São Paulo Futebol Clube

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São Paulo
São Paulo Futebol Clube
NomeSão Paulo Futebol Clube
Alcunhas
Torcedor/Adeptosão-paulino
tricolor
MascoteSão Paulo (santo)
Principal rivalCorinthians
Palmeiras
Santos
Fundação25 de janeiro de 1930 (88 anos) [1]
EstádioMorumbi
Capacidade72 039[2]
LocalizaçãoSão Paulo, Brasil
Presidente Carlos Augusto de Barros e Silva
TreinadorAndré Jardine[3]
PatrocinadorBanco Inter
Material (d)esportivoAdidas
CompetiçãoCampeonato Brasileiro - Série A
Campeonato Paulista - Série A1
Copa Libertadores da América
Copa do Brasil
Ranking nacionalBaixa 12.º lugar, 10 508 pontos [4]
Websitesaopaulofc.net
Cores do TimeCores do TimeCores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do TimeCores do TimeCores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O São Paulo Futebol Clube (conhecido apenas por São Paulo e cujo acrônimo é SPFC) é uma associação esportiva brasileira fundada em 1930,[1] tendo interrompido suas atividades em maio de 1935, e as retomado em dezembro do mesmo ano.[5] No futebol, é um dos clubes mais bem sucedidos do Brasil, sendo que, dentre seus principais títulos, destacam-se os seis Campeonatos Brasileiros, as três Copas Libertadores, os três Mundiais, e os vinte e um Campeonatos Paulistas conquistados.[6] Quanto a títulos internacionais, o São Paulo, com 12 conquistas, é o terceiro time da América do Sul com o maior número de troféus, ficando atrás somente de Boca Juniors e Independiente. A agremiação também possui tradição em outros esportes que não o futebol, como no atletismo, onde seu atleta Adhemar Ferreira da Silva foi o primeiro bicampeão olímpico do país e quebrou recordes mundiais, os quais são responsáveis pelas duas estrelas douradas no escudo do clube.

Nos rankings de âmbito nacional, o São Paulo figura em outra posição que não o primeiro lugar somente no Ranking da CBF, onde aparece em sétimo.[7] Já pelas classificações da revista Placar,[8] Folha de S.Paulo[9][10] e RSSSF,[11] o clube sempre aparece na liderança. Entre as demais agremiações do mundo o Tricolor do Morumbi, um dos apelidos pelo qual é conhecido, ocupa a oitava colocação de acordo com a Folha de S. Paulo.[12][13] Pelo ranking da CONMEBOL, que leva em conta apenas os resultados obtidos nas últimas cinco edições das competições organizadas pela entidade, o clube é o quarto entre os brasileiros e o sétimo em toda a América Latina.[14] Já para a IFFHS, órgão de estatística reconhecido pela FIFA[15][16] e que produz mensalmente um ranking de clubes, o Tricolor Paulista é o 10º melhor clube atualmente[17] e o 18º melhor de todos os tempos,[n.b. 1] sendo o primeiro entre os clubes brasileiros.[18] A mesma IFFHS elegeu o São Paulo como o melhor time brasileiro da última década (2001-2011) e o segundo na América do Sul, atrás apenas do Boca Juniors da Argentina.[19]

De acordo com estudos da Brand Finance, o São Paulo é o clube brasileiro com maior valor de mercado atualmente, com U$ 95 milhões (cerca de R$ 300 milhões), sendo o 43º entre os 50 primeiros colocados mundialmente.[20] Já a empresa BDO Brasil aponta que a marca do clube é a terceira de maior valor no Brasil ultrapassando os R$ 878 milhões, ficando atrás do Corinthians (com R$ 1,241 bilhão) e distante do Flamengo (com R$ 1,243 bilhão).[21]

Em 18 de outubro de 2006 foi sancionada na cidade de São Paulo a lei nº 14 229 de 11 de outubro do mesmo ano, cujo projeto de lei era de nº 648 de 2005, na qual fica definido que no dia 16 de dezembro de cada ano será comemorado o "Dia Tricolor", homenageando, dessa maneira, a data de refundação do clube.[22][23]

História

Mais informações: São Paulo da Floresta
Placas das fundações do clube em 1930 e 1935 expostas no memorial Luiz Cássio dos Santos Werneck.
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é reeleito presidente do São Paulo Futebol Clube. Ele teve 123 votos, contra 102 da chapa encabeçada por José Eduardo Mesquita Pimenta. O mandato vai até o dia 31 de dezembro de 2020.

No dia 26 de janeiro de 1930 foi assinada a ata de fundação do São Paulo Futebol Clube, nascido da união entre a Associação Atlética das Palmeiras e uma grande parte dos jogadores e alguns membros da diretoria do Club Athlético Paulistano (que resolveu fechar o departamento de futebol em 1929), ficando como data magna do clube o dia 25 de janeiro de 1930, dia e mês em que foi fundada a cidade de São Paulo.[1] Conservando as tradições do passado, o uniforme da nova equipe estamparia as faixas vermelhas e pretas em homenagem aos dois times fundadores.[24]

O São Paulo ainda herdaria o campo pertencente à Associação Atlética das Palmeiras, a chamada Chácara da Floresta, razão pela qual essa fase (1930-1935) passou a ser conhecida, apenas recentemente e de modo informal, como São Paulo da Floresta.

Como conquistas, o Tricolor Paulista venceu o Campeonato Paulista de 1931 em seu segundo ano de existência e conseguiu sagrar-se vice em 1930, 1932, 1933 e 1934. Foi também vice-campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1933. Portanto, o São Paulo FC, clube recém fundado, estava no topo do futebol local. Um fato extraordinário, mas nem tanto se levadas em considerações suas origens vencedoras.[24][25]

Jogadores do primeiro título ganho pelo clube, o Paulista de 1931.

O SPFC comprou, então, uma nova e suntuosa sede localizada na Rua Conselheiro Crispiniano. O imóvel era um pequeno palácio conhecido como "Trocadero", adquirido ao custo de 190 contos de réis.[25] Essa dívida era grande para a época, porém o clube, detentor de um campo como o da Floresta e um quadro de jogadores que valia muito, não se deixava abalar. Entretanto, alguns dirigentes andavam descontentes com os rumos do futebol no país e resolveram fundir-se com o Clube de Regatas Tietê, acabando de vez com o departamento de futebol. Outro grupo, favorável à continuidade da esquadra e liderados pelo Dr. Paulo Sampaio, foi à Justiça e em 23 de abril de 1935 impugnou o direito da diretoria fundir o Tricolor com o Tietê sem que a opinião dos sócios fosse ouvida.[26]

Os sócios obtiveram ganho de causa mesmo após a defesa da diretoria, esta que não teve outra saída senão convocar uma assembleia geral. Porém, o artigo 2º dos estatutos da agremiação, à época, dizia que somente os "sócios fundadores" considerados "proprietários" do clube e que somavam 200, poderiam compor a assembleia. Como a maioria deles era ligado à diretoria a fusão foi aprovada no dia 14 de maio de 1935.[26] Nesse dia, debaixo de chuva, o departamento de futebol foi oficialmente extinto e desfiliado da APEA.[24] Com a fusão, a parte administrativa foi fundida ao Clube de Regatas Tietê, que incorporou todos os patrimônios físicos e que, em troca, quitaria os créditos do São Paulo e não poderia usar as cores, uniformes ou símbolos do mesmo. Surgia assim o Tietê-São Paulo.[24]

Plantel do clube após a refundação.

Após a fusão com o CR Tietê, alguns antigos sócios do Tricolor Paulista, inconformados com tudo o que ocorrera, decidiram restabelecer a equipe de futebol, surgindo assim, no dia 4 de junho de 1935, o Clube Atlético São Paulo. No dia 16 de dezembro de 1935 ressurgiria o São Paulo Futebol Clube, que depois de tantos empecilhos e ressurreições, ganhou a alcunha de "Clube da Fé" do jornalista Tomás Mazzoni.[24][25][27]

O São Paulo Futebol Clube recebeu o título de "O Mais Querido" durante o período da ditadura Vargas, no qual eram proibidas as ostentações das bandeiras estaduais. Na ocasião da inauguração do Estádio do Pacaembu, em 27 de abril de 1940, o Tricolor Paulista entrou ostentando o nome e as cores do time, que são as mesmas do estado de São Paulo. O estádio inteiro e os locutores de todas as rádios, revoltados com a censura, driblaram-na aplaudindo de pé o time que carrega até hoje as cores vermelho, preto e branco.[24]

No dia seguinte, o jornal A Gazeta Esportiva estampava em sua capa a manchete "O Clube Mais Querido da Cidade". Passado mais um tempo, o DEIP (Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda) promoveu um concurso público entre torcedores de todas as agremiações da época, com Corinthians e Palestra Itália sendo favoritos, pois possuíam as maiores torcidas. O vencedor acabou sendo o São Paulo com 5 523 votos, mais que a soma de votos dos seus dois principais concorrentes. Até hoje o slogan "O Mais Querido" figura entre os impressos de correspondência do clube.[24]

Leônidas da Silva junto com outro ídolo tricolor, Friedenreich.

Mas foi somente em 1942 que tudo mudou para o São Paulo, com a negociação mais cara do futebol na época: Leônidas da Silva. Ele foi contratado para que o clube conquistasse seu segundo título paulista.[24] E deu certo. Na reunião que definiria o calendário do Paulista de 1943 na sede da Federação Paulista, um dirigente do Corinthians disse que o encontro não era necessário, pois ao lançar uma moeda no ar, o campeão seria definido: se desse cara o campeão seria o Corinthians e se desse coroa, o Palmeiras (antigo Palestra Itália). Ao ser questionado sobre o São Paulo pelo representante tricolor, o dirigente respondeu que se a moeda parasse em pé o campeão seria o São Paulo, e ainda brincou, dizendo que se parasse no ar a campeã seria a Portuguesa.[28] Realmente até aquele momento o Tricolor era tratado com um time mediano que não rivalizava com os rivais supracitados. Dessa maneira se iniciou o campeonato, com o São Paulo disposto a quebrar a hegemonia de Corinthians e Palmeiras. Até que no último jogo, contra o Palmeiras, o São Paulo segura um empate sem gols e conquista o título no ano em que a moeda caiu em pé.[24] Por conta dessa conquista o então Grêmio são-paulino fez uma marcha à noite com um carro alegórico que continha uma moeda em pé somente para ir buscar a Taça dos Invictos no prédio da Gazeta Esportiva.[29]

A partir daí o Tricolor do Morumbi faturou cinco títulos na década de 1940, com o Paulista de 1943, e os bicampeonatos de 1945/46 e 1948/49.[24][30]

Em 1950, o craque do clube, Leônidas, se aposentou.[30] Junto a isso começou a tomar força um movimento para a construção de um estádio. Então a agremiação sanou suas dívidas e partiu em busca de um terreno para a construção.[31] No terreno da área do que é hoje o bairro do Jardim Leonor, na região do Morumbi, a pedra fundamental foi lançada e em 1953 teve início a construção do estádio, com o futebol sendo relegado a segundo plano.[24] Mesmo assim, o clube conseguiu os Paulistas de 1953 e 57.

Em 1960 o estádio Cícero Pompeu de Toledo foi parcialmente inaugurado, de modo a aumentar a arrecadação do clube.[24] Com todos os esforços sendo desviados para o estádio ainda inacabado, a equipe de futebol ficou o período entre 1957 e 1970 sem conquistar títulos oficiais. Somente após a inauguração total, em 1970, é que vieram os títulos com os Paulistas de 1970, 71 e 75 e o inédito Campeonato Brasileiro de 1977. Houve ainda os vice-campeonatos dos Brasileiros de 1971, 73 e da Libertadores de 1974.[30]

A década de 1980 se inicia com o bicampeonato paulista de 1980/81. Em 1984 o time forma os chamados Menudos do Morumbi, com a liderança do técnico Cilinho, em alusão à banda porto-riquenha Menudo, com vários jogadores vindos da base, entre eles Müller. Com esse time conquista-se o bicampeonato brasileiro em 1986 e os Paulistas de 1985 e 87. Já sem os "Menudos", o clube ganha o Paulista de 1989.[24]

Telê Santana, técnico que conquistou duas Copas Intercontinentais e duas Libertadores no São Paulo.

Em 1990 o São Paulo começa mal e coube a Telê Santana recuperar o time.[24] Já em 1991 o time vence o Paulista e o tricampeonato Brasileiro. Logo após, conquista o bicampeonato da Copa Libertadores da América em 1992 e 1993 e o bicampeonato da Copa Intercontinental (antiga concorrência máxima de clubes) também em 1992 e 1993. O São Paulo levou ainda o Paulista de 1992, a Supercopa Libertadores de 1993, as Recopas Sul-Americanas de 1993 e 1994, a Copa Conmebol de 1994, a Copa Master da Conmebol de 1996 e o Paulista de 1998.[30]

Tendo êxitos no Campeonato Paulista de 2000 e no Rio-São Paulo de 2001, o time parecia engrenado, mas foi somente com uma reformulação no elenco[24] que conquistou, em 2005, o Campeonato Paulista, o tri da Libertadores e o Mundial da FIFA.[30] Após essa conquista o desmanche no elenco foi inevitável.[32]

Durante os anos de 2006, 2007 e 2008 o time tentou a conquista da América novamente, mas sem sucesso.[33] Então coube à equipe se esforçar para a conquista de um feito inédito no futebol nacional, o tricampeonato brasileiro consecutivo na era dos pontos corridos, nos mesmos anos.[33]

Após essa geração vitoriosa que conquistou o tricampeonato brasileiro, o São Paulo passou por uma certa escassez de títulos e uma crise administrativa. O clube teve de se contentar apenas com a conquista da Copa Sul-Americana de 2012 contra o modesto Tigre da Argentina sob o brilho do atacante Lucas e um vice-campeonato brasileiro em 2014.

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