Vermelho

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Vermelho
Coordenadas espetrais
Comprimento de onda620–740 nm
Frequência480–400 THz
Coordenadas de cor
Tripleto hexadecimal#FF0000
r, g, b)(255, 0, 0)
CMYK (c, m, y, k)(0, 100, 100, 0)
HSV (h, s, v)(0.º, 100%, 100%)

O vermelho, encarnado ou escarlate, corresponde a uma série de cores semelhantes, evocadas pela luz constituída essencialmente pelos maiores comprimentos de onda visíveis pelo olho humano, aproximadamente na gama de 630 a 740 nm.[1] Comprimentos de onda mais longos do que isso são chamados de infravermelhos ou abaixo do vermelho, e não podem ser vistos a olho nu por pessoas.[2] O escarlate é utilizado como uma das cores aditivas primárias da luz, complementar ao ciano, nos sistemas de cores vermelho-verde-azul. O vermelho é também uma das cores subtrativas primárias no espectro de cores vermelho-amarelo-azul, mas não no espectro de cores ciano-magenta-amarelo-preto. É ainda, junto ao azul e ao amarelo, uma das cores pigmento-primárias.

Seu nome se origina da palavra para pequeno verme na língua latina, derivando primariamente do grego. Na natureza, descreve um planeta e as estrelas gigantes, além de estar ligado a reações físicas e intimidação. Colore ainda minerais, vegetais, pele, escamas, pelos e penas dos animais. Historicamente, seu datado primeiro uso é marcado na Pré-História, quando representava as caçadas; com o passar dos anos, conquistou significados positivos e negativos, que iam desde fertilidade e boa sorte à cor do deus Set.

Na cultura humana, representa desde habilidades comunicativas aos nomes de bandas e ruas, não apenas na língua portuguesa. Ao longo do tempo adquiriu seu próprio simbolismo e valor psicológico na comunicação global. Significou riqueza e poder, e hoje é sinônimo do proibido, do violento, do apaixonante e do amoroso. É ainda elemento presente em terapias, religiões e até mesmo no senso comum.

História

Em cavernas pré-históricas, o vermelho já era usado em pinturas que representavam as caçadas.

A história do descobrimento ou "fabricação" desta cor pelo homem para específicos usos ou recriação remonta à Pré-História, após serem descobertos registros de pinturas em cavernas que apresentavam o vermelho.[3] Caçadores do período neolítico já consideravam esta cor a mais importante, dotada de poderes relacionados a vida, colocada inclusive nos túmulos de seus mortos - o que explicaria os achados arqueológicos nos quais esqueletos foram vistos cobertos em pó de ocre vermelho; pinturas da mesma época também atribuíam poderes mágicos a esta cor. Por volta do século VIII, na cultura nórdica, o nome usado para o vermelho derivou de teafor (magia), que tornou-se mais tarde ocre vermelho, provavelmente por conta do óxido de ferro já usado para colorir e para evocar a fertilidade. Para as mais variadas culturas ao redor do mundo antigo, o vermelho detinha poderes mágicos relacionados à invencibilidade, proteção, força e intimidação, como visto em pinturas de Jan Van Eyck (1434). Inclusive a fênix, que ainda simboliza o renascimento, está relacionada ao vermelho, por seus poderes de vida e por estar ligada à ira e à guerra, quando os homens partiam para as batalhas. Em casamentos, o vermelho foi cor tradicional em guirlandas e roupas da época romana até o século XVIII, graças a seu simbolismo de fertilidade, mantendo-se ainda como característica cultural grega, albanesa e armênia; no Oriente, a China perpetuou a tradição de vestir suas noivas de vermelho. É ainda lá que ovos na cor representam boa sorte ao recém-nascido.[4]

Na Europa, no período da Idade Média, os homens já utilizavam do escarlate para tingir tecidos, preparar cosméticos e como ingrediente culinário, graças a cochonilha, inseto capaz de produzir substância avermelhada. No Egito, possuía, junto a outras cores, significados psicológicos, e no Oriente, era já considerada uma cor comum.[5] No século XVII, o rei francês Luís XIV instituiu o vermelho como a cor da nobreza, ao usá-lo em roupas, calçados e colorindo palácios, em tapeçaria. Durante a Revolução Francesa, foi a cor da insurreição. Na América, os índios usavam recursos naturais, como o urucum, para obter a coloração e se enfeitarem ou camuflarem-se para batalhas.[3][6] No papiro de Ebers, dito o livro médico mais completo e antigo da Humanidade (1 550 a.C), o vermelho foi utilizado nos títulos dos capítulos, nos nomes das doenças e nas dosagens dos medicamentos, já que no Egito era a cor usada para dar ênfase.[7]

De acordo com uma antiga lenda grega, as rosas vermelhas - símbolos de amor e fidelidade - vêm do sangue de Adônis, morto por um javali durante uma caçada. Assim, para esta mitologia, o encarnado é o ciclo de crescimento e declínio, além de ser a cor dedicada a deusa Afrodite. Todavia, o vermelho não representou apenas positivismo. Para os israelitas dos tempos bíblicos, o vermelho era a cor do sangue para espantar demônios; no Egito antigo era a cor representativa do deus Set e da maldade.[4]

Supostamente a primeira cor a ser percebida pelo homem, é também a primeira a ser vista por pessoas que sofreram danos cerebrais e tiveram cegueira temporária. Com o passar dos anos, esta cor ganhou tons e variações, conotações e simbolismos, que vão do amor a ira, representando o vermelho das rosas preferidas para o Dia dos Namorados a camisas de times de futebol pelo mundo.[3]

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