Sport Club Internacional

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Internacional
Escudo do Sport Club Internacional.svg
NomeSport Club Internacional
Alcunhas
Torcedor/AdeptoColorado
Mascotesaci
Principal rivalGrêmio
Fundação4 de abril de 1909 (109 anos)
EstádioBeira-Rio
Capacidade50 128 pessoas[4]
LocalizaçãoPorto Alegre, Brasil
PresidenteMarcelo Medeiros
TreinadorOdair Hellmann[5]
PatrocinadorBanrisul
Material (d)esportivoNike
CompetiçãoCampeonato Brasileiro - Série A
Campeonato Gaúcho - Série A
Copa do Brasil
Ranking nacionalBaixa 10.º lugar, 11 368 pontos [6]
Websiteinternacional.com.br
Cores do TimeCores do TimeCores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do TimeCores do TimeCores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do TimeCores do TimeCores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Sport Club Internacional (mais conhecido como Internacional ou Inter de Porto Alegre e popularmente pelo apelido de Colorado) é um clube multiesportivo brasileiro sediado na cidade de Porto Alegre. Foi fundado em 4 de abril de 1909 pelos irmãos Poppe, ficando claro o objetivo de ser uma instituição democrática e sem preconceitos.[7] Tem como suas cores o vermelho e o branco e seus torcedores são conhecidos como colorados. Seu rival histórico é o Grêmio, com quem disputa o Grenal, um dos maiores clássicos do mundo.[8] No futebol, é um dos clubes mais bem-sucedidos do Brasil e das Américas nos últimos anos,[9][10] sendo o terceiro maior campeão internacional do país, com 7 conquistas oficiais, ficando atrás somente de Santos e São Paulo. Dentre suas maiores glórias no futebol, destacam-se as conquistas do Mundial de Clubes da FIFA[11] e os dois títulos da Copa Libertadores em 2006 e 2010,[12] além de uma Copa Sul-Americana (invicta),[13] dois títulos da Recopa Sul-Americana[14] e uma Copa Suruga Bank.[15] A nível nacional o Colorado é considerado tricampeão, tendo vencido três títulos do Campeonato Brasileiro (o mais recente de forma invicta),[16] além de uma Copa do Brasil,[17] um Torneio Heleno Nunes e 45 títulos do Campeonato Gaúcho, sendo o maior vencedor da competição regional.[18]

Na década de 70, o Colorado fez história no âmbito nacional com dois feitos inéditos: venceu todos os campeonatos estaduais entre 1969 e 1976, tornando-se o único octacampeão gaúcho e foi campeão do Campeonato Brasileiro de 1979 de forma invicta — façanha jamais repetida por outro clube brasileiro — sendo o único caso de clube tricampeão brasileiro na Região Sul do país.[16] Além disso, três anos antes, deteve a hegemonia no cenário nacional, sendo bicampeão brasileiro em 1975 e 1976. Com o técnico Rubens Minelli comandando a maioria dos títulos, o Internacional montou um time nos anos 70 que tinha craques como Falcão, Figueroa, Carpegiani e destaques como Valdomiro, Claudiomiro, Manga, Batista e Caçapava.[19][20] Também é o primeiro clube da Região Sul a decidir um título de Copa Libertadores, sendo vice-campeão em 1980.[21]

O Colorado manteve-se durante 24 anos seguidos (1975-1998) líder no Ranking de Pontos do Campeonato Brasileiro,[22] disputando 7 semifinais, 3 fases finais e 4 finais (1975, 1976, 1979 e 1988). Desde 2003, quando o Brasileirão passou a ser disputado por pontos corridos, o clube gaúcho foi vice-campeão em 2005, 2006 e 2009. Historicamente, também foi vice-campeão nacional consecutivo em 1967 e 1968 do Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Em 2010 o Internacional foi eleito o clube mais vitorioso do país na década de 2000, em levantamento realizado pela Folha de São Paulo.[23] Além das glórias no futebol, o clube também destaca-se em outras modalidades esportivas coletivas e individuais, como atletismo, basquete, boxe, taekwondo, voleibol e futebol de salão.[24] Neste último, é um dos clubes mais tradicionais do país tendo o futsal masculino conquistado a Liga Futsal de 1996, a Copa Libertadores de Futsal de 2000, a Copa Intercontinental de Futsal de 1996 e oito títulos estaduais.

O Internacional é um dos clubes mais populares do futebol brasileiro, com sua torcida estimada entre 5 e 6 milhões de torcedores espalhados pelas regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil.[25][26] É o clube pioneiro do país no programa sócio-torcedor, lançado em 2003, conseguindo igualar suas finanças com as equipes do eixo Rio – São Paulo. Em junho de 2014 o clube chegou a marca de 125 mil sócios ativos, atualmente tem cerca de 121 mil.[27] Em 2016 a Revista Placar elaborou o ranking dos maiores campeões absolutos do Brasil, na qual o Internacional aparece na primeira colocação, como o clube com o maior número de títulos oficiais do futebol brasileiro.[28] Em 2017, o Colorado apareceu como a sexta marca mais valiosa do futebol brasileiro, avaliada em 627,3 milhões de reais.[29][30] O Internacional também é reconhecido por ter uma das melhores categorias de base do país, sendo o clube que mais revelou jogadores para o Brasileirão de 2016, segundo o site globoesporte.com.[31] Desde 1969, manda suas partidas de futebol no estádio Beira-Rio, de propriedade do clube, com capacidade para mais de 50 mil torcedores. Com uma cobertura em formato de folhas e a fachada remodelada nas cores do clube, é um dos estádios mais modernos do futebol sul-americano e sediou cinco partidas da Copa do Mundo FIFA de 2014.[32]

História

Henrique Poppe foi um dos fundadores do Internacional.

Fundação

O clube foi fundado em 4 de abril de 1909 pelo jornalista brasileiro Henrique Poppe Leão e seus irmãos Luiz Madeira Poppe e José Eduardo Poppe, que se transferiram de São Paulo para Porto Alegre, em 1901, e encontraram dificuldades para a prática do futebol, uma vez que os principais clubes da cidade, à época, eram restritos a descendentes de alemães.[33] O nome é uma referência à abertura a todas nacionalidades e uma homenagem ao Internacional paulista, do qual os irmãos Poppe fizeram parte.[34]

No dia 18 de julho do mesmo ano, o Internacional realizou sua primeira partida, no estádio do Grêmio (Baixada), situado no Bairro Moinhos de Vento. O resultado não poderia ser pior para o Inter, perdeu por 10-0 para o Grêmio. No dia 7 de setembro de 1909, com cinco meses de vida, o Internacional obteve seu primeiro empate contra uma equipe considerada de primeira linha na época: 0 x 0 contra o Militar Football Club, que no ano seguinte seria o campeão citadino. Mas a primeira vitória viria ainda neste ano, no dia 12 de outubro contra o mesmo Militar, por 2 a 1.

1913–1939: Primeiros títulos e estádio novo

Em 1913, o Internacional conquistou seu primeiro título, e de forma invicta: o do Campeonato Metropolitano de Porto Alegre. Esse feito seria repetido no ano seguinte, em 1914. Apesar dos progressos, o incômodo dos Grenais permanecia e perturbou a vida de colorados até 1915, quando finalmente venceu o Grêmio por 4 a 1.

A partir da década de 1920, o Inter abriria a sua sede e daria lugar no seu time aos jogadores que pertenciam às muitas ligas que organizavam competições entre clubes representativos de negros (a famosa Liga da Canela Preta, por exemplo), de funcionários públicos, de funcionários do comércio e de estivadores. Em 1925, um jogador negro veste pela primeira vez a camisa colorada. Chamava-se Dirceu Alves e atuava na defesa.[35]

O reconhecimento estadual aconteceu em 7 de setembro de 1927, quando o Inter sagrou-se Campeão Gaúcho pela primeira vez, ao vencer o Bagé no estádio da Baixada (antigo estádio do Grêmio) por 3 a 1, em dois tempos de quarenta minutos. Em 1934, o clube conquistou seu segundo título estadual ao vencer por 1 x 0 o Grêmio Atlético Farroupilha.

A era Eucaliptos

Ver artigo principal: Estádio dos Eucaliptos
Time do Internacional de 1953.

Os primeiros treinos do Inter, em 1909, foram em um terreno baldio no fim da Rua Arlindo, entre a Saldanha Marinho e José de Alencar. Em 1910 o time foi para o Campo da Várzea, dividido com o time do Colégio Militar, na Volta do Cordeiro (referência ao comerciante português José Antônio Cordeiro, que cedeu um galpão onde os jogadores guardavam as goleiras depois de cada treino e jogo, para evitar que elas fossem roubadas por ladrões de madeira). Sulcos no chão eram marcados com leite de cal para demarcar as linhas do gramado, em dias de futebol. 

Em 1929 o engenheiro Ildo Meneghetti foi eleito como presidente do Inter e encontrou um terreno disponível na Rua Silveiro, que na época estabelecia o limite da cidade de Porto Alegre. O Inter fez a compra, e teve, finalmente, o seu primeiro patrimônio, 20 anos depois de sua fundação. Meneghetti colocou à venda ações para a construção do novo Estádio dos Eucaliptos.

A inauguração foi em março de 1931, com um Gre-Nal, vencido pelo Inter por 3 a 0. O Eucaliptos (que mais tarde ganhou o nome de Ildo Meneghetti) tinha inicialmente 10 mil lugares, com um pavilhão de madeira na Rua Silveiro e uma arquibancada de cimento no lado oposto.

Copa do Mundo de 1950

Para a Copa do Mundo de 1950 o pavilhão da Silveiro também passou a ser de concreto, por exigência da Confederação Brasileira de Desportos - CBD. O Mundial teve dois jogos no estádio:

  • Suíça 2 – 1 México
  • Iugoslávia 4 – 1 México

A última partida no Eucaliptos foi disputada em março de 1969: o Inter ganhou do time mais antigo do futebol brasileiro, o Rio Grande, por 4 a 1; o velho ídolo Tesourinha entrou só no final, jogou alguns minutos, e arrancou a rede de uma das goleiras. O estádio resistiu ao tempo por mais de 80 anos no bairro Menino Deus. Em agosto de 2010, foi anunciada a sua venda para uma construtora.

Equipe do Internacional em 1942, ano em que o Rolo Compressor conquistou seu terceiro Campeonato Gaúcho consecutivo.

1940–1968: O Rolo Compressor e projeção nacional

O Rolo Compressor foi um time extremamente ofensivo, que durou de 1940 até 1948, conquistando oito estaduais em nove anos. O motivo de tamanha superioridade datava de 1928, ano que o Inter passou a utilizar jogadores negros em seu grupo, prática ainda não adotada pelo rival Grêmio até 1952. Isto acabou fortalecendo a equipe, que não tinha restrições e acabava sempre com os melhores jogadores, além de criar o carinhoso apelido de 'Clube do Povo'. Esta equipe contou com vários dos maiores craques já surgidos no Internacional.[36]

Em 18 de novembro de 1945, o Internacional ganhou o inédito título de hexacampeão gaúcho, na Timbaúva, estádio do Força e Luz, jogando contra o Pelotas. A partir daí é que o apelido de 'Rolo Compressor' dado por Vicente Rao ganhou fama. Os grandes clubes do eixo Rio-SP apareciam com propostas milionárias, mas os jogadores recusavam-se a sair de Porto Alegre.[37]

Estreia no Campeonato Brasileiro e campanhas de destaque

A década de 60, uma época difícil para o Internacional no futebol, que se dedicava à construção do Estádio Beira-Rio, foi marcada pela conquista do Campeonato Gaúcho de 1961 e também pela estreia na Taça Brasil, em 1962. O time colorado fez uma campanha histórica, sendo semifinalista e eliminado pelo Botafogo de Garrincha após dois empates por 2 a 2 e um jogo extra.

A primeira vitória de um clube gaúcho frente a um clube paulista em São Paulo aconteceu no dia 28 de maio de 1967. O Internacional venceu o Corinthians por 1 a 0, no Pacaembu, valendo a fase quadrangular final do Torneio Roberto Gomes Pedrosa daquele ano.[38] O Corinthians estava invicto há quinze partidas e parecia imbatível. O time colorado também foi vice-campeão dos Robertões de 1967 e 1968, ao ser derrotado nas finais por Palmeiras e Santos, respectivamente.

1969–1979: A década de ouro e o domínio colorado no Brasil

1969: Surge o Gigante da Beira-Rio

Dom Elías Figueroa, um dos melhores zagueiros de todos os tempos, é também um dos maiores ídolos do clube.
Ver artigo principal: Estádio Beira-Rio

Exatamente no ano em que estava terminando uma longa hegemonia do Internacional no futebol gaúcho, 1956, começou a história da construção de um grande estádio, o Beira-Rio. No dia 12 de setembro de 1956, o vereador Ephraim Pinheiro Cabral, um homem do futebol, que por várias vezes presidiu o Inter, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área que seria aterrada no rio Guaíba. Na verdade, o Inter estava ganhando era um terreno dentro da água. Só em 1959 o clube fincava as primeiras estacas do Beira-Rio.

O estádio Beira-Rio foi construído em grande parte com a contribuição da torcida, que trazia tijolos, cimento e ferro para a obra[39], inclusive do interior. Nesse sentido, havia programas especiais de rádio, para mobilizar os torcedores colorados em todo o Rio Grande do Sul. Consta que até Falcão, mais tarde ídolo colorado, chegou a trazer tijolos para a construção.

O Beira-Rio foi inaugurado no domingo de 6 de abril de 1969, dois dias e 60 anos depois da fundação do clube. No jogo inaugural, contra o Benfica de Portugal, Claudiomiro faz o primeiro gol do Inter no estádio. E de repente um homem grande começou a chorar, e a abanar para a torcida, enquanto dava a volta olímpica no gramado: era Rui Tedesco, o engenheiro que concluiu o Beira-Rio. Emocionados estavam também os dirigentes, mas nada era maior do que o orgulho dos torcedores. Naquela tarde nascia o Gigante da Beira-Rio.[40]

1975: Primeiro título brasileiro com ''gol iluminado''

Em 1975, o Internacional encarregava-se de colocar o Rio Grande do Sul no mapa do futebol brasileiro. O Campeonato Brasileiro, que era amplamente dominado pelos paulistas, donos de 12 dos 18 títulos nacionais disputados até então, seja na Taça Brasil, seja no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, foi vencido por um clube gaúcho. O prestígio colorado alcançou proporções nacionais antes mesmo de assegurar a taça, em 14 de dezembro. No domingo anterior, o Internacional venceu a "Máquina Tricolor" do Fluminense de Didi e Rivellino em pleno Maracanã. Mesmo com favoritismo ao lado dos cariocas, a equipe de Rubens Minelli aplicou um "nó tático" fora de casa para vencer a semifinal por 2 a 0, gols de Lula e Carpegiani. O Internacional venceu o duelo contra o Cruzeiro pelo placar de 1 a 0, no Beira-Rio, na Fase Final do Campeonato Brasileiro 1975. Com este resultado, o Internacional sagrou-se campeão. O gol da vitória foi marcado pelo chileno Figueroa, que subiu mais alto que a zaga cruzeirense e desviou de cabeça, marcando o gol em um pequeno rastro da luz do Sol sobre a área. Com este resultado, o Internacional ampliou a sequência de quatro jogos sem perder pra o adversário no Brasileiro Unificado.[41]

1976: Reis do Rio Grande do Sul e do Brasil

O Internacional chegou o octacampeonato inédito no Campeonato Gaúcho, em 1976. Com o técnico Rubens Minelli comandando a maioria dos títulos, o Colorado montou um time nos anos 1970 que tinha craques como Falcão, Carpeggiani, Figueroa e destaques como Valdomiro, Flávio, Claudiomiro, Escurinho, Jair, Dario, Lula, Marinho, o goleiro Manga, Batista e Caçapava. Um timaço que coincidiu ter como grande palco o Beira-Rio, inaugurado em 1969, exatamente no ano do seu primeiro dos oito títulos. O último foi também no Beira-Rio, no dia 22 de agosto de 1976, ao vencer o rival Grêmio por 2 a 0, com gols de Lula e Dario.[19] Com um time melhor que o do ano anterior, o Internacional foi novamente soberano na primeira fase do Campeonato Brasileiro, com 7 vitórias e 1 derrota em 8 jogos, ficando na primeira posição. Na segunda fase, o time não perdeu, vencendo 4 jogos e empatando 1. Na terceira fase, seis vitórias e duas derrotas em oito jogos levaram o time, em primeiro lugar, às semifinais da competição. Com direito a jogar novamente a final em casa, o Colorado não teve problemas em faturar seu segundo título brasileiro contra o Corinthians. O time paulista jogava mais na base da raça e da emoção do que com a técnica. Sem a presença maciça de sua torcida como na Invasão do Maracanã, o time alvinegro não conseguiu ser valente contra a melhor equipe do país. Perdeu pelo placar de 2 a 0, gols de Dario e Valdomiro. O Internacional era bicampeão brasileiro, e coroava seu futebol eficiente, brilhante e técnico, além de colocar Falcão, Figueroa, Manga e Carpegiani no mais alto patamar dos grandes do futebol brasileiro e até mundial (no caso de Falcão e Figueroa).[42]

1979: Tricampeonato de um time imbatível

''O time que nunca perdeu'' foi a frase que ficou marcada no Campeonato Brasileiro de 1979.[43] No dia 23 de dezembro de 1979, o time treinado por Ênio Andrade venceu o Vasco da Gama por 2 a 1 no Beira-Rio e conquistou o tricampeonato brasileiro de forma invicta (algo que nenhum outro clube do país conseguiu repetir até hoje).[16] Em 23 jogos, o Colorado venceu 16 e empatou 7. Não houve derrota. Foram 40 gols marcados e 13 sofridos em uma trajetória espetacular pelo Brasil.

A terceira estrela colocado sobre o distintivo do clube encerrou uma década de glórias do Internacional, que além dos três títulos nacionais (75, 76 e 79), também foi marcada pelo octacampeonato gaúcho (venceu todos os regionais de 1969 a 1976).[19]

1980–1990: A década de prata

Cláudio Taffarel, revelado no Colorado em 1985, foi vice-campeão brasileiro em 1988 pelo clube e tetracampeão do mundo pela Seleção Brasileira em 1994. É considerado um dos maiores goleiros de todos os tempos.[44]

1980: Vice-campeão da Libertadores

O ano de 1980 foi marcado pelo último suspiro daquela super equipe do Internacional que encantou o Brasil na década de 70. O Colorado fez história novamente sendo o primeiro clube do Sul do país a disputar uma final de Libertadores. O Internacional era uma equipe sólida na defesa e com potência ofensiva, manejado pela esplendorosa figura de Falcão. O adversário era o Nacional do Uruguai, que fez um grande trabalho na final de ida no Beira Rio, obtendo um importante empate 0-0. A revanche foi parelha, mas aos 35 minutos, foi quebrada com um gol de Victorino, dando o segundo título da competição à equipe do Nacional.[45]

Conquistas de torneios amistosos e a decisão da Copa União de 1987

Em 1982, o Internacional conquistou o título do Troféu Joan Gamper eliminando o Barcelona de Maradona no Camp Nou com mais de 100 mil pessoas e vencendo o Manchester City pelo placar de 3 a 1 na final. Tornou-se o primeiro – e até hoje único – time de fora da Europa a conquistar a taça do torneio amistoso, organizado pelo próprio Barcelona desde 1966.[46][47]

Em 1984, o Internacional conquistou o tetracampeonato no Campeonato Gaúcho e também o Torneio Heleno Nunes, organizado pela CBF.[48] E, em consequência disso, teve seu time titular cedido à seleção brasileira para disputa das Olimpíadas de 1984. A seleção chegou à final ao sobreviver a um pênalti com o Canadá, por 4-2, depois de empatar por 1-1.[49][50]

Três anos depois, em 1987, o Colorado protagonizava mais uma decisão, dessa vez contra o Flamengo pelo Módulo Verde do Campeonato Brasileiro de 1987. Após um empate por 1 x 1 em Porto Alegre e derrota por 1 a 0 no Rio de Janeiro, o clube gaúcho foi vice-campeão do torneio.[51]

1989: Vice-campeão brasileiro e o sonho da Libertadores adiado

Na temporada de 1989, o Colorado chegava para mais uma decisão de Campeonato Brasileiro, dessa vez contra a equipe do Bahia. A derrota em Salvador por 2 x 1 e o empate sem gols no Beira-Rio culminaram em mais um vice-campeonato na história do clube.[52] Com vaga garantida da na Copa Libertadores de 1989, o time colorado chegou à semifinal, sendo eliminado pelo Olimpia, do Paraguai, nos pênaltis. A década de 80 ficou marcada por apenas uma conquista nacional, que foi o Torneio Heleno Nunes, realizado em 1984 pela CBF e conquistado pelo colorado sobre o Bahia, além de quatro conquistas estaduais consecutivas, entre 1981 e 1984. A década de 90 se iniciava com a conquista do 30º título do Campeonato Gaúcho, em 1991.

1991–2004: A conquista inédita da Copa do Brasil, crise e tempos de jejum

Ver artigo principal: Copa do Brasil de 1992
Dunga, revelado no clube, foi capitão da Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1994 e fez o gol que salvou o time colorado do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 1999. É considerado ídolo eterno do Internacional.[53]

1992: A conquista da quarta estrela

Na temporada de 1992, o Internacional conquistou o título inédito da Copa do Brasil e o Campeonato Gaúcho. O time colorado eliminou as equipes do Corinthians, Grêmio, Palmeiras e Fluminense no certame nacional. Após confirmar o favoritismo diante do Muniz Freire-ES, o Internacional não deu chances ao Corinthians, goleou os paulistas por 4 a 0 no Pacaembu e alcançou as quartas de final com o empate sem gols no Beira-Rio. Diante do Grêmio, o Colorado despachou o maior rival nos pênaltis por 3 a 0, após dois empates em 1 a 1. Com duas vitórias sobre o Palmeiras, os gaúchos se garantiram na final. Apesar da derrota por 2 a 1 na ida, o Internacional venceu o Fluminense por 1 a 0 no Beira-Rio e levantou o troféu graças ao gol marcado fora de casa. O técnico Antônio Lopes contou com o artilheiro Gerson da Silva para se sagrar campeão da Copa do Brasil. O atacante contribuiu com nove dos 20 gols marcados pelo Colorado e conquistou a chuteira de ouro do torneio pela terceira vez (1989, 91 e 92). O feito de Gerson segue sem ter sido alcançando até os dias de hoje.[17]

Fracasso na Libertadores, Gre-Nal dos 5 a 2 e fuga do rebaixamento

Após a conquista nacional, o clube gaúcho teve o direito de jogar a Copa Libertadores de 1993, porém foi eliminado na primeira fase da competição com 3 empates e 3 derrotas. Na temporada de 1994, conquistou seu 32º título do Campeonato Gaúcho.

Em 1997, o time colorado conquistou o título do Campeonato Gaúcho. No Campeonato Brasileiro, o clube fez a melhor campanha de toda a década de 90, terminando o certame na terceira colocação.[54] Na mesma competição, o Colorado também aplicou uma goleada espetacular sobre seu maior rival, o Gre-Nal do 5 a 2, em pleno Estádio Olímpico.[55]

Na temporada de 1999, o clube foi semifinalista da Copa do Brasil e defendia o bicampeonato, porém foi eliminado pelo Juventude. No Campeonato Brasileiro, fez uma campanha ruim e escapou do rebaixamento na última rodada com um gol de Dunga contra o Palmeiras.[56] A década de 90 não foi vitoriosa para o clube, que teve apenas uma conquista nacional e quatro no âmbito estadual.

Era Fernando Carvalho

Em 2002, Fernando Carvalho chegava à presidência do Internacional. Dirigente colorado desde os anos 1990, já havia tentado ocupar o principal cargo do clube em eleição anterior, mas fora derrotado. Foi o presidente que conquistou os principais títulos do clube. O clube na década de 2000 revelou grandes jogadores ao futebol brasileiro e mundial, como Lúcio, Fábio Rochemback, Daniel Carvalho, Nilmar, Rafael Sóbis, Alexandre Pato e Leandro Damião. Após escapar do rebaixamento em 2002, o clube reestruturou-se para montar uma equipe competitiva. Na temporada de 2004, o Internacional foi campeão do Campeonato Gaúcho e fez uma campanha histórica na Copa Sul-Americana, chegando à semifinal, sendo eliminado pelo Boca Juniors por 4 x 2 no placar agregado.[57]

2005–2011: Tetra brasileiro adiado, as conquistas da América e do Mundial

Abel Braga, técnico campeão do mundo e ídolo do clube, sendo cumprimentado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva após receber a medalha de Honra ao Mérito Esportivo pela conquista do Mundial de Clubes da FIFA de 2006.[58]

2005: Tetracampeonato brasileiro adiado e a ambição de conquistar o mundo

Na temporada de 2005, com o técnico Muricy Ramalho no comando, o Internacional foi tetracampeão do Campeonato Gaúcho e voltava a defender o tetracampeonato brasileiro. O time colorado liderava do Campeonato Brasileiro até a Máfia do Apito ser descoberta. Na ocasião, o árbitro Edílson Pereira de Carvalho estava envolvido em uma esquema de resultados. O STJD resolveu anular 11 partidas e o Corinthians acabou assumindo a liderança do campeonato, do qual acabaria sendo campeão.[59] Sendo vice-campeão brasileiro em 2005, o time colorado garantiu vaga na principal competição da América em 2006. Após o fim do Campeonato Brasileiro, Muricy deixou o comando do Internacional.[60] Com a frustração no Campeonato Brasileiro de 2005, ao iniciar a temporada de 2006, o então presidente Fernando Carvalho anunciou o plano de conquistar o mundo.[61]

2006: As conquistas da Libertadores e do Mundial

O Internacional de Abel Braga deu a volta por cima e sagrou-se campeão da Copa Libertadores no dia 16 de agosto de 2006.[62] Com a vaga garantida na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, o Colorado manteve a boa fase no Campeonato Brasileiro, mesmo tendo utilizado o time reserva em boa parte da competição, conseguiu mais uma vez ser vice-campeão brasileiro.[63]

No dia 17 de dezembro de 2006, o Internacional foi campeão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, o maior título do clube, ao vencer, em Yokohama (Japão), o Barcelona. Depois de erguer as taças da Libertadores e da Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2006, o Inter conquistou a Recopa Sul-Americana de 2007 e garantia a inédita Tríplice Coroa Internacional.

2008: Campeão invicto da Copa Sul-Americana

O Inter ainda obteve um título inédito para o futebol nacional até então: a Copa Sul-Americana de 2008, da qual fora campeão invicto, com cinco vitórias e cinco empates.[13]

Em 10 temporadas no clube, Índio jogou 391 partidas, marcando 33 gols, o que o torna o zagueiro com o maior número de gols pelo Colorado. Com a camisa colorada, conquistou 15 títulos, entre os mais importantes Libertadores e Mundial.[64]

2009: O Centenário

O Internacional iniciou o ano de seu centenário conquistando o Campeonato Gaúcho de forma invicta, vencendo o turno (Taça Fernando Carvalho) e o returno (Taça Fábio Koff), sem a necessidade de disputar a final. Foi campeão da Copa Suruga Bank de 2009, porém, perdeu três títulos: foi vice-campeão na Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e na Recopa Sul-Americana.

2010: Bicampeonato da Libertadores

O Internacional recuperou-se da má fase e sagrou-se bicampeão da Copa Libertadores da América. No Mundial de Clubes, porém, o clube ficou em terceiro lugar após ser eliminado na semifinal. Em 2011, o time colorado conquistou seu mais recente título internacional, dessa vez sagrou-se bicampeão da Recopa Sul-Americana após vencer o Independiente pelo placar de 3 x 1 no Beira-Rio.[14] Sendo o campeão da Copa Libertadores de 2010, garantiu participação na edição de 2011 e terminou o Campeonato Brasileiro na quinta colocação.

2012–presente: O novo Beira-Rio, o hexa gaúcho, crise e ressurgimento

O clube empenhou-se na reforma do Beira-Rio, que ficou fechado para obras visando à Copa do Mundo de 2014 desde dezembro de 2012, mas os trabalhos já haviam começado em 2011. Nesse período fora de casa, o Inter precisou se virar com estádios temporários, mandando suas partidas no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, e no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo.[65] Também esteve presente na Copa Libertadores de 2012, sendo eliminado nas oitavas de final e terminou o Campeonato Brasileiro na décima colocação.

A dificuldade fora de casa

Para a temporada de 2013, o clube acertou com o técnico Dunga por dois anos.[66] Mandando suas partidas fora de casa, o Colorado sagrou-se campeão do Campeonato Gaúcho pela terceira vez seguida, foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil e não fez um bom Campeonato Brasileiro. Após quatro derrotas seguidas no returno, o técnico Dunga foi demitido[67] e assumiu Clemer interinamente, terminando o certame na décima terceira colocação.

Beira-Rio reaberto e a classificação para a Libertadores

Na temporada de 2014, o técnico Abel Braga retornou ao clube pela quinta vez.[68] No dia 6 de abril de 2014, o Beira-Rio foi oficialmente reaberto numa partida amistosa entre os donos da casa e o Peñarol, do Uruguai, com vitória do Internacional pelo placar de 2 x 1.[65] Em 2014 conquistou o seu 43º título do Campeonato Gaúcho, foi eliminado na terceira fase da Copa do Brasil e na segunda fase da Copa Sul Americana, porém, fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, terminando na terceira colocação e garantindo vaga para a Copa Libertadores de 2015.[69]

Equipe do Internacional em Guayaquil, no Equador, em partida válida pela segunda fase da Copa Libertadores de 2015.

O sonho do Tri na Libertadores adiado

Com a troca de gestão, Abel Braga não renova com o clube e é anunciada a contratação de Diego Aguirre para a temporada de 2015.[70] O Colorado conquistou o seu 44º título do Campeonato Gaúcho, mantendo a sequência e tornando-se pentacampeão estadual. Na Copa Libertadores de 2015, o time colorado foi longe e acabou sendo eliminado na semifinal, terminando o certame na terceira colocação.[71][72] Na Copa do Brasil foi eliminado nas quartas-de-final, e, no Campeonato Brasileiro, após a saída do técnico Diego Aguirre, a diretoria anunciou a contratação do técnico Argel Fucks.[73] O time colorado terminou o Campeonato Brasileiro na quinta colocação, sem a classificação para a Copa Libertadores de 2016.[74]

Hexacampeonato gaúcho, crise no Campeonato Brasileiro e rebaixamento

Em 2016, com Argel Fucks comandando o time colorado, o clube manteve a sequência de títulos e sagrou-se hexacampeão estadual ao vencer seu 45º título do Campeonato Gaúcho,[75] e também foi campeão, pela primeira vez, da Recopa Gaúcha. No âmbito nacional, foi eliminado na semifinal da Copa do Brasil de 2016, porém, no Campeonato Brasileiro não teve o mesmo sucesso. A diretoria demitiu Argel Fucks, e, mesmo com as passagens dos técnicos Falcão, Celso Roth e Lisca, o Internacional não recuperou-se da má fase e foi rebaixado pela primeira vez na sua história, terminando a competição em 17º lugar.[76]

Retorno à elite do futebol brasileiro

Para a temporada de 2017, a diretoria colorada anunciou a contratação do técnico Antônio Carlos Zago. O clube não conseguiu manter a sequência de títulos estaduais, sendo vice-campeão do Campeonato Gaúcho, na Copa do Brasil foi eliminado nas oitavas de final, Zago foi demitido e anunciaram a contratação do técnico Guto Ferreira[77], que também não resistiu a uma sequência negativa, e, após sua saída, deu lugar ao auxiliar técnico Odair Hellmann, sendo mais tarde efetivado como técnico para a temporada de 2018.[78] O time colorado foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro - Série B, onde totalizou 71 pontos, em 20 vitórias, 11 empates e apenas 7 derrotas, garantindo o acesso à elite do futebol brasileiro.[79]

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