Tirídates III

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Tirídates III
Tirídates III da Armênia
Reinado 287– ca 330
Antecessor(a) Cosroes II
Sucessor(a) Cosroes III
Dinastia Arsácida
Nome completo
Տրդատ Գ
Nascimento anos 250
Morte c. 330
Enterro Camacha
Cônjuge(s) Ashkhen
Pai Cosroes II


Tirídates III (em armênio: Տրդատ Գ.; transl.: Trdat III) foi um rei da Armênia Arsácida (r. 287330), [1] e também conhecido como Tirídates, o Grande (alguns acadêmicos incorretamente se referem a ele como Tirídates IV como resultado do fato que Tirídates I ter reinado duas vezes).[ carece de fontes?]

Era filho de Cosroes II da Armênia, e durante seu reinado Gregório, o Iluminador pregou o cristianismo na Reino da Armênia. [2] Em 303 (ou 301), Tirídates proclamou o Cristianismo a religião oficial na Armênia, fazendo com que este país tenha sido a primeira nação oficialmente cristã do mundo. [3]

Biografia

Seu pai, que ascendeu ao trono da Armênia em 261, e que é chamado de Cosroes (Khosrov), considerado, provavelmente de forma incorreta, como o irmão mais novo de Tirídates II, teve seu reino atribulado pela Pérsia e por Palmira. Cosroes se apegou ao trono e Sapor, o rei da Pérsia, enviou Anak, que o assassinou. O rei deixou um filho criança, que foi levado ao território romano. [4]

Segundo a lenda, o príncipe Tirídates (Trdat) cresceu na Ásia Menor romana. Ele era de elevada estatura, belas feições, porte atlético e tinha fama de ter uma força hercúlea. Ele também era bem dotado intelectualmente, conhecedor da literatura grega e da filosofia. [5]

Foi através de seu amigo Caio Flávio Licínio, que mais tarde se tornaria o imperador romano Licínio, que Diocleciano tomou conhecimento de Tirídates. Em 287, dois anos depois de se tornar imperador, Diocleciano enviou Tirídates, com uma escolta romana, para se tornar rei da Armênia. Então com vinte anos de idade, ele foi reconhecido como herdeiro da dinastia Pahlevid. Seu reinado, porém, não foi tranquilo: Narses, o sucessor de Sapor, atacou-o em 294, e ele teve que se refugiar em território romano. [6]

Durante a guerra romano-persa seguinte, Tirídates lutou nas legiões romanas, e quase foi capturado, escapando ao atravessar o Eufrates a nado, mesmo com o peso da armadura. Galério invadiu a Armênia, enquanto Diocleciano segurava a passagem do Eufrates, e Narses foi derrotado. [7] Com a derrota, Narses foi obrigado a devolver à Armênia, em 297, as cinco províncias que Sapor havia tomado: Arzanena, Moxuena, Zabdiena, Rimena e Gordiena. [8]

Um período de paz se seguiu. Diocleciano garantiu a autonomia da Armênia diante do Império Sassânida, e as incursões das tribos do Cáucaso cessaram após o casamento de Tirídates com a princesa Ashkhen, filha de Ashkatar, rei dos alanos. [8]

No início do seu reinado, Tirídates via os cristãos da mesma forma que seus mentores romanos: como perturbadores da ordem social. Gregório, um pregador que havia feito várias conversões, foi preso e encarcerado em Artaxata, onde foi tratado com crueldade. [8] Gregório era filho de Anak, que havia vindo da Pérsia com o pretexto de fugir da tirania sassânida, mas estava a mando de Sapor. Anak havia assassinado o pai de Tirídates que, em seu leito de morte, havia ordenado o extermínio da família de Anak, da qual apenas Gregório havia escapado. [9]

Durante a perseguição aos cristãos de 303, promovida por Diocleciano, duas mulheres, Hripsimeh e Gayaneh, que haviam auxiliado Gregório, fugiram para o território armênio. Tirídates, vendo a beleza de Hripsimeh, chamou-a ao palácio e quis se casar com ela. Quando ela se recusou, foi executada, junto de suas companheiras. [10] Por este crime, Tirídates foi amaldiçoado com uma doença, que o forçou a se esconder do público. Sua irmã, a princesa Khosrovidukhd, sugeriu que ele poderia recorrer às orações de um homem que estava preso, Gregório. Depois de apelar para os melhores médicos e todos os deuses ancestrais, Tirídates cedeu, chamou Gregório, e foi por este curado. [11]

Tirídates, e a sua corte, se convertem ao cristianismo. [11] O rei foi batizado em 303 (algumas versões datam de 301), antes da conversão de Constantino, fazendo da Armênia a primeira nação a adotar o cristianismo. [3]

Tirídates foi assassinado, a mando do rei da Pérsia, porque este estava preocupado com o fato de Armênia e o Império Romano terem se tornado cristãos. O assassinato, em Alcisilena, [12] que tinha por objetivo favorecer a causa do zoroastrismo, teve efeito contrário, e Tirídates foi considerado um mártir, colocado no calendário dos santos armênios. [13]

Ele foi sucedido por seu filho, Cosroes (Khosrov), que reinou de 330 a 339. [14]

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