São Paulo

Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a cidade. Para o estado, veja São Paulo (estado). Para outros significados, veja São Paulo (desambiguação).
Município de São Paulo
"Terra da garoa"
"Sampa"
"Pauliceia"
Do alto, em sentido horário: Catedral da Sé na Praça da Sé; visão geral do centro da cidade a partir do Edifício Altino Arantes; Monumento às Bandeiras no Parque Ibirapuera; Museu de Arte de São Paulo (MASP) na Avenida Paulista, Museu do Ipiranga no Parque da Independência e Ponte Octávio Frias de Oliveira na Marginal Pinheiros.

Do alto, em sentido horário: Catedral da Sé na Praça da Sé; visão geral do centro da cidade a partir do Edifício Altino Arantes; Monumento às Bandeiras no Parque Ibirapuera; Museu de Arte de São Paulo (MASP) na Avenida Paulista, Museu do Ipiranga no Parque da Independência e Ponte Octávio Frias de Oliveira na Marginal Pinheiros.
Bandeira de São Paulo
Brasão de São Paulo
BandeiraBrasão
Hino
Fundação25 de janeiro de 1554 (464 anos)
Gentílicopaulistano
LemaNon dvcor dvco
"Não sou conduzido, conduzo"
Prefeito(a)Bruno Covas (PSDB)
(2018 – 2020)
Localização
Localização de São Paulo
Localização de São Paulo em São Paulo
São Paulo está localizado em: Brasil
São Paulo
Localização de São Paulo no Brasil
23° 33' 01" S 46° 38' 02" O23° 33' 01" S 46° 38' 02" O
Unidade federativaSão Paulo
Região
intermediária

São Paulo IBGE/2017[1]

Região
imediata

São Paulo IBGE/2017[1]

Região metropolitanaSão Paulo
Municípios limítrofes
Distância até a capital1 015 km[2]
Características geográficas
Área1 521,11 km² (SP: 9º)[3]
Distritos32 prefeituras regionais[4]
População12 176 866 hab. (BR: 1º) –  Estimativa Populacional IBGE/2018[5]
Densidade8 005,25 hab./km²
Altitude760 m[6]
Climasubtropical úmido Cwa[7][8][9][10]
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,805 (SP: 14°) – muito elevado PNUD/2010[11]
PIBR$ 650 544 788,73 mil (BR: 1º) – IBGE/2015[12]
PIB per capitaR$ 54 357,81 IBGE/2015[12]
Página oficial
Prefeiturawww.capital.sp.gov.br
Câmarawww.camara.sp.gov.br

São Paulo (pronuncia-se AFI[sɐ̃w̃ ˈpawlu] Loudspeaker.svg ouça) é um município brasileiro, capital do estado homônimo e principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul.[13] É a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano, da lusofonia e de todo o hemisfério sul.[5] São Paulo é a cidade brasileira mais influente no cenário global, sendo, em 2016, a 11ª cidade mais globalizada do planeta,[13] recebendo a classificação de cidade global alfa, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).[14] O lema da cidade, presente em seu brasão oficial, é Non ducor, duco, frase latina que significa "Não sou conduzido, conduzo".[15]

Fundada em 1554 por padres jesuítas, a cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da Língua Portuguesa, o Museu do Ipiranga, o MASP, o Parque Ibirapuera, o Jardim Botânico de São Paulo e a avenida Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, a São Paulo Fashion Week e a Parada do orgulho LGBT.

O município possui o 10º maior PIB do mundo,[16] representando, isoladamente, 10,7% de todo o PIB brasileiro[17] e 36% de toda a produção de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil,[18] além de ter sido responsável por 28% de toda a produção científica nacional em 2005,[19] e por mais de 40% das patentes produzidas no país.[20] A cidade também é a sede da B3 (sigla de Brasil, Bolsa, Balcão), a 5.ª maior bolsa de valores do mundo em capitalização de mercado (dados de 2017), resultado da fusão da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA) com a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (CETIP).[21] São Paulo também concentra muitos dos edifícios mais altos do Brasil, como os edifícios Mirante do Vale, Itália, Altino Arantes, a Torre Norte, entre outros.

A cidade é a 7ª mais populosa do planeta e sua região metropolitana, com cerca de 21 milhões de habitantes,[22] é a 8ª maior aglomeração urbana do mundo.[23] A capital paulista também possui um caráter cosmopolita, sendo que, em 2016, possuía moradores nativos de 196 países diferentes.[24] Regiões ao redor da Grande São Paulo também são metrópoles, como Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba; além de outras cidades próximas, que compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como Sorocaba e Jundiaí. Esse complexo de metrópoles — o chamado Complexo Metropolitano Expandido — chegava a 33 milhões de habitantes em 2017[25] (cerca de 75% da população do estado[25] e 12% da população do país) formando a primeira megalópole do hemisfério sul,[26] responsável pela produção de 80% do PIB paulista e de quase 30% do PIB brasileiro.[27]

História

Ver artigo principal: História da cidade de São Paulo

Fundação

Fundação de São Paulo, quadro de 1913 de Antônio Parreiras

A povoação de São Paulo de Piratininga surgiu em 25 de janeiro de 1554 com a construção de um colégio jesuíta por doze padres, entre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí.[28] Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha, por finalidade, a catequese dos índios que viviam na região do Planalto de Piratininga, separados do litoral pela Serra do Mar, chamada pelos índios de "Serra de Paranapiacaba".[29]

O nome São Paulo foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, mesmo dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme disse o padre José de Anchieta em carta à Companhia de Jesus:[30]

Período colonial

Pátio do Colégio, no Centro Histórico de São Paulo. Neste local, foi fundada a cidade, em 1554. O prédio atual é uma reconstrução feita na segunda metade do século XX, tendo, como modelos, o colégio e igreja jesuítas que foram erigidos no local em 1653.[31]
Monumento à independência no parque homônimo, situado no local onde foi proclamada a independência do Brasil

O povoamento da região do Pátio do Colégio teve início em 1560, quando, na visita de Mem de Sá, governador-geral do Brasil, à Capitania de São Vicente, este ordenou a transferência da população da Vila de Santo André da Borda do Campo, que fora criada por João Ramalho em 1553,[32] para os arredores do colégio, denominado "Colégio de São Paulo de Piratininga", local alto e mais adequado (uma colina escarpada vizinha a uma grande várzea, a Várzea do Carmo, por um lado e, pelo outro lado, por outra baixada, o Vale do Anhangabaú), para melhor se proteger dos ataques dos índios.[28] Por ser em uma alta colina, margeada por dois vales (dos rios Tamanduateí e Anhangabaú), era mais seguro que a Vila de Santo André da Borda do Campo (atual cidade de Santo André), próxima à Serra do Mar, que era constantemente ameaçada por índios mais combativos.[33]

São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, o litoral e se mantinha por meio de lavouras de subsistência. São Paulo foi, por muito tempo, a única vila no interior do Brasil. Esse isolamento de São Paulo se dava principalmente porque era dificílimo subir a Serra do Mar a pé da Vila de Santos ou da Vila de São Vicente para o Planalto de Piratininga. Subida esta que era feita pelo Caminho do Padre José de Anchieta.[34] Mem de Sá, quando de sua visita à Capitania de São Vicente, proibira o uso do "Caminho do Piraiquê" (hoje Piaçaguera), por serem, nele, frequentes os ataques dos índios.[28]

Em 22 de março de 1681, o Marquês de Cascais, donatário da Capitania de São Vicente, transferiu a capital da Capitania de São Vicente para a Vila de São Paulo, que passou a ser a "Cabeça da Capitania". A nova capital foi instalada, em 23 de abril de 1683, com grandes festejos públicos.[35]

Por ser a região mais pobre da colônia portuguesa na América, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do país à caça de índios porque, sendo extremamente pobres, os paulistas não podiam comprar escravos africanos. Saíam, também, em busca de ouro e de diamantes. A descoberta do ouro na região de Minas Gerais, na década de 1690, fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo.[36]

Foi criada, então, em 3 de novembro de 1709, a nova Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, quando foram compradas, pela coroa portuguesa, a Capitania de São Paulo e a Capitania de Santo Amaro de seus antigos donatários. Em 11 de julho de 1711, a Vila de São Paulo foi elevada à categoria de cidade. Logo em seguida, por volta de 1720, foi encontrado ouro, pelos bandeirantes, nas regiões onde se encontram hoje a cidade de Cuiabá e a Cidade de Goiás, fato que levou à expansão do território brasileiro para além da Linha de Tordesilhas.[37]

Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo econômico paulista da cana-de-açúcar, que se espalhou pelo interior da Capitania de São Paulo. Pela cidade de São Paulo, era escoada a produção açucareira para o Porto de Santos. Nessa época, foi construída a primeira estrada moderna entre São Paulo e o litoral: a Calçada do Lorena.[38]

Período imperial

Após a Independência do Brasil, ocorrida onde hoje fica o Monumento do Ipiranga, São Paulo recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por Dom Pedro I do Brasil em 1823. Em 1827, houve a criação de cursos jurídicos no Convento de São Francisco (que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o fluxo de estudantes e professores, graças ao qual, a cidade passa a ser denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de Piratininga.[39][40]

Outro fator do crescimento de São Paulo foi a expansão da produção do café, inicialmente na região do Vale do Paraíba paulista, e depois nas regiões de Campinas, Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto. De 1869 em diante, São Paulo passa a beneficiar-se de uma ferrovia que liga o interior da província de São Paulo ao porto de Santos, a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, chamada de A Inglesa.[40]

Surgem, no final do século XIX, várias outras ferrovias que ligam o interior do estado à capital, São Paulo. São Paulo tornou-se, então, o ponto de convergência de todas as ferrovias vindas do interior do estado. A produção e exportação de café permite à cidade e à província de São Paulo, depois chamada de Estado de São Paulo, um grande crescimento econômico e populacional.[40]

De meados desse século até o seu final, foi o período que a província começou a receber uma grande quantidade de imigrantes, em boa parte italianos, dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras indústrias começaram a se instalar.[40]

República Velha

Ver artigo principal: Política do café com leite

Com o fim do Segundo Reinado e início da República a cidade de São Paulo, assim como o estado de São Paulo, tem grande crescimento econômico e populacional, também auxiliado pela política do café com leite e pela grande imigração europeia e asiática para São Paulo. Sobre o grande número de imigrantes na capital paulista, Cornélio Pires recolheu, em seu livro "Sambas e Cateretês", uma modinha, de 1911, de Dino Cipriano, que descreve a impressão que o homem do interior tinha da capital paulista:[41]

Durante a República Velha (1889–1930), São Paulo passou de centro regional a metrópole nacional, se industrializando e chegando a seu primeiro milhão de habitantes em 1928. Seu maior crescimento, neste período, relativo se deu, na década de 1890, quando dobrou sua população. O auge do período do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (o atual edifício) no fim do século XIX e pela avenida Paulista em 1900, onde se construíram muitas mansões.[41]

O vale do rio Anhangabaú é ajardinado e a região situada à sua margem esquerda passa a ser conhecida como Centro Novo. A sede do governo paulista é transferida, no início do século XX, do Pátio do Colégio para os Campos Elísios. São Paulo abrigou, em 1922, a Semana de arte moderna que foi um marco na história da arte no Brasil. Em 1929, São Paulo ganha seu primeiro arranha-céu, o edifício Martinelli.[41]

As modificações realizadas na cidade por Antônio da Silva Prado, o Barão de Duprat e Washington Luís, que governaram de 1899 a 1919, contribuíram para o clima de desenvolvimento da cidade; alguns estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída naquele período.[43]

Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, para a qual contribuiu também as dificuldades de acesso às importações durante a Primeira Guerra Mundial, a área urbanizada da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construídos em lugares de chácaras. A partir da década de 1920 com a retificação do curso de rio Pinheiros e reversão de suas águas para alimentar a Usina Hidrelétrica Henry Borden, terminaram os alagamentos nas proximidades daquele rio, permitindo que surgisse na zona oeste de São Paulo, loteamentos de alto padrão conhecidos hoje como a "Região dos Jardins".[41][44] No final da década de 1920 mais precisamente entre os anos de 1928 e 1933 foram elaboradas plantas cadastrais do municipio em escala 1:5.000 e 1:1.000, sendo este o primeiro executado no Brasil e um dos primeiros do mundo pelo uso da aerofotogrametria. Foi um dos pioneiros do mundo, com isso o municipio de São Paulo ganhava um grande detalhamento de seu território por meio da execução rápida da aerofotogrametria rápida quando comparado com levantamentos topográficos, método anteriormente utilizado.[45]

Vale do Anhangabaú na segunda metade da década de 1920.

Revolução de 1932 à contemporaneidade

Anhangabaú nos anos 1950, com destaque para o Palacete Prates em primeiro plano e os edifícios Martinelli e Altino Arantes ao fundo

Em 1932, São Paulo se mobiliza no seu maior movimento cívico: a revolução constitucionalista, quando toda a população se engaja na guerra contra o "Governo Provisório" de Getúlio Vargas. Em 1934, com a reunião de algumas faculdades criadas no século XIX e a criação de outras, é fundada a Universidade de São Paulo (USP), hoje a maior do Brasil.[46][47] Outro grande surto industrial deu-se, durante a Segunda Guerra Mundial, devido à crise na cafeicultura na década de 1930 e às restrições ao comércio internacional durante a guerra, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento econômico muito elevada que se manteve elevada no pós-guerra.[48]

Em 1947, São Paulo ganha sua primeira rodovia asfaltada: a Via Anchieta (construída sobre o antigo traçado do Caminho do Padre José de Anchieta), liga a capital ao litoral paulista. Na década de 1950, São Paulo era conhecida como A cidade que não pode parar e como A cidade que mais cresce no mundo.[48]

São Paulo realizou uma grande comemoração, em 1954, do "Quarto Centenário" de fundação da cidade. É inaugurado o Parque do Ibirapuera, lançados muitos livros históricos e descoberta a nascente do rio Tietê em Salesópolis. Com a transferência, a partir da década de 1950, de parte do centro financeiro da cidade que fica localizado no centro histórico (na região chamada de "Triângulo Histórico"), para a Avenida Paulista, as suas mansões foram, na sua maioria, substituídas por grandes edifícios.[48]

Avenida Prestes Maia, onde hoje está o Anhangabaú, em 1974

No período da década de 1930 até a década de 1960, os grandes empreendedores do desenvolvimento de São Paulo foram o prefeito Francisco Prestes Maia e o governador do estado de São Paulo Ademar de Barros, o qual também foi prefeito de São Paulo entre 1957 e 1961. Prestes Maia projetou e implantou, na década de 1930, o "Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo", que revolucionou o trânsito de São Paulo.[49]

Estes dois governantes são os responsáveis, também, pelas duas maiores intervenções urbanas, depois do Plano de Avenidas, e que mudaram São Paulo: a retificação do rio Tietê com a construção de suas marginais e do Metrô de São Paulo: em 13 de fevereiro de 1963, o governador Ademar de Barros e o prefeito Prestes Maia criaram as comissões (estadual e municipal) de estudos para a elaboração do projeto básico do Metrô de São Paulo, e destinaram ao Metrô suas primeiras verbas.[50]

No início dos anos 1960, São Paulo já somava quatro milhões de habitantes. Iniciado a sua construção em 1968, na gestão do prefeito José Vicente de Faria Lima, o metrô paulistano começou a operar comercialmente em 14 de setembro de 1974 e em 2016 contava com uma rede de 71,5 quilômetros de extensão e 64 estações distribuídas por cinco linhas. Naquele ano, foram transportados pelo sistema 1,1 bilhão de passageiros.[51]

Em 2008, a cidade de São Paulo ocupava a 56.ª posição no ranking dos 75 mais importantes centros de comércio global, ocupando a 3.ª posição na América Latina.[52]

Vista panorâmica da cidade com destaque para o Espigão da Paulista em 2012.
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