido montado e preparado o show para sua estreia pública.[14]

O "Teatro Renault" em São Paulo durante a temporada de Wicked no Brasil.

Em 28 de maio de 2003, a primeira apresentação pública de Wicked foi realizada no Curran Theatre em São Francisco, usando os teatros SHN como teste pré-Broadway. Depois de abrir oficialmente em 10 de junho de 2003, ele foi exibido por mais um mês e terminou em 29 de junho de 2003. A reação do público foi positiva, enquanto os críticos tenderam a elogiar a estética e o espetáculo do show, eles criticaram as canções e a coreografia.[15] Dennis Harvey, do Variety, comentou positivamente sobre o trabalho técnico e o vestuário, mas criticou também o roteiro e as letras “banais” das músicas,[16] enquanto que Karen D'Souza, do San Jose Mercury News escreveu sobre o ar carnavalesco da obra.[15] Observando as críticas, a equipe criativa começou a fazer grandes mudanças e ajustes antes da sua transferência para a Broadway.[14] Winnie Holzman afirmou que, "Stephen Schwartz sabiamente insistiu em ter três meses para reescrever no período entre o termino das apresentações em São Francisco e quando estávamos voltando para os ensaios em Nova York; o que foi crucial para o crescimento do show."[17]

Elementos do roteiro foram reescritos, enquanto várias músicas passaram por transformações menores.[14] Isto incluiu a excisão de "Which Way is the Party?" ("Para que lado fica a festa"?); a música introdutória ao personagem Fiyero, que foi posteriormente substituída por "Dancing Through Life" ("Dançando através da vida"), porque Schwartz pensou que a primeira deixouuma clara "declaração da filosofia de vida de Fiyero".[18] Além disso, havia a preocupação de que a Elphaba de Menzel havia "ficado um pouco ofuscada" pela Glinda de Chenoweth.[19] O crítico do San Francisco Chronicle, Robert Hurwitt escreveu que, "a intensa Elphaba, a Bruxa Malvada de Menzel, precisava de uma chance de realizar seu próprio sucesso ao lado da gloriosamente e insidiosamente borbulhante Glinda de Chenoweth";[20] fazendo a equipe de criação realizar mudanças em sua personagem para torna-la mais "mais proeminente."[19] Sobre as revisões para a Broadway, Schwartz lembrou: "Era claro que havia trabalho a ser feito com revisões a serem refeitas no roteiro e nas partituras. A critica da comunidade foi, francamente, muito útil para nós. Nós aprendemos muito com os comentários, que eram honestos e construtivos, ao contrário de Nova York, onde os críticos se decidiam antes de vir para o teatro".[19] Em 30 de outubro 2003, o musical estreou na Broadway.[14]

En otros idiomas
čeština: Wicked
suomi: Wicked
hrvatski: Wicked
日本語: ウィケッド
Nederlands: Wicked (musical)
русский: Злая (мюзикл)
sicilianu: Wicked (musical)
Simple English: Wicked
slovenčina: Wicked (muzikál)
svenska: Wicked
українська: Зла (мюзикл)