Revolução Mexicana

Revolução mexicana
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Data 20 de novembro de 1910 - 01 de junho de 1920
Local México
Desfecho Porfirio Díaz derrubado do poder e exilado na França. Firmada a Convenção de Aguascalientes entre os líderes revolucionários. Outorgada a Constituição do México de 1917. Sucessivos assassinatos de antigos líderes da revolução, como Madero, Zapata e Carranza. Fundação do Partido Revolucionário Institucional.
Combatentes
México Revolução maderista:
Maderistas
Orozquistas
Villistas
Zapatistas

Presidência de Madero e Decena trágica:
Tropas federais leais ao presidente Madero.
Villistas

Revolução constitucionalista:
Tropas federais sob comando de Victoriano Huerta
Orozquistas

Guerra de facções:
Convencionistas (villistas e zapatistas)

México Tropas federais sob o comando de Porfirio Díaz





Orozquistas
Zapatistas
Tropas leais a Félix Díaz
Tropas leais a Bernardo Reyes


Villistas
Zapatistas
Exército Constitucionalista de Venustiano Carranza





Exército Constitucionalista
Vítimas
Desconhecido Desconhecido

A Revolução Mexicana foi um conflito armado que teve lugar no México, com início em 20 de novembro de 1910. Historicamente, costuma ser descrita como o acontecimento político e social mais importante do século XX no México.

Os antecedentes do conflito remontam à situação do México durante o Porfiriato. Desde 1876 o general Porfírio Díaz liderou o exercício do poder no país de maneira ditatorial. A situação prolongou-se por 34 anos, durante os quais o México experimentou um notável crescimento económico e estabilidade política. Estes logros realizaram-se com altos custos económicos e sociais, pagos pelos estratos menos favorecidos da sociedade e pela oposição política ao regime de Díaz. Durante o primeiro decénio do século XX rebentaram várias crises em diversas esferas da vida nacional, as quais refletiam o crescente descontentamento de alguns setores com o Porfiriato.

Quando Díaz assegurou numa entrevista que se retiraria no final do seu mandato sem procurar a reeleição, a situação política começou a agitar-se. A oposição ao governo tornou-se relevante dada a postura manifestada por Díaz. Nesse contexto, Francisco I. Madero realizou várias rondas pelo país com vista a formar um partido político que elegesse os seus candidatos numa assembleia nacional e competisse nas eleições. Díaz lançou uma nova candidatura à presidência e Madero foi detido em San Luis Potosí por sedição. Durante a sua permanência na cadeia realizaram-se as eleições que deram o triunfo a Díaz.

Madero conseguiu escapar da prisão estatal e fugiu para os Estados Unidos. Desde San Antonio proclamou o Plano de San Luis, que apelava a tomar as armas contra o governo de Díaz em 20 de novembro de 1910. O conflito armado teve inicialmente lugar no norte do país, estendendo-se posteriormente a outras partes do território mexicano. Uma vez que os sublevados ocuparam Ciudad Juárez ( Chihuahua), Porfírio Díaz apresentou a sua renúncia e exilou-se na França.

Em 1911 realizaram-se novas eleições das quais resultou a eleição de Madero. Desde o começo do seu mandato teve diferenças com outros líderes revolucionários, as quais provocaram o levantamento de Emiliano Zapata e Pascual Orozco contra o governo maderista. Em 1913 um movimento contrarrevolucionário, encabeçado por Félix Díaz, Bernardo Reyes e Victoriano Huerta, deu um golpe de estado. O levantamento militar, conhecido como a Decena Trágica, terminou com o assassinato de Madero, do seu irmão Gustavo e do vice-presidente Pino Suárez. Huerta assumiu a presidência, o que ocasionou a reação de vários chefes revolucionários como Venustiano Carranza e Francisco Villa. Após pouco mais de um ano de luta, e depois da ocupação estado-unidense de Veracruz, Huerta renunciou à presidência e fugiu do país.

Depois deste acontecimento aprofundaram-se as diferenças entre as facções que haviam lutado contra Huerta, o que desencadeou novos conflitos. Carranza, chefe da Revolução de acordo com o Plano de Guadalupe, convocou todas as forças à Convenção de Aguascalientes para nomearem um líder único. Nessa reunião Eulalio Gutiérrez foi designado presidente do país, mas as hostilidades reiniciaram-se quando Carranza rejeitou o acordo. Depois de derrotarem a Convenção, os constitucionalistas puderam iniciar os trabalhos de redação de uma nova constituição e conduzir Carranza à presidência em 1917. A luta entre facções estava longe de terminar. Durante o reajustamento das forças foram assassinados os principais chefes revolucionários: Zapata em 1919, Carranza em 1920, Villa em 1923 e Obregón em 1928.

Atualmente não existe um consenso sobre quando terminou o processo revolucionário. Algumas fontes situam-o no ano de 1917, com a proclamação da Constituição do México, [1] [2] [3] algumas outras em 1920 com a presidência de Adolfo de la Huerta [4] ou 1924 com a de Plutarco Elías Calles. [5] Inclusivamente, há algumas que asseguram que o processo se prolongou até aos anos 1940. [6]

Mais de dois milhões de mexicanos morreram na guerra.

Antecedentes da revolução mexicana

Ver artigo principal: Porfirio Díaz, Porfiriato
Fotografia do então coronel Porfirio Díaz, tomada em 1861. Com esta idade, Díaz era deputado federal e havia já participado em duas guerras, a saber: Revolução de Ayutla e Guerra da Reforma.

Porfirio Díaz, um mestiço oaxaquenho que se destacou nos exércitos liberais que combateram grupos conservadores e que participou na intervenção francesa, [7] havia assumido a presidência a partir de 1876 [8] após o triunfo da rebelião de Tuxtepec, [7] e no final do seu sétimo mandato, em 1910, havia mantido uma ditadura de 34 anos. [nota a] Durante os últimos anos do seu governo Díaz gozou de pouca credibilidade e os seus opositores eram cada vez mais numerosos [9] devido a várias crises simultâneas em todos os âmbitos: social, político, económico e cultural. [10]

Antecedentes económicos e sociais

Ver artigo principal: Pânico financeiro de 1907

Durante o tempo colonial muitas localidades puderam conservar algumas propriedades comunais, designadas de forma genérica « ejidos». A Lei Lerdo de 1856 declarou baldias as propriedades corporativas, particularmente as da Igreja e comunidades indígenas. Entre 1889 e 1890 o governo de Díaz dispôs que as terras comunais tornar-se-iam emparceláveis. Os novos proprietários, desacostumados à propriedade privada, foram enganados por particulares ou funcionários. Como resultado muita da população indígena viu-se desapossada de terras, tendo que empregar-se nas fazendas próximas. Outra série de leis de demarcação dos anos 1863, 1883 e 1894, segundo as quais uma parcela sem o seu respetivo título poderia considerar-se como terreno baldio, propiciou àqueles que tinham os recursos necessários apossarem-se de grandes porções de terra. Em 1910 menos de 1% das famílias do México possuíam ou controlavam cerca de 85% das terras cultiváveis. As localidades rurais, que albergavam 51% da população, contavam apenas com pequenas porções de terra e a maior parte da população dependia das fazendas vizinhas. Além disso, as leis e a situação nacional favoreciam os fazendeiros, pois eles eram os únicos com acesso a créditos e a projetos de irrigação por exemplo. Por seu lado, as pequenas povoações e os agricultores independentes viam-se obrigados a pagar impostos altíssimos. Esta situação afetou grandemente a economia agrícola, pois as fazendas tinham grandes porções por cultivar e eram menos produtivas que as propriedades menores. [11]

Outra das repercussões da demarcação de terras e do fracionamento das terras comunais indígenas foi que alguns deles rebelaram-se contra o governo. Os conflitos, que tiveram lugar nos finais do século XIX e princípios do século XX, foram protagonizados por maias, tsotsis, coras, huicholes e rarámuris, entre outros. Os conflitos mais duradouros foram os ocorridos em Yucatán, Quintana Roo e Sonora. Perante tais grupos adotou-se uma política de deportação, sendo Yucatán e Quintana Roo os principais destinos. [12] No norte o governo de Díaz adotou contra os iaquis uma política de repressão violenta e deportação para o sul do país. O momento culminante contra este grupo teve lugar em 1908, momento no qual entre um quarto e metade da sua população havia sido enviada para as plantações de sisal em Yucatán. Mais tarde, estes grupos étnicos colaborariam com as forças revolucionárias. [13]

No início do século XX começou a exploração petrolífera no México, ainda que as concessões tenham sido entregues a companhias estrangeiras como a Standard Oil e a Royal Dutch Shell. [14] Este processo levou finalmente o país a uma transformação industrial. Os investidores estrangeiros, protegidos pelo governo, investiram em indústrias e na exploração de matérias-primas, foi dado impulso à mineração e modernizou-se a indústria têxtil, o que ademais desenvolveu o sistema ferroviário. [14] Em 1910, já existiam 24 000 quilómetros de linhas ferroviárias. [15]

No entanto, em 1907 desencadeou-se uma forte crise internacional nos Estados Unidos e Europa, o que levou a uma diminuição das exportações, encarecimento das importações e suspensão do crédito aos industriais. Esta situação criou muito desemprego, além de que diminuíram os rendimentos da restante população. [16]

Uma seca que ocorreu em 1908 e 1909, afetou a produção agrícola, [17] pelo que foi necessário importar-se milho [17] no valor de 27 milhões de pesos. [14] Esta situação afetou a grande parte da população, dado que o milho fazia parte da dieta de 85% da população. [18]

A consequente diminuição na atividade económica do país reduziu drasticamente as receitas do governo. Tentou-se resolver este problema diminuindo-se os salários da burocracia e aumentando os impostos e a base fiscal, o que afetou os membros da classe média, tanto urbana como rural, assim como os membros da classe alta que não estavam ligados aos «científicos», [19] um grupo seleto de intelectuais, profissionais e homens de negócios que compartilhavam a crença no positivismo e darwinismo social e influíam na política do país. [20]

Em termos gerais, a crise económica desacreditou severamente a imagem presidencial e do grupo de elementos que lhe eram mais próximos. [21]

Antecedentes sociais

Ver artigo principal: Greve de Río Blanco, Greve de Cananea

Durante o governo de Díaz existiam numerosos latifúndios, e 80% da população mexicana dependia do salário rural. Além disso, as tiendas de raya consistiam numa prática comum nestes lugares, onde se pagavam os salários dos trabalhadores em mercadorias. Mediante este sistema conseguia-se que os trabalhadores alcançassem tal valor de crédito, que ficavam endividados para toda a vida. [22] Este sistema, juntamente com práticas que eram quotidianas como a contratação por logro ou a adjudicação de uma dívida inexistente, é conhecido como «enganche», um sistema que envolvia elementos coercivos, extra-económicos e extralegais. [23]

As leis da nação eram raramente aplicadas nas fazendas, onde os trabalhadores eram vistos como escravos ou objetos de propriedade, existindo praticamente uma espécie de feudalismo. [24] Além disso, atuava no campo o chamado Cuerpo de Rurales, o qual era um grupo policial encarregado de «manter a paz», geralmente recorrendo a métodos brutais. Outra prática deste grupo era a leva, ou recrutamento obrigatório. [25]

Nas cidades, a partir de 1906 começaram a surgir numerosos movimentos operários —são representativas destes as greves de Cananea e Río Blanco—, que seriam reprimidos pelo governo mediante o uso da força militar. [26]

Diversos inteletuais lutaram pela defesa dos direitos da classe operária, tais como Lázaro Gutiérrez de Lara, Práxedis G. Guerrero, Juan Sarabia e Ricardo Flores Magón, que havia alentado os movimentos operários em Cananea e Río Blanco. [27] Um dos meios de comunicação desta linha era o jornal Regeneración, surgido em 1900. [28] O movimento encabeçado por estes e outros inteletuais era de natureza complexa porque havia interpretações de diversas correntes de pensamento, desde o iluminismo até ao positivismo. Os irmãos Flores Magón chegaram mesmo a radicalizar-se notavelmente depois de serem expulsados do território mexicano. [29] Em 1908 tentaram sublevar o país entrando pelo norte, mas o levantamento não teve grandes repercussões e provocou o declínio da sua influência. [30]

Antecedentes culturais

Desde o princípio do século começou a questionar-se o positivismo, ideologia que mantinha o grupo no poder, o que levou ao descrédito do darwinismo social, perpetrado pelos grupos de poder contra a população. Foi então que a maioria mestiça começou a reclamar maior participação na tomada de decisões, além de que o grupo dos «científicos» deixou de ser visto como congenitamente superior ou como o único capaz de dirigir o governo. [10]

Antecedentes políticos

James Creelman, da Pearsons Magazine, realizou uma entrevista ao presidente Díaz em 1908 onde este último assegurava que deixaria a presidência ao terminar o seu mandato.
O coahuilense Francisco I. Madero liderou o Partido Nacional Antirreeleccionista e foi o autor do Plano de San Luis, que convocava a tomar as armas contra o governo de Díaz.

O sistema político do governo de Díaz sofreu uma crise severa devido ao envelhecimento do presidente e da sua camarilha, conhecida comummente como «científicos», o que o tornou um sistema exclusivo ao qual não tinham acesso as novas gerações. [31] Por outro lado, o sistema político de Díaz baseava-se no equilíbrio de poderes entre o grupo que lhe era mais próximo e os seguidores de Bernardo Reyes, conhecidos como «reyistas», mas devido à idade avançada do presidente, a questão da sucessão presidencial adquiriu maior importância. Assim, os científicos reduziram o poder político dos reyistas, que passaram então a ser membros da oposição. [32] Esta decisão ocasionou também a concentração de poder político e económico em várias regiões, tais como Chihuahua, Morelos e Yucatán, o que ocasionou descontentamento. [33]

Em 1908 a situação política do país começou a agitar-se, ao ser conhecida uma entrevista realizada por James Creelman, repórter da Pearsons Magazine, ao então presidente do México [25] em 18 de fevereiro desse ano. [34]

Na entrevista referida, Díaz assegurava:

Esperei com paciência o dia em que o povo mexicano estaria preparado para selecionar e mudar o seu governo em cada eleição sem o perigo de revoluções armadas e sem estorvar o progresso do país. Creio que esse dia chegou.
 
Porfirio Díaz, [nota b] [34].

A partir desse momento começaram a formar-se diversos clubes antirreeleicionistas em todo o país. No estado de Coahuila surgiu também o livro La sucesión presidencial en 1910, onde o seu autor, um fazendeiro de nome Francisco I. Madero, fazia uma análise da situação política mexicana e além disso criticava o governo de Díaz, ainda que de forma moderada.

Na sequência da entrevista de Creelman ao presidente Díaz, e da aparição do livro de Madero, surgiram vários partidos políticos, alguns a favor do governo atual e outros completamente contra. [35] Entre eles encontravam-se o Partido Liberal Mexicano (no qual haviam participado entre outros Benito Juárez e Manuel Calero) [35] e os reyistas (partidários do general Bernardo Reyes), que fundaram o Club de Soberanía Popular, [36] embora posteriormente o general tenha sido eliminado da concorrência devido ter sido nomeado para uma comissão de serviço na Europa em 1909. [30]

Afinal, Díaz decidiu candidatar-se novamente para presidente, juntamente com Ramón Corral para vice-presidente. Assim, em 1909, foi reorganizado o Club Reeleccionista por parte dos membros da aristocracia com a finalidade de promover a sua campanha. Como contraproposta surgiu o Centro Antirreleccionista, com Francisco I. Madero como figura central. [37]

Francisco I. Madero

Ver artigo principal: Francisco I. Madero
Excursões de Madero entre 1909 e 1910.

Nascido em Parras, Coahuila, em 30 de outubro de 1873, filho de um fazendeiro e neto de um ex-governador de Coahuila, Francisco I. Madero estudou na França durante cinco anos, estudando economia e comércio. [38]

Depois das declarações de Díaz na entrevista de Creelman, publicou um livro no qual fazia uma análise da situação política e ao mesmo tempo criticava o governo de Díaz. Numerosos ex-reyistas juntaram-se ao movimento antirreeleicionista, o que trouxe experiência política e mesmo militar ao movimento, além do apoio das classes sociais alta, média e baixa. Algumas das figuras importantes que se juntaram a este movimento foram Venustiano Carranza, Francisco Vázquez Gómez, Luis Cabrera e José M. Maytorena. [39]

Madero realizou três excursões para promover clubes antirreeleicionistas estaduais com vista a celebrar uma convenção anual em abril de 1910, na qual se constituiria o Partido Nacional Antirreeleicionista e se designariam os candidatos para as próximas eleições. [40] Madero foi detido por ordem do juiz de distrito de San Luis Potosí enquanto estava em Monterrey, [41] acusado de incitar à rebelião, [42] pelo que foi trasladado e confinado na prisão do estado. Quarenta e cinco dias depois foi posto em liberdade sob fiança, ainda que sem a possibilidade de sair do estado. Durante este mesmo período realizaram-se as eleições presidenciais. [41]

Plano de San Luis

Ver artigo principal: Plano de San Luis

As eleições realizaram-se em 26 de junho desse ano, resultando eleitos Díaz e Corral. [41] Durante o mês de setembro foram levadas a cabo numerosas celebrações da independência, às quais assistiram embaixadores e ministros plenipotenciários de diversos países que mantinham relações internacionais com o país: da Espanha o representante pessoal de Alfonso XIII o marquês Camilo de Polavieja, que levou o uniforme de José María Morelos y Pavón para entregá-lo ao governo mexicano; pelos Estados Unidos assistiu o embaixador especial Curtiss Guild; estiveram também presentes Carl Buenz embaixador especial da Alemanha; Chan Tin Fang, embaixador da China; o major-general Enrique Loynaz de Cuba; e Paul Lafebre da França entre outros. [43]

Em 6 de outubro Madero escapou de San Luis Potosí com destino a San Antonio, Texas, onde se reuniu com os seus familiares e partidários. Ali redigiu junto com um pequeno grupo—entre os quais se destacavam Juan Sánchez Azcona (ex-reyista) e Roque Estrada— [44] um documento conhecido como Plano de San Luis, contudo na realidade o texto apareceu datado de 5 de outubro em San Luis Potosí. [41] O plano convocava à luta armada; [42] declarava nulas as eleições para presidente, vice-presidente, magistrados do Supremo Tribunal, e deputados e senadores; reconhecia-se Madero como presidente provisório e «Chefe da Revolução»; e insistia-se em reivindicações de caráter social para indígenas e operários. [45] Além disto, assinalava o dia 20 de novembro como a data em que todos os mexicanos deviam levantar-se em armas contra o governo. Junto com este documento, Madero escreveu um manifesto dirigido ao Exército Federal, no qual o exortava a unir-se ao movimento revolucionário. [46]

«Concidadãos:-Não vacileis pois um momento: tomai as armas, arrojai do poder aos usurpadores, recobrai os vossos direitos de homens livres e recordai que os nossos antepassados legaram-nos uma herança de glória que não podemos desonrar. Sede como eles foram: invencíveis na guerra, magnânimos na vitória».- SUFRÁGIO EFETIVO, NÃO REELEIÇÃO.
San Luis Potosí, 5 de outubro de 1910.- Francisco I. Madero [nota c] [47]

Aquiles Serdán, um político mexicano que fugira para os Estados Unidos depois das eleições, recebeu de Madero a incumbência de organizar a revolução em Puebla, donde era originário. Em 18 de novembro, um grupo de polícias acorreu ao seu domicílio, onde eram guardadas as armas. Aquiles resistiu junto aos seus irmãos, sendo rodeados por 400 soldados e 100 polícias. Por fim foram assassinados na cave da vivenda. [48]

No dia 19 Madero partiu do Texas [47] e no dia 20 cruzou o rio Bravo para regressar a território mexicano, onde o esperavam alguns ex-militares e alguns poucos voluntários civis. Depois de algumas escaramuças de pouca importância, Madero regressou aos Estados Unidos para reorganizar o movimento, [49] mas evitou dirigir-se para San Antonio, pois ali havia sido emitida uma ordem de detenção contra ele. Dirigiu-se então para Nova Orleães. [25]

Embora a morte de Serdán parecesse um fracasso da tentativa revolucionária, a luta armada teve resposta no ocidente de Chihuahua, não da parte dos antirreeleicionistas, mas da gente do povo e zonas rurais. Mais tarde estendeu-se aos estados vizinhos de Sonora, Durango e Coahuila. [50]

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