RedeTV!

RedeTV!
TV Ômega Ltda.
TipoRede de televisão comercial aberta
País Brasil
Fundação15 de novembro de 1999 (19 anos)
por Amilcare Dallevo Jr. e Marcelo de Carvalho
Pertence a
  • Grupo Amilcare Dallevo
  • Grupo Marcelo de Carvalho
Proprietário
PresidenteAmilcare Dallevo Jr.
Cidade de origemSão Paulo São Paulo, SP
Sede
Estúdios
SloganA rede de TV que mais cresce no Brasil
Formato de vídeo
Audiência0,7 pontos (março de 2018)[1]
ReceitaR$ 400 milhões (2016)[2]
Emissoras próprias
Emissoras afiliadasver lista completa
Nome(s) anterior(es)TV! (1999)
Página oficialredetv.com.br
Disponibilidade aberta e gratuita
Digital
Disponibilidade por satélite
Claro TV
  • Canal 20
  • Canal 520 (HD)
Sky
  • Canal 15
  • Canal 415 (HD)
Vivo TV
Canal 224[3]
Oi TV
Canal 06 (SD e HD)
Algar TV
Canal 708
StarOne C2
  • 3700 MHz @ 15000 ksps, Vertical (HDTV)
  • 3790 MHz (1360 MHz e 1380 MHz Banda L), Vertical (SDTV) (Analógico)
Disponibilidade por cabo
NET
Vivo TV
  • Canal 17
  • Canal 517 (HD)
BVCi
Canal 117 (HD)
CaboNNet
Canal 05
Cabo Telecom
Canal 121
Sarandi TV a Cabo (Sarandi)
Canal 21
TV Alphaville
  • Canal 19
  • Canal 219 (HD)
TCM
Canal 21 (HD)
Disponibilidade digital
Portal RedeTV!
Assistir o sinal online

RedeTV! é uma rede de televisão comercial brasileira com sede em Osasco, município da Região Metropolitana de São Paulo,[4] pertencente ao Grupo Amilcare Dallevo e ao Grupo Marcelo de Carvalho.[5] As suas transmissões se iniciaram em 15 de novembro de 1999,[6] seis meses após a compra das concessões das cinco emissoras próprias da extinta Rede Manchete[7] pelos empresários Amilcare Dallevo Jr. e Marcelo de Carvalho, sócios da TeleTV.[8][9] As referidas cinco emissoras, que possuem as suas concessões para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, passaram a compor a RedeTV! após a sua inauguração.[10]

Além de suas cinco emissoras próprias, a RedeTV! conta ao todo com cerca de 60 estações geradoras próprias e afiliadas em todo território brasileiro,[11] contando ainda com seu presença através de sinal aberto nos lares com antenas parabólicas,[12] em operadoras de televisão por assinatura (cabo e satélite),[13] além da transmissão por streaming no seu portal de internet,[14] hospedado pelo UOL.[15] No mesmo portal, também se encontram os vídeos das produções produzidas e exibidas pela emissora, além de conteúdo produzido exclusivamente para a web.[16]

A programação da emissora é voltada principalmente ao entretenimento, com diversos programas direcionados a segmentos específicos: humorísticos, talk shows, jornalísticos, esportivos, séries e femininos.[11] Para produzir as produções que compõem a sua programação, a RedeTV! conta com complexo de estúdios do CTD de Osasco, inaugurado em 2009.[17][18] Anteriormente, as suas produções eram realizadas em estúdios localizado em Alphaville (bairro nobre na cidade de Barueri), local em que concentrava suas operações desde sua inauguração em 1999.[8][19] A partir de 2018, a RedeTV! pretende incluir na sua grade produções dramatúrgicas próprias como minisséries e telenovelas, ano em que pretende inaugurar novos estúdios em seu complexo de TV em Osasco.[20][21]

Antecedentes

Ver artigos principais: Rede Manchete e Falência da Rede Manchete

Com a conta estourada e sem dinheiro para pagar os salários atrasados de seus funcionários, a Rede Manchete se viu obrigada a ser vendida. Em 7 de maio de 1999, véspera do dia da compra da Rede Manchete, o presidente do Grupo Bloch, Pedro Jack Kapeller, o "Jaquito", viajou para Brasília para ter um encontro com o grupo Diários Associados. Segundo o próprio Kapeller, o encontro não ocorreu, mas a chegada dele na cidade foi o suficiente para espalhar o boato de que os Bloch estariam tentando negociar a venda da emissora para os antigos proprietários da TV Tupi, ligados ao então ministro das comunicações, Pimenta da Veiga. Revoltados, os funcionários decidiram invadir, no final da tarde, as instalações da Manchete no Rio de Janeiro, o saguão da emissora e iniciar uma greve de fome. A intenção era pressionar Kapeller a assinar o contrato de venda da TV. Na invasão, houve tumulto entre funcionários e seguranças. Um vidro da porta chegou a ser quebrado e policiais militares tiveram que intervir. Kapeller chegou, aceitou conversar e assinou documento garantindo que o contrato seria assinado.

Em 8 de maio, é iniciado a longa reunião sobre a compra da rede com cinco emissoras que compõem a quase falida Manchete. A reunião para a compra ocorreu dez dias antes do prazo final para a renovação das concessões, que estavam vencidas desde agosto de 1996. Se até 18 de maio, a Rede Manchete não tivesse pagado boa parte das dívidas ou ser vendida por outro grupo capaz de administrar a rede para pagar as dívidas, seria liquidada e definitivamente extinta ao perder a concessão. Sendo assim, os canais da emissora que possui teriam que passar uma nova licitação para a concessão separadamente, o que demoraria, pois teria que passar pelo Congresso Nacional.

No dia 9 de maio, depois de várias reuniões, num acordo acompanhado pelo Ministério das Comunicações, é anunciado que a Rede Manchete foi vendida ao grupo TeleTV durante a madrugada. O grupo comprou a rede por US$ 608 milhões de dólares. A emissora foi vendida pelo grupo Bloch depois de uma reunião de mais de 12 horas entre o seu presidente, Pedro Jack Kappeller, e o proprietário do grupo TeleTV, Amilcare Dallevo Jr. O valor anunciado da venda da emissora surpreendeu, já que a Rede Manchete encontra-se totalmente desestruturada, tendo perdido quase todas as suas afiliadas nos últimos dois anos para as redes Record, CNT e Bandeirantes.

A TeleTV, em vez de pagar R$ 608 milhões, agora pagou passivos de R$ 330 milhões, cancelando todas as demissões feitas em 1998 e investindo US$ 100 milhões nos próximos 12 meses. Para fechar o negócio, Dallevo contou com um empréstimo de US$ 1 bilhão da financeira norte-americana Lehman Brothers. Amilcare encaminha ao ministro Pimenta da Veiga o contrato de venda da Manchete assinado por ele e Kapeller (que ainda é "dono" da emissora). Os funcionários da emissora foram comunicados sobre a venda à tarde na assembleia.

Segundo as informações da imprensa, o grupo Bloch deveria receber 7,5 milhões de dólares por mês durante seis anos. Para isso, o grupo TeleTV esperava elevar o faturamento mensal da emissora de US$ 10 milhões, registrados em 1998, para US$ 30 milhões, o que seria um fato extraordinário. Pelo contrato, a emissora teria seis meses para desocupar o prédio que ocupa no Rio de Janeiro, podendo utilizar por quatro anos a sede paulista.

Na madrugada do dia 10 de maio, é exibido o último encerramento da Rede Manchete, com a clássica vinheta do "M" voador, encerrando assim a história da "TV do ano 2000". No mesmo dia, Dallevo informa que as dívidas da Manchete com o INSS e com o FGTS somam cerca de R$ 200 milhões. As dívidas com salários, bancos privados e fornecedores chegam a R$ 130 milhões. Dallevo disse que a empresa investira R$ 100 milhões no seu primeiro ano à frente da Rede Manchete, adquirida no dia anterior. Os proprietários da Bloch e da TeleTV se encontram com o ministro Pimenta da Veiga, para informá-lo da transação e dar início ao processo de aprovação da venda no Congresso Nacional.

Em 14 de maio, o ministro Pimenta da Veiga assina o decreto transferindo o controle acionário da Rede Manchete para o grupo paulista TeleTV. A assessoria do ministério explicou que a proposta do TeleTV, mostra que o grupo tem condições técnicas e financeiras de gerir a rede. O grupo também apresentou um certificado de regularidade emitido pelo INSS comprovando que as dívidas da Rede Manchete foram renegociadas. O decreto é publicado pelo Diário Oficial da União até dia 17, com a assinatura do então presidente da república Fernando Henrique Cardoso. Com a conclusão da venda, a presidência da República encaminhou ao Congresso Nacional uma solicitação para que a concessão da emissora seja renovada. A concessão venceu em 1996, mas permite a operação de emissoras em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte e Recife por três anos.

TV! (maio-novembro de 1999)

Ver artigo principal: TV!

TV! (abreviação para a razão social TV Ômega[22]) foi uma emissora de televisão brasileira que serviu como uma espécie de TV transitória, sobrevivendo com alguns dos programas da extinta Rede Manchete. Iniciou suas transmissões experimentais em maio de 1999; as mesmas foram experimentais pois seis meses depois seria definitivamente inaugurada a RedeTV!, estando no ar até hoje.

Em 21 de maio, após oito meses em greve, os funcionários da agora extinta Manchete se dizem aliviados diante das negociações com o grupo TeleTV. Segundo Everaldo Gouveia, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, no dia 27 os funcionários da emissora retornam ao trabalho em todo o país, um dia após o pagamento da primeira parcela dos salários atrasados. As demais foram recebidas em até 11 vezes, sem correção.

Também no mesmo dia, é anunciada que a partir de agosto, a Manchete (ainda com o nome de TV!) vai estrear com o novo nome da rede, pois Amilcare Dallevo encomendou pesquisa para a agência de publicidade FischerAmérica, que deve descobrir qual o nome que mais agrada à população. Na época, a empresa chegou a cogitar mais de 60 nomes para a então nova emissora, dos quais, em votação pelo público e pela equipe da emissora, estavam Rede Total e RedeTV! na liderança do ranking. Por conta que no interior já havia uma rede cujo nome era Total, os sócios Amilcare e Marcelo optaram por deixar RedeTV! como uma estratégia de marketing no símbolo que faz alusão a um ponto de exclamação, que, segundo o Marcelo de Carvalho, "é uma coisa incisiva" e como já preveram a vir futuramente ser a logomarca da emissora. A agência também cuidou do lançamento da nova emissora. Na compra, o empresário desembolsou um total de R$ 250 milhões de reais (entre dívidas com o governo e trabalhistas), além das cinco concessões. Dallevo não ficou com nenhum prédio ou equipamento da Manchete. Os funcionários foram o ativo incorporado. "Não ficamos com a TV Manchete Ltda. Nem com o seu CGC. Essa empresa tem ainda uma dívida de cerca de R$ 80 milhões com bancos privados", disse Dallevo.

Em 22 de maio, a Revista Veja de nº 1599, datado no dia 26 de maio, publica denúncias em que Amilcare Dallevo seria sócio de grupo estrangeira da Telefônica, empresa de telefonia fixa sediada na Espanha, que ganhou concessão para administrar a Telesp no estado de São Paulo, que é proibido pelas leis brasileiras. A revista também questiona a capacidade de Dallevo de administrar a rede de televisão, pois não mostrou comprovantes de lucro em 1998.

Toda vez que é questionado sobre a definição da cidade que ficará com a cabeça-de-rede da "nova Rede Manchete", ser Rio de Janeiro ou São Paulo, o empresário Amilcare Dallevo desconversa, afirmando que este é um detalhe sem importância. No entanto, a nova sede seria em conjunto de bairros chamado Alphaville, nas cidades de Barueri e Santana de Parnaíba e até tem razão. Não adianta a transmissão das imagens para o satélite ser realizada na cidade do Rio de Janeiro, se a produção de programas for transferida para outro local (no caso de São Paulo) e isto poderia ocasionar a demissão de centenas de funcionários da emissora carioca.

Em 23 de maio, no programa Show Business, é apresentada uma entrevista com o novo proprietário da emissora, o empresário Amilcare de Oliveira. Várias perguntas foram feitas a ele sobre o destino de sua rede de TV. Amilcare disse que o grupo TeleTV já trabalha no setor da comunicação realizando programas terceirizados para as redes SBT, Bandeirantes e Record, dentre outras.

O grupo adquiriu o direito da concessão que pertencia aos Blochs e as dívidas da emissora com os trabalhadores e com o governo, que já não eram poucas, foram pagas mediante a um parcelamento e penhora de alguns bens do canal. Vários equipamentos já ultrapassados, que o canal utilizava foram penhorados, e a emissora teve 90 dias para desocupar o prédio que realiza seus trabalhos em São Paulo.

Não deu certeza de onde ficaria a cabeça da rede embora afirma que a emissora cabeça continuaria no Rio mesmo não estando preocupado com isso, pois a geradora das imagens para o satélite pode ficar no Rio e o local para produção dos programas em São Paulo.

Admitiu que durante 2 anos a emissora parou no tempo e seus equipamentos e produções foram se deteriorando. Falou também que a emissora terá seu nome modificado e que em dentro de uma semana o novo nome será amplamente divulgado. Para realizar essa difícil escolha, foi contratada uma empresa, a Fischer, que está realizando pesquisas de público nas maiores praças para saber qual será o nome mais aceitável.

Reconheceu que durante esses dois anos, a emissora perdeu suas importantes afiliadas, a maioria para a Record em seu processo de expansão, e disse que seria feita uma reunião com todos os grupos que estão afiliados com a emissora a fim de mostrar os planos da nova diretoria. O pontapé inicial já foi dado, com a realização de uma reunião o grupo do Correio Brasiliense, cujo produto é a TV Brasília, maior afiliada da Manchete, e que esse grupo afirma que continuará afiliado com a emissora.

Amilcare falou ainda que a nova programação da emissora só começaria em Agosto e esse e o período compreendido antes deste mês seria a fase de transição do canal.

No dia 28 de maio, é apresentada o novo nome para Rede Manchete: a Rede TV!. "Foram apresentados seis nomes para o público e esse foi o escolhido", disse Antonio Fadiga, diretor-geral de comunicação total da agência FisherAmérica. Segundo ele, a simplicidade do nome é uma tentativa de surpreender. "É um nome que já faz parte do cotidiano das pessoas e vai virar referência para a ex-Manchete". O novo logotipo ainda não foi definido.

No mesmo dia, os funcionários da TV Manchete Rio de Janeiro anunciam que vão encerrar greve em três dias, já a TV Manchete São Paulo retornou aos trabalhos depois dos pagamentos dos salários atrasados.

Também no mesmo dia, na noite, a rede exibe o VT do torneio de Tênis de Roland Garros, a partida entre Gustavo Kuerten e Sjeng Schalken. Quando a partida estava no último set, faltando apenas três minutos para o encerramento da partida, a EMBRATEL tirou, como de costume, o sinal da emissora do ar, como forma de a emissora recém comprada, pague o que deve à empresa na época da Manchete, desrespeitando o telespectador.

Extraoficialmente, a RedeTV! exibindo as atrações que restavam da Rede Manchete com o nome TV!, apesar do nome RedeTV! já ser divulgado nas grades de programação dos jornais. No jornal Folha de S.Paulo, por exemplo, o nome RedeTV! foi veiculado pela primeira vez na grade de programação do dia 15 de junho de 1999, mas oscilando entre os nomes RedeTV! e Rede Manchete nas edições seguintes do jornal, até a inauguração definitiva da rede.

A grade consistia em televendas. O telejornal Primeira Edição substituiu o Jornal da Manchete. Às 22 horas, era a vez da reprise da telenovela Pantanal, que já estava em seu término. Às 22h50min era transmitido o Clip Show, no lugar do Manchete Clip Show, com duração de uma hora, e logo a seguir programas independentes eram exibidos, com destaque para Estilo Ramy, que logo encerrava a programação às 2h00min. Aos domingos havia o esportivo Toque de Bola.

Aos poucos essas atrações que restaram da Manchete foram saindo do ar, ficando apenas o Clip Show e o Primeira Edição, além do Business, que continuou no ar mesmo com a troca do nome da rede (TV! e depois RedeTV!), alterando o nome para Show Business. Foram também exibidas séries japonesas entre 23h00min e 0h00min, para depois programas independentes seguirem a programação até as 2h00min.

Inauguração da RedeTV!

Na madrugada do dia 12 de novembro de 1999, a TV! encerrava a programação para por no ar a seguinte mensagem: "Faltam 3 dias para a inauguração da nova rede de televisão brasileira", com um fundo verde e logomarca da RedeTV!, o tempo de contagem regressiva] - com hora, minuto, segundo e milésimo de segundo - para a inauguração as 7h00min do dia 15, embora colocasse comerciais de programas a cada 15 ou 30 minutos da própria emissora. No dia 13 de novembro, a frase muda para: "Faltam 2 dias para a inauguração da nova rede de televisão brasileira". No dia 14 de novembro, a frase muda novamente para "Falta 1 dia para a inauguração da nova rede de televisão brasileira". Nos dias 14 e 15, aparecia o texto: "É hoje a inauguração da nova rede de televisão brasileira".

Às 6 horas 59 minutos e 32 segundos do dia 15 de novembro, sem nenhuma cerimônia e repentinamente, apareceu o comercial da série estadunidense I Dream of Jeannie, com duração de 30 segundos. Depois em seguida, apareceu a logomarca da RedeTV! com a abertura do telejornal Brasil TV!, com duração de 30 minutos, sendo o primeiro programa televisivo da emissora. Sendo assim esse dia, a inauguração oficial da Rede TV!

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