Sistema Hepburn

O sistema de romanização Hepburn (Japonês: ヘボン式, Hebon-shiki) foi desenvolvido pelo Reverendo James Curtis Hepburn para transcrever os sons da Língua japonesa para o Alfabeto romano para seu dicionário japonês-inglês, publicado em 1867. Este sistema foi posteriormente revisado e chamado de Shūsei Hebon-shiki (修正ヘボン式). A versão revisada é algumas vezes chamada de Hyōjun-shiki (標準式) (estilo padrão).

As variantes original e revisada do Hepburn são os métodos mais populares de transcrição do japonês. Este método dá a melhor indicação de como as palavras são pronunciadas no japonês moderno. Os japoneses que se familiarizaram com o alfabeto romano através do estudo da Língua inglesa tendem a achar o Hepburn mais cômodo do que o sistema Kunrei-shiki.

Legalidade

O sistema Hepburn é baseado na fonologia da língua inglesa, e não do japonês, e por isso encontra alguns opositores no Japão. Em 21 de setembro de 1937 o governo proclamou um sistema alternativo conhecido por Kunrei como a romanização oficial do Japão para todas as situações, mas este sistema foi derrubado durante a Ocupação do Japão do pós-guerra. Uma nova revisão (pequenas alterações) foi lançada em 1954.

Em 1972, uma versão revisada do sistema Hepburn foi codificado como padrão ANSI Z39.11-1972. Foi proposto então em 1989 como um substitutivo para o ISO 3602, mas rejeitado em favor do sistema Kunrei. O padrão Z39.11-1972 foi declarado obsoleto em 6 de outubro de 1994.

Entretanto, apesar de não ser o padrão de jure, o sistema Hepburn permanece como o padrão de facto. No Japão, praticamente todas as indicações oficiais (placas de ruas, avisos, informações, etc) são romanizadas pelo sistema Hepburn. A Japan Railway e todos os outros sistemas de transporte (ônibus, metrô, outras companhias férreas, companhias aéreas, etc) utilizam o sistema Hepburn. Placas e informações em prefeituras, delegacias de polícia, templos, pontos turísticos, jornais, canais de televisão, publicações do Ministério das Relações Exteriores e guias também utilizam o sistema Hepburn. Estudantes estrangeiros da língua japonesa quase sempre aprendem o sistema Hepburn.

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