Shaktismo

  • o shaktismo (sânscrito: Śāktaṃ, शाक्तं; lit., "doutrina do poder" ou "doutrina da deusa") é uma denominação do hinduísmo que concentra a sua adoração em parvati – a divina mãe hindu, assim como suas várias manifestações, como durga e kali, e outras deusas como lakshmi e sarasvati, consideradas formas diferentes da mesma divindade. juntamente com o xivaísmo e o vaishnavismo, faz parte das primeiras escolas do hinduísmo.

    os adeptos do shaktismo vêem devī (lit., " a deusa") como o próprio brahman supremo, "o único", e considerando todas as outras formas de divindade, femininas ou masculinas, como meras manifestações.[1]

    em relação à sua filosofia e prática em particular, o shaktismo lembra o xivaísmo. no entanto, os praticantes shakta (sanskrit: Śākta, शाक्त), do shaktismo, concentram a grande parte da sua devoção a shakti, que representa a energia ou poder; e prakriti, que significa matéria, ambos aspectos femininos da divindade na visão do shaktismo. shiva, o lado masculino da divindade, é considerado exclusivamente transcendente, representando o conceito de purusha (que significa espírito) e a sua adoração tem um papel de apoio.[2]

    as raízes do shaktismo têm origem na Índia pré-histórica. desde a primeira imagem conhecida da deusa no paleolítico, há mais de 22.000 anos, até ao aperfeiçoamento do seu culto na civilização do vale do indo, passando por um obscurecimento parcial durante o período védico, e posterior rejuvenescimento e expansão na tradição sânscrita clássica, tem sido sugerido que, de muitas formas, "a história da tradição hindu pode ser vista como um reaparecimento do feminino."[3]

    através da sua história, o shaktismo inspirou vários trabalhos da literatura sânscrita e da filosofia hindu e continua a influenciar profundamente o hinduísmo actual. o shaktismo não só é praticado em todo o subcontinente indiano mas também noutras regiões, de formas diversas, tanto tântricas como não-tântricas; no entanto, as duas maiores escolas são a srikula (lit., familia de sri), com forte implantação no sul da Índia,e a kalikula (familia de kali), na região norte e leste do país.[2]

    referências

  • bibliografia

O Shaktismo (Sânscrito: Śāktaṃ, शाक्तं; lit., "doutrina do poder" ou "doutrina da Deusa") é uma denominação do Hinduísmo que concentra a sua adoração em Parvati – a Divina Mãe hindu, assim como suas várias manifestações, como Durga e Kali, e outras deusas como Lakshmi e Sarasvati, consideradas formas diferentes da mesma Divindade. Juntamente com o Xivaísmo e o Vaishnavismo, faz parte das primeiras escolas do Hinduísmo.

Os adeptos do Shaktismo vêem Devī (lit., " a Deusa") como o próprio Brahman Supremo, "o único", e considerando todas as outras formas de divindade, femininas ou masculinas, como meras manifestações.[1]

Em relação à sua filosofia e prática em particular, o Shaktismo lembra o Xivaísmo. No entanto, os praticantes Shakta (Sanskrit: Śākta, शाक्त), do Shaktismo, concentram a grande parte da sua devoção a Shakti, que representa a energia ou poder; e Prakriti, que significa matéria, ambos aspectos femininos da Divindade na visão do Shaktismo. Shiva, o lado masculino da divindade, é considerado exclusivamente transcendente, representando o conceito de Purusha (que significa Espírito) e a sua adoração tem um papel de apoio.[2]

As raízes do Shaktismo têm origem na Índia pré-histórica. Desde a primeira imagem conhecida da Deusa no paleolítico, há mais de 22.000 anos, até ao aperfeiçoamento do seu culto na Civilização do Vale do Indo, passando por um obscurecimento parcial durante o período védico, e posterior rejuvenescimento e expansão na tradição sânscrita clássica, tem sido sugerido que, de muitas formas, "a história da tradição hindu pode ser vista como um reaparecimento do feminino."[3]

Através da sua história, o Shaktismo inspirou vários trabalhos da literatura sânscrita e da filosofia hindu e continua a influenciar profundamente o hinduísmo actual. O Shaktismo não só é praticado em todo o subcontinente indiano mas também noutras regiões, de formas diversas, tanto tântricas como não-tântricas; no entanto, as duas maiores escolas são a Srikula (lit., familia de Sri), com forte implantação no Sul da Índia,e a Kalikula (familia de Kali), na região Norte e Leste do país.[2]

Referências

  1. BIANCHINI, Flávia. Os principais enunciados filosóficos encontrados na obra Shakta indiana Devi Gita - O Cântico da Deusa. In: ANPTECRE, 2013, Recife. O Futuro das Religiões no Brasil. Recife: FASA, 2013. v. 1. p. 297-320.
  2. a b Subramuniyaswami, p. 1211.
  3. Hawley. p. 2.

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