Walter Neves

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Walter Neves
CidadaniaBrasil
Alma materUniversidade da Califórnia em Berkeley
Ocupação, arqueólogo
EmpregadorUniversidade de São Paulo

Walter Alves Neves é um , , e evolutivo brasileiro, professor aposentado do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Foi responsável pelo estudo de Luzia, o esqueleto humano mais antigo do continente americano que foi descoberto pela arqueóloga francesa Laming-Emperaire durante a década de 1970, e pela inscrição rupestre mais antiga do continente americano, falocêntrica. Em 2018 candidatou-se a deputado federal por São Paulo, pelo Partido Pátria Livre (PPL), representando os Cientistas Engajados [1]

Biografia

É graduado em Ciências Biológicas pela USP (1981), pré-doutorado (não existia doutorado sanduíche) nas Universidades de Stanford e Berkeley (1982), doutorado em Ciências Biológicas pela USP (1984), pós-doutoramentos pelo Center for American Archeology, Universidade de Illinois (1985) e pelo Departamento de Antropologia da USP (1991-92), Livre Docência em Evolução Humana pelo departamento de Genética e Biologia Evolutiva da USP (2000). Durante o pré-doutoramento foi supervisionado pelo Prof. Cavalli-Sforza que estuda a evolução humana a partir de marcadores moleculares. O Walter trabalhou com marcadores craniométricos durante seis meses sob a supervisão do Prof. Cavalli-Sforza.

É professor titular (2008 - ), associado (2000 - 2008) e doutor (1992 - 2000) do departamento de genética e biologia evolutiva da USP, onde fundou e coordena o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos, único do gênero da América Latina. Tem produção científica desde 1980 e orientação a graduandos e pós-graduandos nas áreas de antropologia ecológica, antropologia biológica, arqueologia pré-histórica, ecologia humana e psicologia evolutiva durante seus vínculos com a USP e com o Museu Goeldi no Pará (1988 - 1992). Ministra duas disciplinas no Instituto de Biociências da USP, implicações biológico-evolutivas do comportamento humano (para a pós-graduação) e biologia evolutiva (para a graduação).

Seu modelo de dois componentes biológicos principais é frequentemente adotado para o entendimento da origem e dispersão dos humanos anatomicamente modernos no continente americano. Outras contribuições expressivas foram no estudo das populações amazônicas, onde foi responsável por diversas pesquisas relacionadas a dieta e saúde de populações ribeirinhas junto com o Prof. Rui Murrieta (IB-USP), seu orientando na época.

Interessa-se especialmente pela investigação da origem do homem na América, dedicando-se também à divulgação científica, promovendo e realizando palestras, exposições museográficas e artigos, sendo o coordenador da exposição permanente "Do macaco ao homem" no Instituto Catavento (2014 - ). Foi entrevistado pelo Jô Soares em 1999 e 2012.

Foi homenageado em sessão especial no 83rd Annual Meeting of the American Association of Physical Anthropologists (2014)¹ com discursos da Profa. Jane Buikstra (Universidade do Estado do Arizona) e Profa. Darna Dufour (Universidade de Colorado - Boulder). Também foi homenageado pelo seu pupilo acadêmico, Prof. Mark Hubbe, na revista PaleoAmericam (2015)².

Áreas de dedicação

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