Plotino

Plotino
Filosofia antiga
Plotino
Escola/Tradição:Neoplatonismo
Data de nascimento:Lycopolis, Egíto, Império Romanoc. 204/5
Local:Licópolis, Egito, Império Romano
Morte270 (idade 64–65)
Local:Campânia, Império Romano
Principais interesses:Platonismo, Metafísica, Misticismo
Ideias notáveisEmanação do Um; As três hipotáses: O Um, O Intelecto, e a Alma; Henose.
Influências:Amônio Sacas, Platão, Numênio de Apameia, Alexandre de Afrodísias, Platonismo médio, Pitagorismo
Influenciados:Vladimir Soloviov, Agostinho, Porfírio, Jâmblico, Juliano, o Apóstata, Hipátia, Hiérocles de Alexandria, Proclo, Damáscio, Simplício, Boethius, Pseudo-Dionísio, João Escoto Eriugena, Alcindi, Avicenna, Bonaventure, Gemisto Pletão, Arthur Schopenhauer, Henri Bergson, Arthur Drews, Cristianismo, Gnosticismo, Renascimento,

Plotino (em grego: Πλωτῖνος; c. 204/5 – 270) foi um dos principais filósofos de língua grega do mundo antigo. Em sua filosofia, existem três princípios: O Um, o Intelecto, e a Alma.[1] o Seu professor Amônio Sacas era da tradição Platônica.[2] os historiadores do século XIX inventaram o termo platonismo que foi aplicado a ele e à sua filosofia, que foi influente na Antiguidade Tardia. Muitas das informações biográficas sobre Plotino vêm de Pórfiro, incluindo o prefácio à sua edição das Enéadas. Seus escritos de metafísica inspiraram religiões pagãs, islâmica, judaica, cristã, gnóstica, além de metafísicos e místicos.

Biografia

Porfírio informou que Plotino tinha 66 anos de idade, quando morreu em 270, durante o segundo ano do reinado do imperador Cláudio II, assim, dando-nos o ano do nascimento do professor dele a cerca do ano 205. Eunápio informou que Plotino nasceu no Deltaic Lycopolis no Egito, o que levou a especulações de que ele pode ter sido um egípcio nativo de ascendência romana,[3] grega,[4] ou egípcia helenizada.[5]

Plotino teve uma inerente desconfiança da materialidade (uma atitude comum para o platonismo), mantendo o ponto de vista de que os fenômenos são uma má imagem ou imitação (mimese) de algo "maior e inteligível" [VI.I], que seria a "mais verdadeira parte genuína do Ser". Esta desconfiança também era valida para o corpo, incluindo o seu próprio; é relatado por Porfírio, que em um ponto, ele se recusou a ter seu retrato pintado. Da mesma forma, Plotino nunca discutiu a sua ascendência, infância, o lugar ou a data de nascimento. A partir de todas as fontes sua vida pessoal e social seguiram padrões espirituais rígidos.

Plotino tomou-se o estudo da filosofia na idade de vinte e sete anos, por volta do ano 232, e viajou para Alexandria para estudo. Lá ele estava insatisfeito com todo professor que encontrava, até que encontrou um conhecido que o recomendou escutar as idéias de Amônio Sacas. Ao ouvir a palestra de Amônio, ele declarou para o seu amigo, "este é quem eu estava procurando", e começou a estudar intensamente com seu novo instrutor. Além de Amônio, Plotino também foi influenciado pelas obras de Alexandre de Afrodísias, Numênio de Apameia, e vários estoicos.

Expedição à Pérsia e retorno a Roma

Depois de passar os 11 anos em Alexandria, na idade de 38 anos, Plotino decidiu investigar os ensinamentos filosóficos da filosofia iraniana e filosofia indiana.[6] Na busca desse esforço, ele deixou Alexandria e se juntou ao exército de Gordiano III (r. 238–244), uma vez que este marchava sobre a Pérsia. No entanto, a campanha foi um fracasso e na posterior morte de Gordiano, Plotino se encontrou abandonado em uma terra hostil e com alguma dificuldade encontrou seu caminho de volta para a segurança em Antioquia.[7]

Com a idade de quarenta anos, durante o reinado de Filipe, o Árabe, retornou a Roma, onde permaneceu durante a maior parte do resto de sua vida. Lá, atraiu um número de alunos. Seu círculo mais íntimo incluiu Porfírio, Amélio da Toscana, o senador Castro Firmo e Eustáquio de Alexandria, um médico que se dedicou ao aprendizado de Plotino e o assistiu até sua morte. Outros alunos foram: Zeto, um árabe por ascendência, que morreu antes de Plotino deixando-lhe um legado e um pouco de terra, Zótico, crítico e poeta, Paulino, um médico de Sitópolis (Bete-Seã) e Serapião de Alexandria. Além de Castro, Plotino tinha alunos no senado romano. Como Marcelo Oronto, Sabinilo e Rogaciano. Algumas mulheres também foram contadas entre os seus alunos, incluindo Gemina, em cuja casa ele viveu durante a sua residência em Roma, sua filha, também Gemina, e Anficleia, a esposa de Aristão filho de Jâmblico.[8]

Mais tarde em sua vida

Enquanto em Roma, Plotino também ganhou o respeito do imperador Galiano e sua esposa Cornélia Salonina. Em um certo ponto Plotino tentou interessar Galiano na reconstrução de um abrigo abandonado na região da Campânia, conhecida como a "Cidade dos Filósofos", onde os habitantes viviam sob a constituição previstas nas leis de Platão. Um subsídio imperial nunca foi concedido, por razões desconhecidas a Pórfiro, que relata o incidente.

Pórfiro, posteriormente, passou a viver na Sicília, até que teve a noticia que seu ex-professor tinha morrido. O filósofo passou seus últimos dias em reclusão em uma propriedade na Campânia, que seu amigo Zeto tinha legado dele. De acordo com o registro de Eustochius, que estava com ele até o final, as palavras finais de Plotino foram: "esforça-se para estar de volta com o Divino em vós, Divino no Tudo. Eustochius registrou que uma cobra rastejou para debaixo da cama, onde Plotino deitava, e deslizou para fora através de um buraco na parede; no mesmo momento em que o filósofo morreu.

Plotino escreveu os ensaios que se tornaram as Enéadas ao longo de um período de vários anos a partir de 253 d.C. até poucos meses antes de sua morte, dezessete anos mais tarde Porfírio fez a observação de que as Enéadas, antes de serem compiladas e organizadas por ele próprio, eram apenas a enorme colecção de notas e ensaios que Plotino usava em suas palestras e debates, em vez de um livro formal. Plotino não foi capaz de rever o seu próprio trabalho, devido à sua fraca visão, mas seus escritos necessitavam de edição, de acordo com Porfírio: a caligrafia do seu mestre era terrível, ele não separava suas palavras adequadamente, e ele pouco se importava com sutilezas de ortografia. Plotino tinha um desgosto tremendo com o processo editorial, o que acabou virando tarefa de Pórfiro, que não só poliu, mas também colocou os textos no novo arranjo que nós temos hoje em dia.

En otros idiomas
العربية: أفلوطين
مصرى: افلوطين
asturianu: Plotino
azərbaycanca: Plotin
беларуская: Плацін
български: Плотин
català: Plotí
čeština: Plótínos
dansk: Plotin
Deutsch: Plotin
Ελληνικά: Πλωτίνος
English: Plotinus
Esperanto: Plotino
español: Plotino
eesti: Plotinos
euskara: Plotino
فارسی: فلوطین
suomi: Plotinos
français: Plotin
Nordfriisk: Plotin
Frysk: Plotinus
Gaeilge: Plotinus
galego: Plotino
עברית: פלוטינוס
hrvatski: Plotin
magyar: Plótinosz
հայերեն: Պլոտինոս
Bahasa Indonesia: Plotinos
íslenska: Plótínos
italiano: Plotino
ქართული: პლოტინე
한국어: 플로티노스
kurdî: Plotînos
Кыргызча: Плотин
Latina: Plotinus
Lingua Franca Nova: Plotino
lietuvių: Plotinas
latviešu: Plotīns
Malagasy: Plotin
македонски: Плотин
кырык мары: Плотин
Malti: Plotinu
Mirandés: Plotino
Nederlands: Plotinus
norsk: Plotin
occitan: Plotin
polski: Plotyn
română: Plotin
русский: Плотин
Scots: Plotinus
srpskohrvatski / српскохрватски: Plotin
slovenčina: Plótinos
slovenščina: Plotin
shqip: Plotini
српски / srpski: Плотин
svenska: Plotinos
Kiswahili: Plotinus
тоҷикӣ: Афлутин
Türkçe: Plotinos
українська: Плотін
oʻzbekcha/ўзбекча: Plotin
Tiếng Việt: Plotinus
中文: 普罗提诺