Robert Clive

Robert Clive

Lord Clive

Robert Clive, 1st Baron Clive by Nathaniel Dance, (later Sir Nathaniel Dance-Holland, Bt).jpg

Lord Clive com uniforme militar

Nascimento 29 Setembro, 1725
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Morte 22 Novembro, 1774 (49 anos)
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Profissão Militar - ( Tenente-Coronel)

Robert Clive, 1 º Barão Clive, KB ( 29 de setembro de 1725 - 22 de Novembro de 1774), também conhecido como Clive da Índia, foi um oficial britânico, que estabeleceu a supremacia política e militar da Companhia das Índias Orientais em Bengala. Ele é responsável por garantir a Índia, e a riqueza que se seguiu, para a coroa britânica. [1] Juntamente com Warren Hastings foi uma das figuras-chave na criação da Índia britânica. Na luta pelos postos comerciais, derrotou os Franceses e os seus aliados indianos em Arcot (1751), Calcutá (1757) e Plassey (1757), sempre em inferioridade numérica. Foi governador de Bengala de 1757 a 1760 e novamente de 1764 a 1767. Clive abriu caminho para o dominio Inglês sobre a Índia, dominio esse que durou quase 200 anos. [2]

Biografia

Clive era filho de um membro do Parlamento Inglês e era uma criança extremamente indisciplinada e mal-humorada. Aos dezoito anos, foi para Madras, na Índia, como funcionário da Companhia Britânica das Índias Orientais. Acabrunhado pelo tédio e pela solidão, tentou suicidar-se por duas vezes. Nas duas ocasiões a pistola não disparou. Os portugueses foram os primeiros europeus a se instalar na Índia nos séculos XV e XVI. Quando nos séculos XVI e XVII chegaram também holandeses e franceses, combateram entre si pelo domínio dos grandes locais de comércio. A intervenção da Inglaterra com Robert Clive teve a sua oportunidade, com a guerra em 1751, demonstrando o seu talento como estratega ao tomar o Forte de Arcot com duzentos europeus e trezentos sipaios (tropas indianas) e defendê-lo durante cinquenta e três dias contra dez mil soldados indianos e franceses.

Clive regressou a Inglaterra, em 1753, e recebeu uma espada com o punho cravado em diamantes, como recompensa pelos serviços prestados. Regressou à India, em 1775, como tenente-coronel. O comércio inglês concentrava-se em Calcutá, a cidade mais rica da India. Em 1756, o príncipe Siraj-ud-Dowlah, nababo de Bengala, tomou Calcutá e prendeu os cento e quarenta e seis súbditos britânicos numa sala pequena que ficou conhecida por Cárcere de Calcutá. Cento e vinte e três morreram sufocados antes do amanhecer. Depois de retomar a cidade, Clive derrotou decisivamente o nababo, em Plassey, no ano de 1757. A seguir, Clive arquitectou a deposição de Siraj, deixando os Ingleses como governantes de Bengala e numa posição dominante em toda a India. Derrubando a concorrência dos holandeses, 2 anos depois de Plassey, a luta com os franceses durou até 1761, aquando da derrota dos mesmos e consequente perda de Puducherry, deixando assim também, os franceses fora da concorrência. Foi um pouco depois, em 1763 que o “Tratado de Paris” consolidou a supremacia inglesa na Índia.

Clive recebeu o título de barão Clive de Plassey, prestou funções como deputado, e foi nomeado cavaleiro, em 1764. Prestou serviço na India, em 1764-67, e denunciou muitos casos de corrupção nos negócios da Companhia das Indias. Esta actuação valeu-lhe inúmeros inimigos e teve de defender a sua imagem no Parlamento, e justificar o dinheiro que recebeu de Jaffir. Embora ilibado de todas as acusações, Clive sentiu-se deprimido com o incidente. Sentiu que fora tratado como um <<simples ladrão de rebanhos>>. Sofrendo por falta de saúde, dependente do ópio e cada vez com mais ataques de depressão, em 1774, acabou com a vida, cortando o pescoço. [2]

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