Rubens Barrichello

Rubens Barrichello
BARRICHELLO Rubens-24x30-1999.jpg
Informações pessoais
Nome completoRubens Gonçalves Barrichello
Apelido(s)Rubinho
NacionalidadeBrasil Brasileiro
Nascimento23 de maio de 1972 (46 anos)
São Paulo, Brasil
Registros na Fórmula 1
Temporadas1993-2011
Equipes6 (Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn e Williams)
GPs disputados323
Títulos0
Vitórias11
Pódios68
Pontos658
Pole positions14
Primeiro GPGP da África do Sul de 1993
Último GPGP do Brasil de 2011
Registros na IndyCar Series
Temporadas2012
EquipesKV Racing
Corridas14
Títulos0
Vitórias0
Pódios0
Pontos289
Pole positions0
Primeira corridaSão Petersburgo, 2012
Última corridaFontana, 2012
Registros nas 24 Horas de Le Mans
Edições2017
EquipesPaíses Baixos Racing Team Nederland
Vitórias em classe(s)0
Títulos
1990: Fórmula Opel
1991: Fórmula 3 Britânica
2014: Stock Car Brasil

Rubens Gonçalves Barrichello (São Paulo, 23 de maio de 1972) é um automobilista brasileiro de Fórmula 1 que disputou de maneira ininterrupta o campeonato mundial entre os anos de 1993 e 2011, tendo se tornado o piloto mais experiente da história desta categoria.[1] Foi presidente da GPDA, a Grand Prix Drivers' Association e representante dos pilotos de Fórmula 1.

Barrichello guiou pela Scuderia Ferrari de 2000 a 2005, como companheiro de equipe de Michael Schumacher, desfrutando de um grande sucesso, sagrou-se vice-campeão em 2002 e 2004. A aposentadoria de Schumacher no final de 2006 fez de Barrichello o piloto mais experiente do grid e, no Grande Prêmio da Turquia de 2008, ele atingiu a marca de 257 largadas, tornando-se o piloto com maior número de corridas disputadas na Fórmula 1. Em 2010, no Grande Prêmio da Bélgica de 2010, atingiu a incrível marca de 300 GPs disputados.

Após competir pela Brawn GP na temporada de 2009, ele foi confirmado para 2010 na equipe Williams, e teve seu contrato renovado para o campeonato seguinte. Em 2011, Rubens disputou sua 19.ª temporada, tornando-se o piloto com maior número de temporadas ininterruptas disputadas. Em 2012, após ser substituído na Williams por Bruno Senna,[2] Barrichello não encontrou oportunidade em outra equipe e, por essa razão, não disputou o campeonato. Com isso, ele correu na Fórmula Indy em 2012, e no fim do mesmo ano disputou 3 corridas na Stock Car Brasil.

Em 2014, sagrou-se campeão da Stock Car Brasil.

Em 2015, sagrou-se campeão Sul-Americano de Kart Rotax[3] e quarto colocado no Mundial dessa categoria, correndo ao lado dos mais jovens no mesmo nível de competitividade.[carece de fontes?]

Carreira

Primeiros anos

Rubinho conquistou cinco títulos brasileiros de kart, sendo considerado imbatível na época. Fez um ano de F-Ford no Brasil (1989), tendo vencido a primeira etapa em Florianópolis, circuito de rua e com pista molhada. No ano seguinte, foi competir na Europa. Foi campeão da Fórmula Opel em seu ano de estreia, 1990, com seis vitórias, sete pole positions e sete voltas mais rápidas. No ano seguinte foi campeão da Fórmula 3 inglesa, pela equipe West Surrey Racing, derrotando David Coulthard. Aos dezenove anos foi então para a Fórmula 3000 na qual terminou em terceiro lugar na classificação geral.

Fórmula 1

1993-1996: Jordan

Barrichello pilotando sua Jordan em 1995.

Em 1993 iniciou sua carreira na Fórmula 1 pela Jordan. Neste ano, ele vence o evento Formula One Indoor Trophy. Em 1994 conquista seu primeiro pódio no GP do Pacífico em Aida e a sua primeira pole position, no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. No mesmo ano conquistou a sexta colocação do campeonato a frente de uma Williams, uma Benetton e uma McLaren, alguns dos melhores carros da época, sempre lembrando que na Benetton e na Williams, houve revezamento no 2º carro da equipe. Assim nenhum piloto fez mais que dez corridas na vaga de segundo piloto dessas equipes.[4][4] Em 1995 conquistou seu melhor resultado até então, segundo lugar no GP do Canadá no circuito Gilles Villeneuve.

1997-1999: Stewart

Barrichello quando ainda corria pela Stewart, em 1997.

Em 1997, após uma difícil negociação com a Benneton, onde ele quase cogitou ir para a Fórmula Indy, Jackie Stewart, que acabara de fundar sua equipe - a Stewart -, chama Barrichello para ser o primeiro piloto e ajudar no desenvolvimento do carro. Logo de cara consegue alguns feitos, como um 3º lugar no grid do Grande Prêmio da Argentina, e um segundo lugar em Mônaco, além de algumas grandes corridas como na Áustria. Em 1998, um carro mal construído acabou lhe rendendo muita dor de cabeça e apenas um 5º lugar no Canadá como melhor resultado. Já no ano seguinte (1999), a história foi outra, com um carro excelente e um grande motor foram três terceiros lugares, em Ímola, Magny-Cours e Nürburgring (1999). Uma pole position no GP da França (a segunda da sua carreira) e 23 voltas na liderança do Interlagos, quando abandonou com o motor estourado. Logo em seguida, recebeu proposta da McLaren, a qual ganhou mais espaço no meio automobilístico mas não durou muito tempo, pois aceitou a proposta milionária da concorrente.

2000-2005: Ferrari

Em 2000, é contratado para correr pela Ferrari. Lá foi duas vezes vice-campeão mundial e venceu nove Grandes Prêmios. Em 30 de julho de 2005 é anunciada sua contratação pela antiga equipe BAR (depois Honda F1) para dirigir um dos carros da equipe a partir da temporada de 2006.

Rubens quando ainda corria pela Ferrari, em 2005.

Embora quase sempre tenha demonstrado ser um piloto competente, pesou contra ele o fato de a torcida brasileira procurar um sucessor para Ayrton Senna, feito que Rubens não conseguiu atingir, pois, não chegou a fazer frente a pilotos como Michael Schumacher e Mika Häkkinen. Grande parte da expectativa criada pela possibilidade de ele ser campeão foi alimentada pela imprensa brasileira e pelo próprio piloto que sempre fala de "suas chances" de vitória.

Em sua passagem de seis temporadas pela Ferrari, sempre viveu à sombra de Schumacher, numa época da Fórmula 1 em que houve o maior predomínio de um único piloto sobre os demais. Naqueles anos, Schumacher possuía um contrato privilegiado em relação à Barrichello, o que implicou muita controvérsia pelo fato de Barrichello receber ordens dos boxes e permitir sua ultrapassagem nos em momentos finais de algumas corridas, mesmo estando melhor na pista do que Schumacher. No mais polêmico desses episódios (GP da Áustria, 2002), a Ferrari foi vaiada pelos seus próprios torcedores. Naquele dia, Schumacher, assustado com a repercussão negativa dos torcedores e da imprensa, colocou Barrichello no alto do podium e lhe entregou o troféu de primeiro lugar. Por fim, a FIA acabou condenando a Ferrari à pagar US$ 1 milhão de multa e estabeleceu que as conversas entre os pilotos e suas equipes deveriam ser transmitidos ao vivo durante as corridas, o que permance ocorrendo até o presente momento.

Rubens Barrichello conseguiu sagrar-se vice em dois Campeonatos Mundiais de F1, em 2002 e 2004. Em 2004, apesar de não ter obtido o título, fez pontos suficientes para ser campeão com folga em quase todas as edições anteriores da competição (tornou-se então o segundo maior pontuador em um único campeonato da história da Fórmula 1).

2006-2008: Honda

Rubens durante o GP da Malásia, em 2008.

Em 2006, Rubens passou por uma período de adaptação na equipe Honda tendo, no início da temporada, resultados inferiores aos de seu companheiro de equipe o britânico Jenson Button. No decorrer da temporada as performances dos pilotos acabaram por se igualar, com supremacia de um ou de outro, dependendo do circuito. Isso aconteceu até o GP dos Estados Unidos, quando Barrichello empatou com Button no campeonato, somando 16 pontos. Mas na segunda metade do campeonato, o inglês foi bem superior. Button venceu 1 corrida, conseguiu outro pódio e somou 40 pontos, enquanto o brasileiro somou apenas 14, ficando atrás por 56x30, em pontos, no campeonato.

Porém, em 2007, a equipe japonesa não conseguiu criar um carro no nível das outras equipes da Fórmula 1 que têm orçamento anual semelhante ao seu. Button conseguiu marcar apenas 6 pontos e pela primeira vez na carreira, Barrichello não pontuou.

Em 2008, a equipe Honda também não criou um carro competitivo, mas ainda assim foi (pouco) melhor do que o de 2007, permitindo que Rubens Barrichello pontuasse em três provas (GP de Mônaco, GP do Canadá e GP da Grã-Bretanha) e obtivesse pódio (3º lugar no GP da Grã-Bretanha), graças a uma estratégia bem sucedida executada durante a corrida, onde a equipe trocou os pneus intermediários por compostos de chuva forte, que eram os mais adequados às condições da pista. Barrichello conquistou 11 pontos e Button marcou apenas 3 pontos.

2009: Brawn GP

Rubens durante o GP da Espanha, em 2009.

Após muitas especulações de que a Honda já estava abandonando a categoria (devido à crise financeira mundial, que culminou também na saída das equipes da Toyota e BMW (esta em 2009), eis que Ross Brawn compra todos os direitos da antiga equipe de Fórmula 1, pelo valor simbólico de uma Libra. Então Barrichello, tido como piloto aposentado no final de 2008, foi confirmado em 2009, para correr novamente ao lado de Button, na Brawn GP, equipada com motores Mercedes. Em 12 de março de 2009, a bordo de seu Brawn GP, quebrou o recorde do circuito de Montemeló. Na sua primeira corrida pela Brawn GP, o Grande Prêmio da Austrália de 2009, terminou na segunda colocação,sendo seu companheiro Jenson Button o vencedor da etapa. Já na segunda prova deste ano, Barrichello, com a prova terminada a 24 voltas do final, acabou ficando na quinta posição, ganhando apenas metade dos pontos que ganharia se a corrida tivesse terminado sem problemas, ou seja: ganhou apenas 2 pontos.

No Grande Prêmio da Europa de 2009, disputado em 23 de agosto de 2009 em Valência, na Espanha, Rubens conquista sua primeira vitória na temporada, a décima na carreira e a centésima de pilotos brasileiros na principal categoria do automobilismo mundial.[5] Em 13 de setembro, consegue a segunda vitória em 2009, no Grande Prêmio da Itália, disputado no autódromo de Monza.[6] Já em 17 de outubro, consegue fazer a pole position em casa, no GP do Brasil. Com o feito, Rubens faz a sua primeira pole do ano e a primeira em cinco anos, desde o GP do Brasil de 2004.

Ao final do GP do Brasil, na oitava posição, Rubens não conseguiu impedir que Jenson Button conquistasse o título da temporada e levar a decisão para o Grande Prêmio de Abu Dhabi. E no GP de Abu Dhabi, o último da temporada de 2009, viu o alemão Sebastian Vettel conquistar o vice-campeonato ao chegar apenas na quarta posição, enquanto o alemão venceu a corrida. Barrichelo terminou o campeonato com a terceira colocação e 77 pontos somados.

2010-2011: Williams

Rubens durante o GP da Austrália, em 2010.

Em 2 de outubro de 2009 a equipe Williams confirmou a contratação do piloto para a temporada de 2010 com opção também para 2011.[7][8] Sua estreia pela nova equipe foi no Grande Prêmio do Bahrein de 2010, disputado em 14 de março, terminando a corrida na décima posição.

Barrichello foi bastante elogiado no início da temporada, pelo diretor técnico Sam Michael, pela ajuda que estaria dando no desenvolvimento do carro.[9] Seus melhores resultados na primeira metade da temporada foram um quarto lugar no GP da Europa, em Valência, e um quinto lugar no GP da Grã-Bretanha, em Silverstone.

Em 11 de novembro de 2010, foi confirmada sua renovação de contrato com a Williams, para a temporada 2011.[10]

No dia 11 de janeiro, Rubens foi o escolhido pela equipe para estrear o novo modelo, FW33, no primeiro dia de testes da pré-temporada realizados em Valência, a partir de Fevereiro.[11]

Em resumo, a equipe pagou caro pela ousadia no carro, com a estreia do câmbio miniaturizado, além de terem alguns problemas de projeto, não encontraram um caminho para o carro, sem entender seu funcionamento, acabou tendo uma das piores temporadas de sua história. Ao fim do ano, a equipe somou apenas 5 pontos, sendo 4 deles conquistado por Barrichello.[12]

Fórmula Indy

No dia 30 de janeiro de 2012, o brasileiro participou de testes pela equipe KV Racing da Fórmula Indy, onde corre Tony Kanaan, seu amigo pessoal.[13] No dia 1 de março, durante entrevista coletiva de imprensa em São Paulo, foi anunciado oficialmente seu ingresso na categoria.[14]

A estreia aconteceu no dia 25 de março, no Grande Prêmio de São Petersburg, na Flórida. Barrichello terminou a corrida em 17.º lugar.[15][16]

Rubens nas 500 Milhas de Kart da Granja Viana, em 2009.

Na etapa seguinte, no Grande Prêmio do Alabama, após largar em na 14ª colocação, Barrichello conseguiu se recuperar, terminando a corrida em 8º.[17]

Na etapa de Long Beach, Barrichello largou em 22.º lugar após punição de dez lugares imposta a todos os carros com motores da Chevrolet, trocados antes da milhagem permitida. Com um bom desempenho, chegou a ocupar a quarta colocação, mas foi obrigado a parar para reabastecer quando faltavam sete voltas para o final. Na ultima volta, ocupava a sétima colocação quando foi atingido por Helio Castroneves, terminando a classificação em 9º.[18]

No dia 7 de maio Barrichello pilotou pela primeira vez em um circuito oval durante testes realizados no circuito Texas Motor Speedway, em Fort Worth, ficando em 11º entre 12 competidores.[19] [20]No dia 10, participou de testes realizados no circuito oval de Indianápolis, dedicados aos estreantes da categoria, ficando em 4º entre 8 competidores.[21][22]

Nos treinos livres do mês, ficou em 20º dia 12[23], 26º dia 13 [24], 26º dia 14[25], 29º dia 15[26], 26º dia 16[27], 20º no ida 17[28] e 21º no Fast Friday do dia 18 de maio[29]. Se classificou em 10º no Pole Day[30] disputado no dia 19. No Bump Day do dia 20, ficou em 18º, com o último colocado sendo Jean Alesi[31]. No Carb Day dominado pelas Ganassi de Dario Franchitti e Scott Dixon, ficou com a 17ª melhor marca[32]

Em sua participação na 95ª Indy 500, largou em 10º e terminou a disputa em 11º, tendo liderado 2 voltas. Foi o 6º melhor carro equipado com motor Chevrolet e sendo o segundo carro da KV Racing Technology, atrás de Tony Kanaan (3º) e a frente de E.J. Viso (18º). Finalizou como o melhor estreante [33][34], superando o inglês James Jakes, os franceses Simon Pagenaud e Jean Alesi(Lotus) a inglesa Katherine Legge os estadunidenses Josef Newgarden e Bryan Clauson, além do australiano Wade Cunningham, que abandonou com problemas elétricos.

Stock Car Brasil

Em 24 de setembro de 2012 Barrichello confirmou a sua participação na última etapa da temporada da Stock Car Brasil de 2012, a convite da equipe Medley/Full Time.[35] Durante os primeiros testes realizados no dia 15 de outubro, foi divulgado que sua estreia na categoria seria antecipada para a segunda etapa de Curitiba.[36] Após largar em 15º lugar no grid, Barrichello sofreu com a confusão na largada e um pneu furado, terminando a corrida em 22º lugar.[37]

Em 27 de dezembro de 2012 Rubinho confirmou o acerto para a temporada da Stock Car Brasil de 2013, com a equipe Medley/Full Time.[38]

Rubens Barrichello em 2014, esperando o começo da etapa da Stock Car no Velopark.

Em 2013, Barrichello conquistou o primeiro pódio na categoria ao chegar em segundo lugar na etapa de Salvador.[39] Confirmando sua ascendência na categoria, Barrichello largou da 7.ª posição na conturbada etapa de Brasília, realizou ultrapassagens e chegando na 4.ª posição, arrancando elogios do diretor técnico da Medley/Full Time, Mauricio Ferreira.[39]

Em 2014 Barrichello conquistou a primeira vitória na categoria ao vencer a "Corrida do Milhão", disputada em Goiânia - GO.[40]Novamente em 2018, voltou a vencer a "Corrida do Milhão", também em Goiânia. [41]

Em 30 de novembro, aos 42 anos de idade, sagrou-se campeão ao chegar em terceiro lugar na última corrida da temporada, disputada no autódromo de Curitiba.[42]

Em janeiro de 2015, terminou em segundo na "Florida Winter Tour", um dos mais badalados torneios de kart dos Estados Unidos (atrás do tcheco Patrik Hajek).[43]

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