Pittsburgh

Pittsburgh
Localidade dos Estados Unidos Estados Unidos
Montage Pittsburgh.jpg
Do topo, da esquerda para a direita: panorama de Pittsburgh; Cathedral of Learning na Universidade de Pittsburgh; Universidade Carnegie Mellon; PNC Park e Duquesne Incline.
Cognome(s): Steel City, Iron City, City of Champions, City of Bridges, City of Colleges
Lema(s): Benigno Numine
(Do latim: Por o favor dos céus)
Pittsburgh está localizado em: Pensilvânia
Pittsburgh
Localização de Pittsburgh na Pensilvânia
Pittsburgh está localizado em: Estados Unidos
Pittsburgh
Localização de Pittsburgh nos Estados Unidos
Dados gerais
Fundado em14 de setembro de 1758 (260 anos)
Incorporado em22 de abril de 1794 (224 anos)
PrefeitoBill Peduto
Localização
40° 26' 29" N 79° 58' 38" O
CondadoAllegheny
Estado Pensilvânia
Tipo de localidadeCidade
Fuso horário-5/-4
Características geográficas
Área151,10 km²
- terra143,41 km²
- água7,69 km²
População (2010[1])305 704 hab. (2 131,71 hab/km²)
- metrópole2 356 285
Altitude420 m
Códigos
Sítio webhttp://www.city.pittsburgh.pa.us
PAMap-doton-Pittsburgh.PNG
Localização de Pittsburgh no Condado de Allegheny.

Portal Portal Estados Unidos

Pittsburgh, também por vezes escrita em português como Pitsburgo[2] ou Pittsburgo, é a segunda cidade mais populosa do estado americano da Pensilvânia, atrás apenas da cidade de Filadélfia. Pittsburgh está localizada no sudoeste do estado, sendo a sede do Condado de Allegheny.

No final do século XIX, e isto até meados da década de 1960, Pittsburgh foi o maior pólo siderúgico e o maior produtor de aço do mundo. De fato, o cognome de Pittsburgh é "Cidade do Aço". Por causa das siderúrgicas instaladas na região - altamente poluidoras - Pittsburgh também foi cognomeada por alguns como "Cidade Enfumaçada". Porém, a maior parte das siderúrgicas - que passaram a enfrentar a concorrência cada vez maior de siderúrgicas estrangeiras - fecharam ou saíram da cidade. Em seu lugar, vieram indústrias de alta tecnologia, especialmente biotecnologia e robóticas, levando Pittsburgh a ser cognomeada pela Wall Street Journal como Roboburgh. Pittsburgh é uma das maiores produtoras de equipamentos robóticos do mundo, fora do Japão.

Pittsburgh é um centro importante de fundações e organizações de caridade e filantrópicas, como a Heinz Foundation, que tem uma longa história de apoio a actividades culturais e artísticas, que fizeram de Pittsburgh um pólo artístico e cultural no país. Além disso, Pittsburgh é um importante pólo de educação superior dos Estados Unidos, especialmente na área da medicina.

História

Até o século XVIII

Anteriormente à exploração e colonização européia, a região onde atualmente localiza-se a cidade de Pittsburgh era habitada pelos iroqueses e pelos hurões, duas tribos nativo americanas. Os nativo americanos utilizavam-se do Rio Ohio, do Rio Monongahela e do Rio Allegheny para caçar e pescar, bem como meio de transporte. Os iroqueses e os hurões eram inimigas entre si, e a região foi palco de várias batalhas entre estas duas tribos nativo americanos. Eventualmente, os iroquois - de natureza mais agressiva do que os iroqueses - expulsariam os hurões a fugir da região. Até o início do século XVIII a região permaneceria inexplorada pelos europeus, embora parcialmente na esfera de influência da Nova França e parcialmente na esfera de influência das Treze Colônias britânicas.

Em meados da década de 1740, soldados franceses, que haviam partido de Quebec, tornaram-se as primeiras pessoas a explorar a região. Estes soldados reivindicaram estas terras em nome da Coroa francesa. Os franceses faziam trocas comerciais com os iroquois - buscando basicamente por peles.

Os britânicos nas 13 colônias acreditavam que a região do Rio Ohio, onde os franceses realizavam suas trocas comerciais com os iroqueses, era território britânico. As relações entre os colonos franceses e britânicos na América do Norte deteriorou-se rapidamente, desencadeando em 1754 a Guerra Franco-Indígena. Ainda em 1754, os franceses construíram um forte, o Fort Duquesne, na confluência do Allegheny e do Monongahela. Os britânicos - comandados por George Washington, futuro líder da Guerra da Independência dos Estados Unidos da América e Presidente dos Estados Unidos - por sua vez, construíram o Fort Necessity, imediatamente ao sul do Fort Duquesne. Eventualmente, uma força francesa de 750 soldados derrotou as tropas de Washington - três vezes menor em número - na Batalha de Necessity, forçando Washington a render-se.

Eventualmente, porém, os britânicos tomariam o controle da região, passando a fazer parte da colônia de Pensilvânia. Eles destruíram os remanescentes dos fortes anteriores e construíram um novo, o Fort Pitt, imediatamente a leste do antigo Fort Duquesne. Em torno deste forte, uma vila rural passou a crescer. Eventualmente, esta vila passou a ser chamada de Pittsborough - sendo que posteriormente este nome mudaria para Pittsburgh.

Após o fim da guerra pela independência, a região onde a vila de Pittsburgh estava localizada passou a ser disputada entre os Estados de Virgínia e Pensilvânia. Foi somente em 1781 que a vila passou a fazer parte do estado de Pensilvânia. Em 1794, a criação de um imposto para produtos alcoólicos desencadeia a Rebelião do Whiskey. George Washington — então presidente do país — foi obrigado a mandar tropas à região para controlar a rebelião.

Pittsburgh tornou-se imediatamente após a guerra o ponto de partida às pessoas interessadas em viajar e desbravar o oeste americano. Em 1788, Pittsburgh tornou-se a sede de condado do Allegheny.

Século XIX

Pittsburgh passou a desenvolver-se rapidamente no início do século XIX, por três razões. A primeira razão é que a demanda por produtos industrializados em várias vilas e cidades do país tornou-se muito alta, assim estimulando seu desenvolvimento industrial. A segunda razão é que Pittsburgh está localizada às margens do Rio Ohio, que tornava possível o transporte destes produtos, via Rio Mississippi, até o Golfo do México e o Oceano Atlântico. A terceira e última razão era sua proximidade com inúmeras reservas de carvão, que era usado para alimentar as fábricas. A cidade passou a prosperar como um centro portuário, e inúmeras fábricas foram construídas na região. Em 1816, com aproximadamente cinco mil habitantes, Pittsburgh foi elevada à categoria de cidade primária (city).

Pittsburgh tornou-se um centro de fabricação de navios. Em 1811, o primeiro navio a vapor navegou pelo Rio Ohio e pelo Rio Mississipi. Este navio fora fabricado em uma fábrica em Pittsburgh. Em 1834, o Sistema de Canais Hidrográficos da Pensilvânia foi inaugurado, permitido transporte rápido e eficiente entre Pittsburgh e Filadélfia, a maior cidade do estado. Em 1851, a primeira de uma série de várias linhas ferroviárias foi inaugurada, conectando Pittsburgh a Filadélfia. Tudo isto tornou Pittsburgh, em meados da década de 1860, um grande pólo siderúgico. A fabricação de vidro também era uma grande fonte de renda na cidade. A construção de fábricas e siderúrgicas atraiu centenas de pessoas. Em 1851, a cidade já tinha 46 mil habitantes. Porém, este desenvolvimento industrial gerou intensa poluição atmosférica.

Com o início da Guerra Civil Americana, o desenvolvimento industrial da cidade - que já era intenso - acelerou-se drasticamente. O exército americano precisava de armas, munições e outros suprimentos industrializados. Eventualmente, Pittsburgh, por causa de sua forte indústria siderúrgica, tornou-se o principal fornecedor de suprimento à forças da União. Várias ferrovias foram construídas, conectando a cidade com outras regiões do país. O aço fabricado na cidade, além de usado na fabricação de armas e afins, também foi usado na construção de pontes, ferrovias e mais fábricas, atraindo mais pessoas à cidade.

Em 1870, cinco anos após o fim da guerra, Pittsburgh tinha uma população de 86 mil habitantes. Em 1900, 30 anos depois, Pittsburgh já tinha mais de 320 mil habitantes. Então, Pittsburgh produzia metade de todo o aço e vidro fabricado mundialmente. Contando apenas os Estados Unidos, Pittsburgh produzia, em 1900, 70% de todo o aço e vidro produzido no país.

O grande crescimento industrial veio às custas dos seus trabalhadores, que eram muito mal pagos, possuíam poucos ou nenhum direito trabalhista e trabalhavam em condições precárias. Além disso, avanços tecnológicos na área do transporte ferroviário geraram demissão em massa de trabalhadores. Em 21 de julho de 1877, um dia depois de trabalhadores ferroviários da companhia Baltimore and Ohio organizarem uma manifestação popular, em Baltimore, Maryland - onde morreram 9 trabalhadores, mortos pela polícia local - trabalhadores em Pittsburgh organizaram um greve de solidariedade que foi violentamente reprimida pela polícia. A repressão levou a um levantamento operário, em particular de trabalhadores ferroviários, que destruíram material e infra-estruturas da companhia Pennsylvania Railroad. A revolta foi dominada por policiais enviados de Filadélfia e por tropas federais. Esta rebelião ficou conhecida como a Grande Greve Ferroviária (Great Railroad Strike) de 1877.

Eventualmente, os trabalhadores da cidade organizaram-se em sindicatos. Em 1892, Andrew Carnegie, o presidente da Carnegie Steel Company, uma das maiores companhias operando na cidade, tentou fragilizar os sindicatos, gerando um grande conflito entre. Deste conflicto resultaram 16 mortos e inúmeros feridos.

1900 - 1950

Gravura mostra o rio Monongahela em 1857

A indústria da cidade continuou a crescer durante as primeiras décadas do século XX. Centenas de imigrantes europeus e afro-americanos vindos do sul instalavam-se na cidade diariamente. O advento da Primeira Guerra Mundial criou novamente grande demanda por armas e suprimentos, fazendo com que a indústria da cidade crescesse ainda mais. Em 1930, Pittsburgh já tinha uma população de aproximadamente 670 mil habitantes. Em 2 de novembro de 1920, entrava no ar a KDKA, a primeira estação de rádio com programação regular do mundo. A emissora existe até hoje, funcionando como afiliada da rede de rádios CBS

Porém, o grande crescimento econômico gerou problemas. Os altos níveis de poluição de Pittsburgh, gerados pela emissão de gases das indústrias siderúrgicas, cobriram a cidade por uma névoa espessa, que lhe rendeu o infame apelido de Smoky City (Cidade Fumacenta). Além disso, estas mesmas indústrias despejavam grandes quantidades de dejetos industriais diretamente na bacia do Rio Ohio, poluido-o. A partir de 1907, quando a cidade começou a se abastecer com a água Rio Ohio, Pittsburgh começou a apresentar as taxas mais altas de mortalidade (em geral) dos Estados Unidos da América. Isto continuou até a década de 1960. As centenas de milhares de trabalhadores mal pagos viviam em guetos. Para piorar a situação, o desenvolvimento econômico foi desorganizado, com áreas industriais e residenciais misturando-se entre si.

A Grande Depressão de 1929 parou com o desenvolvimento industrial da cidade. Milhares de pessoas ficaram desempregadas. E a falta de planejamento urbano gerou grandes problemas em 1936, quando os Rios Allegheny e Monogahela inundaram, matando 74 pessoas e deixando milhares desabrigadas. Com o início da Segunda Guerra Mundial, novamente a indústria floresceu, atraindo milhares de pessoas. Ao final da guerra, Pittsburgh já possuía uma população de aproximadamente 750 mil habitantes.

1950 - Tempos atuais

Vista do centro de Pittsburgh, atualmente.

Pittsburgh começou a apresentar um lento e gradual declínio de sua população a partir do fim da segunda guerra mundial. Com o grande fluxo de pessoas criado pelo crescimento industrial no final da guerra, a cidade apresentava uma grande falta de abrigos e residências de baixo preço - fazendo com que várias pessoas mudassem de Pittsburgh para cidades vizinhas, e afastando definitivamente vários trabalhadores da cidade. Além disso, com o fim da guerra, a indústria do vidro começou a mudar para outras cidades no país, e a indústria siderúrgica parou de crescer. Em 1950, a cidade atingira seu máximo de 676 806 habitantes. Desde então, a população da cidade somente têm decaído em número.

Em 1946, pressionado por líderes civis e patrocinado por algumas empresas sediadas na cidade, o prefeito de Pittsburgh começou a planejar seriamente um plano diretor que resolvesse ou minimizasse os graves problemas de planejamento urbano da cidade. A cidade instituiu leis pesadas contra indústrias poluidoras, criou leis de zoneamento, afastou as indústrias do centro da cidade e as recolocou para o leste, longe dos rios da cidade. Os objetivos deste plano diretor foram alcançados no começo da década de 1970. Este período, marcado por grandes mudanças no aspecto físico da cidade, é conhecido como "Renascença I".

As leis pesadas contra indústrias poluidoras, bem como a competição de siderúrgicas localizadas em países em desenvolvimento gerou sérios problemas para a indústria siderúrgica da cidade. A maioria das siderúrgicas instaladas em Pittsburgh eventualmente faliram, enquanto outras foram obrigadas a fechar as portas e mudar sua base de operações. Porém, o plano diretor instituído na cidade gerou grandes efeitos na cidade - a poluição havia deixado de ser um sério problema, a taxa de mortalidade caiu bastante e as condições de vida da população cresceram. Isto atraiu várias instituições de educação superior e empresas de alta tecnologia - que atualmente constituem a base da economia da cidade.

Ponte Fort Dusquene, uma das principais da cidade. Atualmente, as pontes fazem parte do cenário diário da cidade.

Na década de 1980, a cidade instituiu um novo plano diretor, desta vez, com ênfase no trânsito urbano. O sistema de transporte público foi melhorado, pontes, túneis, ruas e escadarias foram construídas e novos arranha-céus foram construídos. Este período de novas mudanças intensas na cidade ficou conhecida como "Renascença II".

Atualmente, a cidade possui uma dos conjuntos de leis antipoluição mais pesadas do país - afastando indústrias poluidoras, de menor tecnologia, da cidade. Isto, aliado com o crescimento dos preços dos produtos em geral na cidade, é um problema na cidade pois várias pessoas - incluindo muitos jovens - não possuem formação suficiente para trabalhar nas indústrias de alta tecnologia, forçando muitos a sair da cidade em busca de emprego. Pittsburgh foi mostrado como um exemplo por críticos do planejamento urbano, dizendo que mudanças drásticas no ambiente da cidade, mesmo que sejam intencionalmente boas - melhorar a aparência e as condições de vida da cidade - acabam gerando grandes problemas de cunho social. Mesmo assim, Pittsburgh tem atualmente um dos índices de criminalidade mais baixos do país, e é considerado por várias fontes como uma das melhores cidades do país para se viver.

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