Protestos contra o governo Dilma Rousseff

Protestos contra o governo Dilma Rousseff
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Manifestantes na Avenida Paulista, no Congresso Nacional e na Praia de Copacabana.
Período15 de março, 12 de abril, 16 de agosto e 13 de dezembro de 2015
março, abril e julho de 2016
Local Brasil — 337 cidades de 26 estados e Distrito Federal[1]
Mundo — 6 cidades[2][3]
ResultadoImpeachment da presidente Dilma Rousseff
Causas • Governo Dilma Rousseff[4]
 • Escândalo da Petrobras[5]
 • Corrupção[6]
 • Baixo crescimento econômico[5]
 • Medidas de ajuste fiscal[5]
 • Descaso com o dinheiro público[7]
Objetivos • Fim da corrupção[8]
 • Renúncia ou impeachment de Dilma Rousseff[9]
 • Prisão dos responsáveis pelo Petrolão[8]
 • Reforma política[7]
Participantes do protesto
Opositores de Dilma
  • Revoltados Online[11]

* Movimento Endireita Brasil[13]
  • Políticos de oposição[14]
Líderes
Movimento Brasil Livre

Revoltados Online

  • Marcello Reis[15]
  • Beatriz Kicis

Vem pra Rua

Movimento Endireita Brasil

Movimento NasRuas

  • Carla Zambelli
  • Carmelo Neto

Partidos simpatizantes:

Manifestantes
15 de março de 2015

2 400 000 — 3 000 000[17][17][18]


12 de abril de 2015

701 000 – 1 500 000[19]


16 de agosto de 2015

879 000 – 2 000 000[20]


13 de dezembro de 2015

83 000 – 407 000[21]

13 de março de 2016

3 600 000 – 6 900 000[22]


17 de abril de 2016

318 000 – 1 300 000[23]


31 de julho de 2016

44 000 – 151 000[24]


Presos e feridos
20 presos[25]
3 feridos[26][27]

Os protestos contra o governo Dilma Rousseff foram manifestações populares que ocorreram em diversas regiões do Brasil tendo como principais objetivos protestar contra o governo Dilma Rousseff e defender a Operação Lava Jato.[28][29][30]

O movimento reuniu milhões de pessoas nos dias 15 de março, 12 de abril, 16 de agosto e 13 de dezembro de 2015,[31] e, segundo algumas estimativas, foram as maiores mobilizações populares no país desde o início da Nova República.[32][33]

Manifestações populares voltaram a ocorrer em todas as regiões do Brasil no dia 13 de março de 2016. Foi o maior ato político na história do Brasil,[34] superando as Diretas já.[35][36]

Após o impeachment de Dilma Rousseff, as manifestações passaram a se focar apenas na defesa da Lava Jato.

Contexto

Em 26 de outubro de 2014, após a campanha mais acirrada desde a eleição de 1989, Dilma Rousseff foi reeleita presidente do Brasil com 51,6% dos votos válidos.[37] Em relação ao pleito anterior, Dilma perdeu mais de 1,25 milhão de votos e venceu, sobretudo, devido à votação maciça que obteve no Nordeste – quase o triplo de votos que o candidato oposicionista Aécio Neves.[37] Em dezembro, antes de anunciar um impopular ajuste fiscal que inclui mudanças nas regras de benefícios previdenciários,[38] o governo gozava da aprovação de 52% da população.[39]

Após os primeiros impactos do ajuste fiscal serem sentidos, em fevereiro de 2015, a aprovação de Dilma caiu para 23%.[40] Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a mudança na regra de concessão dos benefícios previdenciários atinge 49 milhões de pessoas no caso do seguro desemprego, 23 milhões de pessoas no caso do abono salarial e 600 mil pescadores no caso do seguro-defeso.[38] Em meio a esse cenário econômico desfavorável, além de novos desdobramentos da Operação Lava Jato (o Supremo Tribunal Federal decidiu que seriam investigados cerca de 50 políticos supostamente envolvidos no esquema de corrupção, a maioria pertencente a partidos aliados do governo),[10][25] grupos oposicionistas como Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados Online marcaram protestos contra a presidente no dia 15 de março de 2015, convocando os participantes através das redes sociais.[31] Apesar de se dizerem apartidários,[41] os protestos foram apoiados por partidos de oposição como PSDB, DEM, PPS e SD, que convocaram seus filiados para os atos.[42]

À época dos protestos, pesquisas internas do governo, divulgadas tanto pela oposição à direita como pela "oposição à esquerda", indicaram quedas ainda maiores nos índices de aprovação do governo, para 7% (Veja) ou 10% (CartaCapital).[43][44]

Dois dias antes da data marcada para a primeira das manifestações, em 13 de março, partidos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais realizaram um ato em defesa da Petrobras e contra o ajuste fiscal em 24 estados e no Distrito Federal.[45] Apesar de criticar as medidas de ajuste fiscal, os manifestantes se declararam contra o impeachment da presidente,[45] sendo a defesa da democracia um dos motes do movimento.[46] A CUT estimou que cem mil pessoas tenham participado do ato em cidade de São Paulo, número que, para a PM, foi de doze mil manifestantes.[45]