Thomas Müntzer

Thomas Müntzer
Thomas Müntzer, em uma gravura do século XVIII, por C. Van Siquém. Nenhuma imagem contemporânea do reformador existe.
Nascimento1490
Stolberg, Alta Saxônia
Morte27 de maio de 1525 (35 anos)
Mühlhausen, Turíngia
NacionalidadeAlemanha alemão
OcupaçãoTeólogo

Thomas Müntzer (Stolberg, 1490Mühlhausen, 27 de maio de 1525), com o nome também grafado Muentzer ou Münzer, foi um dos primeiros teólogos alemães da era da Reforma, ele se tornou um líder rebelde durante a Guerra dos Camponeses. Müntzer virou-se contra Lutero com vários escritos contra Lutero, e apoiou os anabatistas. Na Batalha de Frankenhausen, Müntzer e seus seguidores foram derrotados. Ele foi capturado, torturado e decapitado.[1]

Perfil

No contexto da história da Reforma, Thomas Müntzer é uma das personagens mais controvertidas, capaz de suscitar julgamentos díspares.
O sociólogo Ernst Bloch diz que "quando o analisamos enquanto homem de ação, ressaltam nele o presente e o absoluto, numa perspectiva mais altaneira e mais ampla que numa experiência demasiado vivida, e apesar disto, com vigor idêntico, Müntzer é, antes de tudo, História, no sentido fecundo (…) para comprometer-nos, entusiasmar-nos, para apoiar, sempre mais amplamente, nosso desígnio".[2]

Já o teólogo Paul Althaus viu nele "o lúgubre, o negro fervor das idéias teocrático-taboritas" que o ligavam à "exasperação dos camponeses" confrontados com a "pureza ética" do posicionamento de Lutero.[3]

Por seu turno, o teólogo luterano Eric Gritsch, chama-o de "reformador sem Igreja".[4]

Thomas Müntzer era um teólogo e jamais deixou de sê-lo, mesmo quando enveredou pela arriscada trilha da política revolucionária.

Embora seja geralmente apresentado como um anabatista e líder dos camponeses rebeldes, a verdade é que Müntzer jamais demonstrou grande interesse pela questão do quando e como batizar (pedra angular do anabatismo) e sua participação efetiva na Guerra dos camponeses deu-se apenas no fim de sua vida, quando comandou o grupo de campônios massacrado em Frankenhausen.

Malgrado sua retórica inflamada e revolucionária estabelecer muitos pontos de contato com a doutrina anabatista e as reivindicações sociais dos camponeses, Muntzer seguiu seu próprio caminho, pautado por interpretações apocalípticas da Bíblia, onde se via como um profeta empenhado em construir o Reino de Deus na Terra.[5]

Mas ao associar o advento desse Reino a uma radical reforma social, que eliminaria distinções e privilégios, ele se indispôs com as nobrezas católica e luterana - que disputavam o poder de definir os rumos da cristandade ocidental -, comprando uma briga que não podia ganhar. Foi esmagado nela.

Quatro diferentes Thomas Müntzers sobreviveram na História.

  • Para os protestantes ortodoxos, ele teria sido um típico anabatista que não fez outra coisa senão proclamar suas doutrinas de sectarismo radical.
  • Para os anabatistas de Zurique, mesmo com ressalvas, ele era veraz e fiel mensageiro do Evangelho.
  • Para os historiadores católicos romanos, Müntzer simplesmente operou dentro das inevitáveis conseqüencias do individualismo protestante.
  • Para os historiadores marxistas, ele pontificou como o grande ideólogo da Guerra dos Camponeses, o primeiro político cosmopolita.
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