Tibério Júlio Alexandre

Tibério Alexandre
Nome completoTibério Júlio Alexandre
Nome de nascimentoTiberius Julius Alexander
Dados pessoais
Nascimentoséculo I Alexandria, Egito
Morteséculo I ?
Vida militar
Anos de serviçoAntes de 46 – 70
HierarquiaPrefeito do Egito
Procurador da Judeia
Prefeito pretoriano
BatalhasGuerra romano-parta de 58-63
Batalha do Delta
Cerco de Alexandria (c. 68)
Cerco de Jerusalém (70)

Tibério Júlio Alexandre (fl. séc. I) foi um governador e general equestre do Império Romano nascido numa rica família judaica de Alexandria. Abandonando ou negligenciando a fé judaica, ascendeu rapidamente na carreira e tornou-se procurador da Judeia (c. 46–48) durante o reinado de Cláudio. Quando foi prefeito do Egito (r. 66–69), empregou suas legiões contra os judeus alexandrinos numa resposta brutal à violência étnica e foi instrumental na ascensão de Vespasiano ao trono imperial. Em 70, participou do Cerco de Jerusalém como segundo em comando de Tito, filho de Vespasiano.[1]

Primeiros anos

Tibério Júlio Alexandre nasceu provavelmente no início do reinado do imperador Tibério (r. 14–37). Seu pai era Alexandre, um judeu alexandrino que ocupou o posto de " alabarca",[2] cujo significado exato é ainda debatido, mas que provavelmente era um alto oficial alfandegário. O Alexandre pai era cidadão romano, um privilégio raro entre os judeus de Alexandria, e, portanto, seus filhos também eram.[3] Ele também tinha ligações comerciais tanto com Agripa, neto de Herodes, o Grande, quanto com Antônia, a mãe do imperador Cláudio.[4] Outro membro proeminente da família de Tibério Alexandre era seu tio, o filósofo Fílon.[5]

O irmão mais jovem de Tibério, Marco Júlio Alexandre, seguiu o caminho do pai e tornou-se sócio de uma importante firma de importação e exportação.[6] Ele foi o primeiro marido da princesa herodiana Berenice, mas morreu em 43 ou 44 sem herdeiros. Tibério, por outro lado, decidiu afastar-se dos negócios do pai e partiu para uma carreira administrativa e militar a serviço do Império Romano. Ao apresentar Tibério, o historiador judeu Flávio Josefo condena-o por uma falta de fé e explica que ele "não manteve seus costumes ancestrais".[2] Este comentário é geralmente interpretado como significando que ele teria abandonado o judaísmo ainda jovem, um ponto de vista que encontra apoio no fato de ele aparecer como um personagem em dois dos diálogos filosóficos de Fílon, argumentando contra a providência divina que Fílon tentava refutar.[7] Porém, estudos mais recentes defendem que Josefo criticou Alexandre simplesmente por ele ter seguido servir a Roma, colocando os interesses do Império acima da religião judaica.[8]

Seja como for, Tibério Alexandre continuou a se beneficiar das ligações de sua família, que melhoraram ainda mais quando Cláudio ascendeu ao trono em 41. Agripa havia ajudado na ascensão do novo imperador depois do assassinato de Calígula e foi nomeado rei da Judeia. O pai de Tibério, que havia sido preso por Calígula, foi solto por ordem de Cláudio e Marco tornou-se o primeiro marido da filha de Agripa, Berenice[9]

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