Real (moeda)

Disambig grey.svg Nota: Para o plano de estabilização econômica, veja Plano Real. Para outros significados, veja Real.
Real
Anverso da cédula de dois reais.PNG
Anverso da cédula de 5 reais.PNG
Anverso da cédula de 10 reais.PNG
Anverso da cédula de 20 reais.PNG
Anverso da cédula de 50 reais.PNG
Nova familia-100.jpg
Dados
Código ISO 4217BRL
Usado Brasil
Inflação4,05% (dez. 2018)[1]
Sub-Unidade

1/100 Centavos
SímboloR$
PluralReais
MoedasR$ 0,01 (inativa)[2]
R$ 0,05 ,
R$ 0,10 ,
R$ 0,25 ,
R$ 0,50,
R$ 1
NotasR$ 1 (inativa),[3]
R$ 2,
R$ 5,
R$ 10,
R$ 20,
R$ 50,
R$ 100
Banco centralhttp://www.bcb.gov.br/)
Fabricantewww.casadamoeda.gov.br

O Real é a moeda corrente oficial da República Federativa do Brasil.[4] Após sucessivas trocas monetárias, o Brasil adotou o real em 1 de julho de 1994, que, aliado à drástica queda das taxas de inflação, constituiu uma moeda estável para o país. Foi implantado no mandato do presidente Itamar Franco, sob o comando do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, depois eleito presidente da República. Quando o Real foi lançado, em 1 de julho, o ministro da Fazenda já era Rubens Ricupero, uma vez que FHC já tinha saído para desincompatibilizar-se e ter o direito de se candidatar a Presidente da República.

O real é a 16.ª moeda mais negociada no mundo, é a segunda mais negociada na América Latina e quarta mais negociada nas Américas.[5] Estima-se que hoje existam mais de oito milhões de moedas perdidas do real.[6]

O real é a moeda oficial brasileira, porém, o Banco Central do Brasil permite circulação de moedas privadas e moedas sociais no país, emitidas por bancos comunitários, desde que estas circulem apenas localmente e, sejam lastreadas pela moeda oficial.[7] Portanto, para cada moeda privada/social emitida, o banco comunitário emissor deve possuir R$ 1,00 em caixa.[7]

História

Surgido de uma conjuntura de descontrole da inflação que gerava instabilidade econômica, pretendia-se uma moeda mais forte e merecedora de mais confiança do que suas predecessoras, filhas de outros planos econômicos que não vingaram. O nome escolhido, "real", coincide com o nome da primeira moeda do Brasil (plural: réis), moeda essa utilizada pelo império de Portugal em todas as suas colônias.

Diferentemente das moedas que haviam circulado anteriormente, o real não traz na sua nota personalidades da história nacional, mas sim animais da fauna brasileira. A explicação é a que famílias das pessoas homenageadas nas notas, como a de Mário de Andrade, já haviam reclamado das homenagens.[8] Além disso, como a moeda precisava ser cunhada rapidamente, e não havia tempo hábil para negociar com as famílias, optou-se pela solução mais rápida: os animais.[8] Diversas opções foram pensadas, tais como a piranha, o tucunaré, o lambari e o lobo-guará.[8]Por fim, foram escolhidos o beija-flor, garça, arara, onça pintada e a garoupa.

O Real fora concebido em três fases, a partir de meados de 1993: primeiro, um plano de ajuste fiscal, com o Plano de Ação Imediata (PAI) e, posteriormente, o Fundo Social de Emergência (FSE), que, além de desvincular obrigações da União para com os demais entes da Federação, previstas na Constituição de 1988, desejava, segundo as palavras do governo, criar um dispositivo que financiasse programas sociais (daí origina-se o nome do fundo); segundo, a criação da Unidade Real de Valor (URV), que tinha como papel servir apenas como unidade de conta, enquanto o Cruzeiro Real permanecia em circulação, como unidade de valor e meio de pagamento; e, por último, a partir de 1º de julho de 1994, entra em operação a moeda Real, que, finalmente, substituiria o Cruzeiro Real nas suas duas funções remanescentes.[9][10]

A moeda foi criada pela Medida Provisória que instituiu o Plano Real, inicialmente em regime cambial fixo em relação a um conjunto de moedas liderado pelo dólar dos Estados Unidos. Isto significava que o real tinha um teto e um piso previamente definido para que o valor da moeda flutuasse. Caso a cotação chegasse ao teto, o Governo se comprometia a vender dólares e forçar queda de cotação. O inverso acontecia quando a cotação atingia o piso. Contudo, surpreendendo muitos, o real valorizou-se logo após ser lançado. Depois de um curto período de valorização no final de 1994 e início de 1995, quando real chegou a valer 1,20 USD (câmbio comercial, 31 de março de 1995), o controle do Banco Central resultou na numa desvalorização gradual da moeda, de 1 R$ : 1 USD em 1995 para cerca de 1,2 : 1 no final de 1998.[11]

Em janeiro de 1999, entretanto, a crise financeira decorrida da crise financeira asiática em 1997, da quebra da Rússia em 1998, e da crise financeira argentina, levou o Banco Central do Brasil a abandonar o modelo de câmbio semifixo e a deixar o câmbio flutuar livremente. A súbita desvalorização do real no início de 1999, de 1,2 : 1 para quase 2,0 : 1 marcou o fim da absoluta previsibilidade do câmbio.[12] Entre 1999 e 2003 o câmbio evoluiu de maneira irregular mas geralmente no sentido de desvalorização, atingindo a cotação mínima de 3,9 R$ : 1 USD no final de 2002. Em seguida a tendência geral se inverteu, e em 2006 o câmbio havia retornado ao patamar de 2,2 : 1. Desde essa época o câmbio tem flutuado ao redor de 2 reais para 1 dólar.[11]

Primeira família

A cédula de um real deixou de ser produzida, entretanto continua em circulação. As demais cédulas de real continuaram sendo produzidas normalmente pela Casa da Moeda.[13]

Anverso Reverso Valor Descrição Circulação
Real001a.jpg Real001r.jpg 1 real Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Beija-flor
Dimensões: 140 x 65 mm.
1994-2005[14]
Real02.jpg Real02r.jpg 2 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Tartaruga de pente
Dimensões: 140 x 65 mm.
2001-2013
Real05.jpg Real05r.jpg 5 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Garça
Dimensões: 140 x 65 mm.
1994-2013
Real010.jpg Real010r.jpg 10 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Arara
Dimensões: 140 x 65 mm.
1994-2012[15]
Real020.jpg Real020r.jpg 20 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Mico-leão-dourado
Dimensões: 140 x 65 mm.
2002-2012[15]
Real050a.jpg Real050r.jpg 50 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Onça pintada
Dimensões: 140 x 65 mm.
1994-2010
Real100a.jpg Real100r.jpg 100 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Garoupa
Dimensões: 140 x 65 mm.
1994-2010

Segunda família

No dia 3 de fevereiro de 2010, o Banco Central anunciou que lançaria a segunda família das notas do real. As cédulas passaram a ter tamanhos diferentes, aumentando de acordo com o seu valor, além de novos elementos de segurança e marcas táteis em relevo. As mudanças, segundo o BC, ocorreram para deixar o real uma moeda mais forte e segura, preparando-a para demanda de uso internacional, devido ao fortalecimento da economia brasileira.[16][17] A moeda começou a ser fabricada pela casa da moeda em agosto de 2010. As notas de R$ 50,00 e de R$ 100,00 começaram a circular no dia 13 de dezembro de 2010. As notas de R$20 e R$10, entraram em circulação a partir de 23 de julho de 2012, e as de R$5 e R$2 em 29 de julho de 2013.[18][19][20]

Anverso Valor Descrição Circulação
Anverso da cédula de dois reais.PNG 2 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Tartaruga de pente
Dimensões: 121 x 65 mm.
2013-atual[21]
Anverso da cédula de 5 reais.PNG 5 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Garça
Dimensões: 128 x 65 mm.
2013-atual[21]
Nova familia-10.jpg 10 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Arara
Dimensões: 135 x 65 mm.
2012-atual
Nova familia-20.jpg 20 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Mico-leão-dourado
Dimensões: 142 x 65 mm.
2012-atual
Nova familia-50.jpg 50 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Onça pintada
Dimensões: 149 x 70 mm.
2010-atual
Nova familia-100.jpg 100 reais Frente: Efígie da República, interpretada como uma escultura.
Verso: Garoupa
Dimensões: 156 x 70 mm.
2010-atual

Cédula comemorativa

Em 22 de abril de 2000 foi lançada uma cédula comemorativa de 10 reais, contendo a efígie de Pedro Álvares Cabral, o mapa "Terra Brasilis", um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha e uma rosa dos ventos, além de cinco naus da expedição de Cabral, elementos decorativos de azulejos portugueses, linhas sinuosas e representações da Cruz da Ordem de Cristo, todos temas alusivos ao Descobrimento do Brasil.[22]

Anverso Reverso Valor Ano Material Descrição
C10Cf.jpg C10CV.jpg 10 reais 2000 Polímero (plástico) Frente: Efígie de Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil.
Reverso: Versão estilizada do mapa do Brasil, com quadros ressaltando a pluralidade étnica e cultural do país.
En otros idiomas
Afrikaans: Real
العربية: ريال برازيلي
asturianu: Real brasileñu
azərbaycanca: Braziliya realı
беларуская: Бразільскі рэал
български: Бразилски реал
বিষ্ণুপ্রিয়া মণিপুরী: ব্রাজিলিয়ান রিয়েল
bosanski: Brazilski real
català: Real brasiler
čeština: Brazilský real
словѣньскъ / ⰔⰎⰑⰂⰡⰐⰠⰔⰍⰟ: Браꙁїлїискъ рєалъ
Ελληνικά: Ρεάλ Βραζιλίας
Esperanto: Brazila realo
español: Real brasileño
français: Réal brésilien
Avañe'ẽ: Real (viru)
hrvatski: Brazilski real
magyar: Brazil real
Bahasa Indonesia: Real Brasil
italiano: Real brasiliano
日本語: レアル
한국어: 브라질 헤알
македонски: Бразилски реал
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Mirandés: Rial (moneda)
Nederlands: Braziliaanse real
norsk nynorsk: Real
română: Real (monedă)
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српски / srpski: Бразилски реал
svenska: Real
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Türkçe: Brezilya reali
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Yorùbá: Real Brasil
Bân-lâm-gú: Pa-se real