Varig

Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a Viação Aérea Rio Grandense. Para a nova razão social da empresa, veja VRG Linhas Aéreas.
Viação Aérea Rio-Grandense
IATARG
ICAOVRG
Indicativo de chamadaVARIG
Fundada em7 de maio de 1927 (79 anos no momento da alienação da unidade produtiva)
Encerrou atividades em28 de julho de 2006 (12 anos)
Principais centros
de operações
Programa de milhagemSmiles
Aliança comercialStar Alliance (até 2007)
Destinos59 (no momento da desativação)
Subsidiária(s)
SloganVarig, Varig, Varig.
SedeBrasil Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Pessoas importantes

A Viação Aérea Rio-Grandense, mais conhecida como Varig, foi uma companhia aérea brasileira fundada em 1927, no município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, pelo alemão Otto Ernst Meyer. Foi a primeira companhia aérea brasileira.

Entre as décadas de 1950 e 1970, a Varig foi uma das maiores e mais conhecidas companhias aéreas privadas do mundo, sendo comparada diversas vezes com a Pan American World Airways, maior companhia aérea do mundo na época. A empresa era conhecida por seu serviço de bordo em todas as três classes. Nessa época, a Varig operava rotas internacionais para América, Europa, África e Ásia, utilizando inicialmente os Lockheed Constellation e Douglas DC-6, posteriormente os Boeing 707 e Sud Aviation Caravelle e finalmente com os Douglas DC-10 e Boeing 747.

Em 20 de julho de 2006, após ter entrado com processo de recuperação judicial, teve sua parte estrutural e financeiramente boa vendida para a Varig Logística através da constituição da razão social VRG Linhas Aéreas, a qual, em 9 de abril de 2007, foi cedida para a Gol Linhas Aéreas Inteligentes. Devido ao fato de não poder operar voos com a própria marca, a Fundação Ruben Berta, administradora da companhia, criou a marca Flex Linhas Aéreas, que chegou a operar voos regulares comissionados pela Gol, mas teve sua falência decretada no mesmo dia do decreto da falência da Varig.

História

Fundação

Dragon Rapide utilizado pela Varig, exposto no Museu Aeroespacial.

A Varig foi fundada em 27 de maio de 1927, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, pelo imigrante alemão Otto Ernst Meyer, em conjunto com diversas personalidades teuto-brasileiras do estado, como Alberto Bins, Artur Bromberg, Waldemar Bromberg, Emílio Gertum, Jorge Pfeiffer, Ernst Rotermund e Rudolph Ahrons.[1][2] A companhia alemã Condor Syndikat, atual Lufthansa, possuía 21% das ações da Varig.[3]

Sua primeira aeronave foi um hidroavião Dornier Do J, apelidado de Atlântico, com capacidade de nove passageiros, considerado um dos mais modernos de sua época,[4] que fez seu voo de estreia de Porto Alegre a Rio Grande.[5] Operou também o Dornier Komet, a partir da Ilha Grande dos Marinheiros, no Rio Guaíba, atendendo as regiões sul e sudeste do Brasil.[5] Em 1932, adquiriu seu primeiro avião com trem de pouso, um Junkers A-50 Junior, e depois o Junkers F.13, iniciando seus serviços na capital gaúcha, no terreno que daria origem ao Aeroporto Internacional de Porto Alegre.[5]

Entre a década de 1920 e o início da década de 1940 a Varig, que até então operava apenas rotas regionais, passou a expandir suas operações também para as regiões centro-oeste e parte da região nordeste.[5] Nessa época a companhia foi comandada por Ruben Berta.[6]

Expansão

Douglas DC-3 utilizado pela Varig em exposição no Rio de Janeiro.

Em agosto de 1942 a Varig fez seu primeiro voo internacional, ligando Porto Alegre a Montevidéu, utilizando um De Havilland DH-89 Dragon Rapide.[5] A partir de 1946 apresentou sua maior expansão de todos os tempos.[5] Com o final da Segunda Guerra Mundial, aviões eram encontrados a preços baixíssimos no mercado, quando adquiriu equipamentos importantes, como o Douglas DC-3 e o Curtiss C-46.[7] Os primeiros chegaram em 1946 e operaram até à década de 1970, sem sofrer qualquer acidente ou incidente grave. Esses aviões permitiram à Varig uma rápida expansão, chegando a operar rotas para os remotos aeródromos da região nordeste.[5]

Em 1955 chegaram os primeiros Lockheed Constellation, e, com eles, a Varig inaugurou a sua rota mais longa até então, que ligava Porto Alegre a Nova Iorque com escalas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Santo Domingo.[8] Estas aeronaves operaram até a década de 1960, quando foram substituídos pelos Boeing 707.[8]

Era dos jatos

Boeing 707 em operação pela Varig no aeroporto de Zurique.

Em 1959 os primeiros jatos comerciais da história da aviação, Sud Aviation Caravelle, entraram em operação pela Varig e foram empregados nas rotas para Nova Iorque.[9] Em 1960 foram susbstituídos pelos Boeing 707, um dos modelos que mais contribuiu para o crescimento da empresa, com vinte aeronaves na frota.[10] No entanto, seus índices de segurança eram ruins, já que sete aeronaves sofreram acidentes com perda total, cerca de 35% da frota.[11] O modelo operou até o final da década de 1980, quando foi substituído pelo Douglas DC-10.[10]

Em 1961 a Varig comprou a Real Aerovias, que era a maior companhia brasileira no mercado doméstico.[12] Com a incorporação, a frota da Varig praticamente dobrou e com ela vieram novos tipos, como os Convair 340, Convair 440, novos Lockheed Constellation e Douglas DC-6, que foram empregados nas rotas domésticas de longo curso e internacionais.[12] As rotas também foram incorporadas às da Varig, inclusive as internacionais. A aquisição também trouxe o Convair 990, então os jatos mais rápidos do mundo, empregados nas rotas para Lima, Caracas, Cidade do México, Los Angeles e Miami.[12]

A partir de 1961 a Varig adotou como símbolo a rosa-dos-ventos, destacado na cauda de todos os seus aviões.[13]

Em 1965 a Panair do Brasil foi dissolvida pelo governo brasileiro e algumas das suas aeronaves e rotas internacionais foram repassadas para a Varig, o que permitiu o início dos voos para a Europa.[14] Dois Douglas DC-8 da empresa dissolvida foram adicionados à frota, o que a levou a ser a única companhia aérea do mundo a operar os três jatos americanos concorrentes, o Boeing 707, Convair 990 e Douglas DC-8.[14]

No mercado doméstico, investiu em novos aviões para substituir os Douglas DC-3.[5] A companhia possuía monopólio nas rotas internacionais, porém, nas rotas nacionais, era ultrapassada pela VASP e Transbrasil.[5] Em 1962, recebeu o Lockheed L-188 Electra, que seria amplamente utilizado nos voos domésticos e internacionais curtos, inclusive na ponte aérea Rio-São Paulo, a qual operou até 1991. Algumas destas aeronaves operaram como cargueiras e fizeram voos entre o Rio de Janeiro, Nova Iorque e Lisboa.[15]

Consolidação

Lockheed L-188 Electra da Varig em 1988.

A década de 1970 foi marcada por diversos reconhecimentos e expansões.[5] Nesse período, o presidente Hélio Smidt, que ingressou na presidência da empresa em 1981, investiu no serviço de bordo e em novas rotas e aeronaves.[16] Foi quando se destacou entre as concorrentes mundiais, reconhecida pela qualidade do serviço de bordo, comparando-se com empresas renomadas, como Lufthansa, Air France, KLM e a Pan American.[15] O catering (serviço de bordo) servia caviar na primeira classe, e em alguns voos, o jantar tinha churrasco no espeto.[16] O crescimento da empresa foi completado por novos e mais modernos aviões e novas rotas no mercado europeu, com saídas do recém inaugurado terminal do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão.[17]

Boeing 727 da Varig em 1972.

Ainda na década de 1970, a empresa trouxe os primeiros Boeing 727,[18] que foram utilizados em rotas domésticas e internacionais para a América Latina, Miami e Cabo Verde. Ao final de suas vidas úteis, alguns foram convertidos a cargueiros e repassados à Varig Log.[18] Observando o sucesso da VASP com seus Boeing 737, a Varig comprou dez modelos entre 1974 e 1975, que tornou-se um de seus principais aviões, substituindo a maioria de seus turbo-hélices nas rotas domésticas.[19]

Boeing 737-200 da Varig.

Ao final da década de 1970, mais de 70% da frota era composta por jatos, o que proporcionou o início de voos ligando as regiões Norte e Sul do Brasil com menos escalas.[5] Rotas como Rio de Janeiro a Manaus e Belém, até então operadas como escalas de voos internacionais, foram iniciados por essas aeronaves.[5]

Boeing 707-345C da Varig no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão em 1984. Durante muitos anos, o Aeroporto do Galeão ficou conhecido como o principal hub da empresa.

Em 1974 a Varig recebeu o primeiro de quatro Douglas DC-10, encomendados dois anos antes, que iniciaram a substituição dos Boeing 707.[20] Foi o primeiro jato widebody (dois corredores) a ser utilizado por uma companhia da América Latina.[20] Por sua elevada autonomia e velocidade, foram colocados nas rotas de maior curso da empresa, como Nova Iorque, Frankfurt, Paris, Roma, Londres e também nos voos para Tóquio, com escala em Los Angeles.[21] Em toda sua história, a empresa utilizou quinze DC-10.[21]

Em 1975 a Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul foi comprada pela Varig.[22] Inicialmente, a Cruzeiro não foi totalmente incorporada e sua marca prevaleceu até 1992, mas seus aviões foram repassados para as rotas da Varig, e alguns foram pintados nas cores da empresa.[22] Em 1976, a Varig, junto com duas companhias de táxi aéreo, fundou a Rio Sul,[23] que assumiu as rotas regionais da controladora na região sul do Brasil, e mais tarde passou a operar no Sudeste e Centro-Oeste.[23]

Primeiro Boeing 747 utilizado pela Varig, no aeroporto de Orly.

Em 1981 a Varig recebeu os primeiros Boeing 747-200. A viagem inaugural ocorreu de Brasília à Campo Grande, trazendo o presidente do Brasil João Baptista Figueiredo.[24] Primeiramente, foram três jatos empregados nas rotas para Nova Iorque, Frankfurt, Paris, Londres e Roma.[24] Devido à expansão da Varig e a vinda de outras empresas estrangeiras, o Galeão, principal aeroporto internacional brasileiro, e de onde partiam praticamente todos os voos internacionais, operava acima do seu limite.[5] Já prevendo essa situação, o governo iniciou a construção de um aeroporto em Guarulhos que, apesar de maior cidade e centro econômico do país, contava apenas com o pequeno e restrito Aeroporto de Congonhas, que não tinha capacidade para voos de longo curso.[25]

O Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos foi inaugurado em janeiro de 1985 por um Boeing 747-200 da Varig, procedente de Nova Iorque.[26] Em seguida, muitas companhias brasileiras e estrangeiras transferiram parte de suas operações para Guarulhos. Os voos internacionais que tinham origem e destino no Rio, antes de procederem para seu destino final, faziam escala em Guarulhos, onde havia maior fluxo de passageiros.[27]

No mesmo ano a Varig ampliou a frota de Boeing 747, com a chegada de duas aeronaves da versão -300, de maior autonomia e capacidade.[24] Essas aeronaves encerraram o processo de substituição dos Boeing 707 e foram colocados nas rotas para Paris, Nova Iorque, Frankfurt, Londres, Joanesburgo e Tóquio.[24]

Em 1991 a Varig recebeu seu primeiro Boeing 747-400, sob arrendamento, com mais duas encomendas para serem entregues em 1992 e 1993.[28] Esta versão assumiu as rotas para Nova Iorque, Paris, Roma, além de inaugurar a rota do Rio de Janeiro para Hong Kong, com escalas em São Paulo, Joanesburgo e Bangcoc.[28] Mas permaneceram na empresa até 1994, quando foram devolvidas.[28] A situação econômica do país e as falhas de administração abalaram a saúde financeira da empresa, cuminando numa moratória, em 1994.[29]

Boeing 767-200ER da Varig em 1988.
Airbus A300 da Varig em 1984.

Em 1980 a Varig encomendou duas aeronaves Airbus A300 para operação em suas rotas domésticas de alta densidade.[30] Com seu plano de expansão da atuação no mercado doméstico, optou-se por encomendar também dois Boeing 767-200 em 1986.[31] A aeronave bimotora podia fazer voos intercontinentais com maior eficiência do que aeronaves quadrimotoras.[31] Estas foram as primeiras da Varig que não necessitavam de um engenheiro de voo a bordo.[31] Em 1987 chegaram seis aeronaves da versão -200ER (Extended Range), que tinham autonomia aumentada, .[31] que serviram nas rotas para a América do Sul, América do Norte e Europa, além de voos charter e regulares entre São Paulo e Rio de Janeiro, e também para a região nordeste, em cidades como Salvador e Fortaleza.[32] A partir de 1990 a Varig recebeu outras nove aeronaves da versão -300ER, que foram empregados nas rotas para Lisboa, Madri, Roma, Milão, Chicago, Atlanta, Toronto.[33]

Renovação da frota e início do declínio

Um McDonnell Douglas MD-11 da Varig com a nova pintura da empresa no aeroporto de Londres Heathrow.

Em 1987 a Varig recebeu seu primeiro Boeing 737-300, dando início a um novo processo de modernização da frota.[34] A substituição dos Boeing 737-200 terminou em 2003.[19] A companhia também buscava uma aeronave para substituir os McDonnell Douglas DC-10, que já enfrentavam problemas relacionados à manutenção.[21] Neste mesmo período, a fabricante lançou o MD-11, que contava com nova tecnologia, cabine digital, maior autonomia e capacidade de passageiros e carga; A Varig adquiriu o tipo para ser utilizado em viagens de alta rentabilidade.[35] As duas primeiras aeronaves chegaram ao final de 1991 e foram destinadas para os voos de São Paulo para Frankfurt e Paris.[35] Em 1998 a Varig expandiu a utilização de seus MD-11 nas rotas para Amsterdam, Bangcoc, Buenos Aires, Hong Kong, Joanesburgo, Londres, Milão, Nova Iorque e Roma.[35]

Em 1993 foi criada a Varig Log, uma divisão de cargas que assumiu os Boeing 727 e os McDonnell Douglas DC-10.[36]

Boeing 737-500 da Rio Sul, subsidiária da Varig, no aeroporto de Recife.

A Rio Sul também iniciou sua expansão, com a chegada do primeiro Boeing 737-500 em 1992.[23] Novos jatos Embraer ERJ-145 chegaram em 1997, o que permitiu a empresa expandir seus serviços.[23] A Rio Sul também criou os serviços de ponte aérea, interligando os aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro).[23] Além disso, adquiriu a Nordeste Linhas Aéreas. A frota foi renovada e passou a ser composta por Fokker 50, Boeing 737-300 e Embraer EMB-120 Brasília.[5]

Em novembro de 1996 a Varig mudou sua identidade visual, adotando a estrela dourada.[37] Em 1997 entrou para a Star Alliance.[38]

Durante o show aéreo de Farnborough, em 1998, a Varig anunciou a maior compra de aeronaves de sua história.[39] Eram 39 aeronaves, divididas em quinze Boeing 737-700, dez Boeing 737-800, seis Boeing 767-300ER e oito Boeing 777-200ER.[39]

Crise no novo milênio

Em 2000, a Varig adquiriu alguns Boeing 737-400 utilizados pela Transbrasil.[40] Mas em 2001, após os atentados de 11 de setembro de 2001, a aviação comercial foi atingida por uma crise, com reflexos no mundo inteiro.[41] Nessa mesma época foram fundadas e expandidas duas grandes concorrentes da Varig, a LATAM Airlines Brasil e a Gol Linhas Aéreas Inteligentes.[42][43]

Em outubro de 2001, a Varig recebeu o primeiro Boeing 777-200ER, aeronave mais tecnológica e com um sistema de entretenimento individual, no qual o passageiro pode escolher o que quer assistir em uma tela individual na própria poltrona.[44] A Varig recebeu em 2005 mais dois Boeing 777-200 provenientes da United Airlines e British Airways. Os novos aviões foram colocados nas rotas para Miami, Nova Iorque, Frankfurt, Madri, Paris, Amsterdão e Londres, revezando com os MD-11.[44]

Apesar de todas as inovações, a Varig estava com um balanço financeiro negativo.[5] A diretoria não tomava qualquer atitude para evitar a crise e reduzir as dívidas da empresa.[5] Além disso, vinha perdendo muito espaço no mercado doméstico devido ao crescimento da LATAM Airlines Brasil e da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, que adotou o modelo low cost e oferecia passagens baratas.[8] A Rio Sul também vinha perdendo espaço no mercado regional frente as concorrentes TRIP Linhas Aéreas e Total Linhas Aéreas.[8]

O Governo Federal, tinha uma dívida de mais de 4 bilhões de reais com a Varig,[45] mas, ao invés de quitá-la, tentou promover uma fusão com a LATAM Airlines Brasil em 2003, sem sucesso.[46]

Crise e recuperação judicial

Boeing 757-200 da Varig.

Por mais de quinze anos a empresa apresentou balanços financeiros negativos, além de ter mudado de comando mais de cinco vezes num período de seis anos.[5] Com dívidas estimadas em mais de sete bilhões de reais, as dificuldades enfrentadas pela empresa foram reflexo do congelamento das tarifas aéreas na década de 1980 e década de 1990, complementadas por uma administração ineficiente.[5]

Em 22 de junho de 2005, a justiça brasileira deferiu o pedido de recuperação judicial protocolado em 17 de junho do mesmo ano pela Varig.[47] Com essa decisão, a empresa teve seus bens protegidos de ações judiciais por 180 dias, mas dispôs de um prazo de 60 dias para apresentar um plano de viabilidade e de recuperação a seus credores.[47] As dívidas da Varig chegavam a 5,7 bilhões de reais.[47] Em novembro de 2005, a TAP Portugal, em conjunção com investidores brasileiros, formalizam a compra das subsidiárias Varig Log e Varig Engenharia e Manutenção, garantindo o pagamento de credores internacionais.[48]

Após proposta de compra feita pela Varig Log, uma nova assembleia foi realizada em 17 de junho de 2006.[49] Os credores da classe um da empresa, formada pelos trabalhadores, aprovaram a oferta.[49] Mas os da classe dois, que conjuga fundos de pensão e o Banco do Brasil, e da classe três, reunindo empresas públicas e de leasing, rejeitaram a proposta.[49] Foram mais de vinte votos contrários apenas na classe três, a maior parte deles advindos de empresas estrangeiras.[49]

Venda

Em 28 de julho de 2006, iniciaram-se as demissões na empresa, totalizando mais de 5 000 postos de trabalho cortados em apenas um dia, sem o pagamento das verbas rescisórias, que estavam bloqueadas pelo plano de recuperação judicial, bem como os quatro meses de salários atrasados.[50] Dezenas de aviões ficaram retidos no hangar da empresa no aeroporto do Galeão sem poder voar.[49] Alguns outros aviões ficaram parados por outros locais, como os Boeing 777-200 que ficaram retidos em Nova Iorque e Salvador.[49] Em 3 de agosto de 2006, a Varig operou seu último voo internacional, já que nesse dia os voos da Varig foram proibidos de pousar em Lisboa, Paris, Madri, Londres, Roma, Zurique e Beirute. O único pouso autorizado foi em Frankfurt.[49]

Em 28 de novembro de 2006 a Varig anunciou a operação de mais sete rotas entre 18 de dezembro de 2006 e 4 de março de 2007.[51] Desta forma, a empresa passou a voar para doze destinos nacionais, Belo Horizonte, Florianópolis, Porto Seguro, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba e Manaus.[51]

Em 14 de dezembro de 2006 a Varig recebeu a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil para operar sob a razão social de VRG Linhas Aéreas, conhecida coloquialmente como a Nova Varig.[52] Em 9 de abril de 2007, a VRG Linhas Aéreas foi comprada pela Gol Linhas Aéreas Inteligentes pelo valor de 320 milhões de dólares.[53]

Fim da recuperação judicial e falência

Em setembro de 2009, o juiz Luiz Roberto Ayoub, titular da primeira vara empresarial do Rio de Janeiro, decretou o fim da recuperação judicial da Varig, que estava operando com a bandeira Flex Linhas Aéreas.[54] Segundo o juiz, as obrigações do plano de reestruturação foram cumpridos no prazo de dois anos.[54] O último voo comercial operado pela Varig ocorreu em novembro de 2009.[5]

No dia 20 de agosto de 2010, o Poder Judiciário do Brasil decretou a falência da antiga Varig, além de mais duas empresas do grupo, a Rio Sul Serviços Aéreos Regionais e a Nordeste Linhas Aéreas.[55] O pedido foi feito pelo próprio administrador e gestor judicial do grupo, Licks Associados, que alegou que a Varig não tinha condições de pagar suas dívidas.[55]

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