Salto ornamental

Salto ornamental
Olímpico desde 1904
Desporto Salto ornamental
Praticado por Ambos os sexos
Campeão olímpico
Homens He Chong [a]
  China
Mulheres Guo Jingjing
  China
Campeão mundial
Homens He Chong
  China
Mulheres Wu Minxia
  China

Saltos ornamentais ou saltos para a água são os nomes dados ao conjunto de habilidades que envolve saltar de uma plataforma elevada ou trampolim em direção à água, executando movimentos estéticos durante a queda. É considerado um esporte de técnica plástica e flexível. Oriundo de um movimento natural do ser humano, o ato de saltar, o esporte limita as possibilidades a uma plataforma de dez metros de altura, tendo seis quesitos avaliados.

Seu principal aparelho é o trampolim, onde seus praticantes realizam seus treinamentos, que requer do saltador a destreza para utilizá-lo. Durante as competições, em virtude da complexidade de avaliação, vários árbitros são convidados a participar do julgamento, calcado em cinco etapas. Em matéria de movimentos, os saltadores contam com um vasto número de realizações, todos dentro das quatro posições básicas, além das entradas, feitas de frente, de costas, ou em giro, de ponta cabeça ou de pé. Como esporte misto, conta com três provas. Seus praticantes, chamados de saltadores ornamentais, precisam ter habilidades como força e flexibilidade, além de desenvolverem características como audácia, coragem, perseverança, autoconfiança e concentração.

Surgido como forma de divertimento na Grécia Antiga, atingiu status de esporte no século XX, ao entrar para a Federação Internacional de Natação e compor o cronograma dos Jogos Olímpicos de 1904.

História e evolução

No início, a prática era apenas recreativa. Na imagem, grupo se lança de um tronco de árvore para as águas de um rio.

A história dos saltos ornamentais tem origem na Grécia Antiga, praticada pelas comunidades litorâneas cujos habitantes pulavam de rochedos, mergulhando para o fundo das águas. Naquela época, apenas entrar no mar para banhar-se não era mais divertimento. Era preciso emoção, barulho, mudança na forma calma de sempre. Para isso, começaram a se jogar, mergulhar, ir até o fundo, subir em pedras e barrancos na busca de uma plataforma, chegar até as galhadas das árvores para se impulsionar ainda mais alto, e assim tornar o simples ato de entrar na água uma diversão de fato. Recreativa, supõe-se que, sob a luz dos indícios arqueológicos, esta brincadeira passou a ser preparatória quando migrou para o norte da Europa, no século XVII, ao que suecos e alemães passaram a utilizar desta prática para treinar a ginástica, já que em ambos os países este esporte era bastante popular tanto como forma de expressão, quanto como preparação militar. Durante os verões europeus, a aparelhagem dos ginastas era transportada à praia e montada em altas plataformas ou píeres, visando a realização de seus movimentos acima da água. Entre os aparelhos utilizados o mais importante foi o trampolim, que impulsionava os atletas ao salto, não somente à queda. [1] [2]

Aos poucos, o que era apenas um exercício de ginástica começou a se tornar verdadeiramente um esporte, que teve, em 1871, a primeira competição documentada realizada: um torneio no qual os atletas saltavam de uma ponte, na cidade de Londres, Inglaterra. [1] Foi lá que, no século XIX, o esporte ganhou o padrão moderno de disputas, tendo como precursoras das competições regulamentadas, as provas em lagos turvos cheios de bandos de patos. Como consequências desse início despreparado, os saltadores, que nem sempre conheciam a profundidade das águas, por vezes traziam lixo depositado no fundo ou se machucavam gravemente. Adiante, durante os verões desse mesmo século, os ginastas suecos e alemães passaram a apresentar seus saltos e acrobacias nas águas rasas do mar sob o olhar atento das plateias, que apreciavam a chamada ginástica ornamental. [2] Ao redor da Europa, as primeiras disputas foram em provas de plataforma. Levado aos Estados Unidos já em forma de esporte, começou a ser realizado no trampolim. [3]

Arvid Spangberg, medalhista de bronze na prova da plataforma alta em 1908.

Em 1901, foi fundada a Associação Amadora de Saltos, o que deu definitivamente um caráter esportivo à brincadeira do passado. [4] Com regras internacionais descritas pelos países fundadores da Federação Internacional de Natação (chamada FINA), a prova de saltos foi incluída nos Jogos Olímpicos de Saint Louis, no ano de 1904, [5] em uma disputa cujo objetivo era nadar o maior tempo possível submerso na água após o mergulho ( Mergulho à distância). Como não despertou o interesse do público, que não conseguia acompanhar o desempenho dos atletas, este evento ficou de fora de edição seguinte e acabou eliminado das demais. Em 1908, de fato regidos pela FINA, fundada em 19 de julho de 1908, os saltos ornamentais foram disputados nos Jogos de Londres como são modernamente conhecidos, embora apenas os homens tivessem o direito de participar. As modalidades disputadas foram a plataforma e o trampolim de três metros, cujos primeiros campeões foram o alemão Albert Zürner, vencedor do trampolim, e o sueco Hjalmar Johansson, medalhista de ouro na plataforma alta. Quatro anos mais tarde, foi a vez da estreia feminina, nas Olimpíadas de Estocolmo, com a disputa da plataforma, que teve como vitoriosa a sueca Margareta Johanson. Em decorrência da realização da Primeira Guerra Mundial, as mulheres só estrearam no trampolim em 1920, na edição belga dos Jogos. [6] Essa edição foi ainda marcada pela mudança nas regras: anteriormente, por ver-se a dificuldade das rotações devido a saída ereta, foi permitido aos atletas dobrarem seus joelhos para se lançarem, como faziam os amadores na antiga Grécia. Devido a essa atitude, começaram então a surgirem vários novos movimentos e saídas. Em 1973, ganharam o primeiro campeonato mundial dedicado ao esporte. [7]

La tomba del tuffatore, datado de 480 a.C na Grécia antiga e encontrado no ano de 1968.

Com o passar dos anos o desporto foi se modernizando, conquistando adeptos, melhorando as técnicas de saltos e de segurança e nos anos 2000 ganharam as provas olímpicas sincronizadas, tanto no trampolim quanto na plataforma. Em 2008, sua popularidade fez lotar os ginásios para as disputas do pré-olímpico de Pequim. [8] Culturalmente, os saltos ornamentais estão presentes na vida das pessoas desde que tornou-se um meio de divertimento, fosse em um lago fosse em um clube. A obra mais antiga em relação a esta prática chama-se "O túmulo do mergulhador", em italiano: La tomba del tuffatore, e conta com um conjunto de imagens, entre as quais aparece a de um homem nu lançando-se à água de uma estrutura construída e não natural, como as árvores ou penhascos. A obra como um todo reunia uma série de chapas nas paredes internas de um túmulo e o saltador representava a passagem entre a vida e a morte. [9] Mais perto da era moderna, os saltos se aproximaram da cultura esportiva de países como os Estados Unidos, nos quais contam com escolas de ensino e campeonatos regionais, além de divulgar os benefícios da prática, principalmente para as crianças, promovendo um ambiente social e o estímulo ao exercício. [10] Na Alemanha, um dos primeiros países a desenvolver os saltos, foi promovido um campeonato mundial que, além de divulgar o esporte, inova, pois é também uma fonte de divertimento, remontando ao passado inicial: os chamados saltos malucos, totalmente fora das técnicas do desporto, possuem, inclusive, regras próprias e uma mesa com seis jurados. [11]

Não somente na pintura e na divertida competição figuram os saltos ornamentais. Em 1990, foi lançado o filme norte-americano Diving In, contando a história de um jovem que precisava dominar o medo de saltar da plataforma para fazer parte da equipe da escola e competir. [12] Quase vinte anos depois, em 2008, foi rodado no Japão um outro filme, cuja base era também este esporte: Dive!! contou a história de um jovem que, fascinado por um ex-atleta, foi treinar no clube que ele abriu. Lá, descobriu que a escola estava falindo e que só a formação de um atleta olímpico era capaz de reergue-lo. [13] Além disso, os saltos aparecem ainda na publicação da FINA, a Aquatics World Magazine, junto aos demais esportes aquáticos. [14]

En otros idiomas
Afrikaans: Sierduik
العربية: غطس
azərbaycanca: Suya tullanma
башҡортса: Һыуға һикереү
беларуская: Скачкі ў ваду
беларуская (тарашкевіца)‎: Скачкі ў ваду
български: Скок във вода
বাংলা: ডাইভিং
català: Salts
čeština: Skoky do vody
Cymraeg: Plymio
dansk: Udspring
Ελληνικά: Καταδύσεις
English: Diving
Esperanto: Plonĝado
فارسی: شیرجه
suomi: Uimahypyt
français: Plongeon
hrvatski: Skokovi u vodu
Kreyòl ayisyen: Plonjon
Հայերեն: Ջրացատկ
Bahasa Indonesia: Loncat indah
íslenska: Dýfingar
italiano: Tuffi
日本語: 飛込競技
Basa Jawa: Loncat Indah
қазақша: Суға секіру
한국어: 다이빙
latviešu: Daiļlēkšana
македонски: Скокови во вода
Bahasa Melayu: Terjun
Nedersaksies: Schoonspringen
Nederlands: Schoonspringen
norsk nynorsk: Stuping
norsk: Stuping
occitan: Cabús
русский: Прыжки в воду
संस्कृतम्: जलकूर्दनक्रीडा
Scots: Divin
srpskohrvatski / српскохрватски: Skokovi u vodu
සිංහල: කිමිදුම්
Simple English: Diving
slovenščina: Skoki v vodo
српски / srpski: Скокови у воду
svenska: Simhopp
ślůnski: Yntki do wody
татарча/tatarça: Суга сикерү
українська: Стрибки у воду
Tiếng Việt: Nhảy cầu
中文: 跳水
粵語: 跳水