Radiofármaco

Um radiofármaco é uma substância química que possui algum elemento radioativo associado (radioisótopo), que é reconhecido pelo organismo como similar a alguma substância que será processada por algum órgão ou tecido. Trata-se de fontes radioativas não seladas, que são introduzidas no corpo do paciente por ingestão, inalação ou injeção. Estas substâncias são ditas "marcadas" pelos radioisótopos. Os radiofármacos são utilizados pela modalidade médica conhecida como medicina nuclear, tanto para diagnósticos como para tratamentos.[1][2]

Estrutura química do tecnécio-99m ligado a exametazina, usado para diagnósticos do cérebro.

História

Estrutura química do tecnécio-99m ligado a 6 moléculas de metoxiisobutilnitrila, para diagnósticos do coração.

O uso de substâncias "marcadas" com radioisótopos tem sido de grande importância na biologia desde a descoberta da radioatividade, permitindo avanços nas ciências básicas que fundamentam a medicina. Porém, o uso efetivo dos radiofármacos na medicina clínica só foi possível após três grandes avanços que ocorreram na metade do século XX: a disponibilidade de reatores nucleares que permitiram a produção de radioisótopos, o que ocorreu após a Segunda Grande Guerra; o desenvolvimento da câmera de cintilação (câmera gama) por Hal Anger no final dos anos de 1950; e a evolução do gerador de radioisótopo, especificamente do gerador de tecnécio-99m.[3]

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