Suicídio

Suicídio
Retrato do poeta romântico inglês Thomas Chatterton, que teria se suicidado com arsênico em 1770.
Classificação e recursos externos
CID- 10 6084
CID- 9 E950
MedlinePlus 001554
eMedicine article/288598
MeSH F01.145.126.980.875
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Suicídio ou autocídio (do latim, sui, ou do grego autos: "próprio" e do latim caedere ou cidium: "matar") é o ato intencional de matar a si mesmo. [1] Sua causa mais comum é um transtorno mental e/ou psicológico que pode incluir depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. [2] Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo. [3] Além da consideração nefasta do suicídio, há também avaliações positivas, sendo visto como uma vontade legítima ou um dever moral. [4]

Mais de um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano, tornando-se esta a décima causa de morte no mundo. Trata-se de uma das principais causas de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade. [5] [6] Entretanto, há uma estimativa de 10 a 20 milhões de tentativas de suicídios não-fatais a cada ano em todo o mundo. [7]

As interpretações acerca do suicídio têm sido tratadas sob amplos pontos de vista culturais, mais especificamente em temas existenciais como religião, filosofia, psicologia, honra e o sentido da vida. Albert Camus escreveu certa vez: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia." [8] As religiões abraâmicas, por exemplo, consideram o suicídio uma ofensa contra Deus devido à crença religiosa na santidade da vida. [9] [10] No Ocidente, foi muitas vezes considerado como um crime grave. Por outro lado, durante a era dos samurais no Japão, o seppuku era respeitado como uma forma de expiação do fracasso ou como uma forma de protesto. No século XX, o suicídio sob a forma de auto-imolação tem sido usado como uma forma de protestar, enquanto que na forma de kamikaze e de atentados suicidas como uma tática militar ou terrorista. O sati é uma antiga prática funerária hindu no qual a viúva se autoimola na pira funerária do marido, seja voluntariamente ou por pressão da famílias e/ou das leis do país. [11]

O suicídio medicamente assistido ( Eutanásia, ou o "direito de morrer") é uma questão ética atualmente muito controversa que envolve um determinado paciente que esteja com uma doença terminal, ou em dor extrema, que tenha uma qualidade de vida muito mínima através de sua lesão ou doença. Para alguns, o auto sacrifício geralmente não é considerado suicídio, uma vez que o objetivo não é matar a si mesmo mas salvar outrem.

Classificação

Automutilação

Ver artigo principal: Automutilação

A automutilação não é uma tentativa de suicídio; no entanto, tempos atrás as lesões autoprovocadas eram erroneamente classificadas como uma tentativa de suicídio. Existe uma correlação não-causal entre a automutilação e o suicídio: ambos são mais comumente um efeito da depressão. [12]

Eutanásia e suicídio assistido

Ver artigo principal: Eutanásia
Máquina de eutanásia inventada por Philip Nitschke e disponível no Museu de Ciências de Londres.

Indivíduos que desejam pôr termo à sua própria vida podem recorrer ao auxílio de outra pessoa para atingir a morte. A outra pessoa, geralmente um membro da família ou um médico especializado, podem ajudar a praticar o ato, se o indivíduo não tem capacidade física para fazê-lo mesmo com os meios fornecidos. O suicídio assistido é uma questão moral e politicamente controversa em muitos países, como no caso do Dr. Jack Kevorkian, um médico que apoiava a eutanásia, afirmando ter ajudado 130 pacientes a terminarem suas próprias vidas, mas que foi condenado a 8 anos de prisão por isto. Apelidado de Doutor Morte, ele se candidatou ao Congresso dos Estados Unidos em 2008 defendendo a legalização da eutanásia. [13]

Ortotanásia

Ver artigo principal: Ortotanásia

É quando não se tomam medidas para prolongar artificialmente a vida de uma pessoa com uma doença letal, restringindo a fazer um tratamento paliativos para aliviar a dor e permitir uma morte digna. No Brasil essa prática está sendo discutida no Congresso Nacional. Em 2010, o PLS 116/2000 foi aprovado pelo Senado e em seguida remetido à Câmara dos Deputados, onde aguarda votação. [14] [15]

Homicídio Suicídio

Trata-se do ato no qual um indivíduo mata uma ou várias outras pessoas imediatamente e comete suicídio em seguida.

Geralmente feito por vingança ou/e passional. Exemplos incluem o caso de Francisco Hyalisson Gonzaga que atirou na ex-namorada, Luana Kalyev Almeida e em seguida atirou na própria cabeça [16] e o de Edwin Valero, campeão mundial de boxe venezuelano acusado de enforcar a própria mulher. [17]

Ataque suicida

Um ataque suicida é quando um atacante comete um ato de violência contra outros (geralmente um grande número de pessoas), normalmente para atingir um objetivo militar ou político, que resulta em sua própria morte. Os atentados suicidas são muitas vezes consideradas como um ato de terrorismo. Os exemplos históricos incluem o assassinato do Czar Alexandre II, o Bombardeamento do Hotel Shamo, o Atentado suicida do Dizengoff Center, os ataques kamikazes por pilotos aéreos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial e os Ataques de 11 de setembro de 2001. Entre 2000 e 2007 ocorreram 140 ataques suicidas em Israel que mataram 542 pessoas e feriram milhares. [18]

Suicídio em massa e pacto suicida

Ver artigo principal: Suicídio coletivo

Certos suicídios são realizados sob pressão social ou de um grupo. Os suicídios coletivos ou em massa, podem ocorrer apenas entre duas pessoas, como um "pacto suicida", ou com um número muito maior. Um exemplo é o suicídio em massa que ocorreu por membros do Peoples Temple, uma seita estadunidense liderada por Jim Jones em 1978 na Guiana que levou a morte de 918 pessoas incluindo 270 menores de idade. [19]

Outro exemplo ocorreu em janeiro de 2012, na China. [20] [21] Trezentos funcionários da Foxconn, fabricante do Xbox 360, ameaçaram um suicídio coletivo se as reivindicações do grupo não forem atendidas. [22] O protesto terminou com um acordo entre a empresa e os funcionários. [23]

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