Ordem Trapista


Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância
 
Ordo Cisterciensium Strictioris Observantiæ


sigla
O.C.S.O.
Tipo: Ordem religiosa
Fundador (a): Armand Jean Le Bouthillier de Rancé
Local e data da fundação: Nôtre-Dame de la Trappe, em 1662
Aprovação: 1892
Superior geral: Dom Eamon Fitzgerald


Sede: Viale Africa, 33
Roma, Itália
Site oficial: http://www.ocso.org/
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A Ordem Trapista (oficialmente, Ordem dos Cistercienses Reformados de Estrita Observância, ou em latim Ordo Cisterciensium Strictioris Observantiæ, OCSO), é do uma congregação religiosa católica derivada da Ordem de Cister

O seu nome é devido ao mosteiro cisterciense de Nôtre-Dame de la Trappe (no departamento de Soligny-la-Trape), o primeiro a ser reformado, em 1662, por Armand-Jean Le Bouthillier de Rancé, o fundador da Ordem.

Os trapistas são monges beneditinos cenobitas, isto é, vivem em comunidade, o que os difere, por exemplo, dos monges cartuxos, que são eremitas ou anacoretas, isto é, religiosos de vida solitária.

"Trapista" é um "apelido" da "Ordem Cisterciense da Estrita Observância" (existe também os monges da Ordem Cisterciense da Comum Observância). Este apelido nasceu justamente do fato de que seu primeiro mosteiro foi a Abadia de La Trappe, conforme mencionado. Não tem nada a ver com "trapos" ou que seriam monges "esfarrapados", confusão muito comum, um "mito" acerca dos trapistas.

Outro mito a respeito dos trapistas é que eles seriam uma Ordem Religiosa nascida numa suposta crise de papel na Idade Média. O Papa, preocupado, teria organizado um conjunto de religiosos que iriam de "casa em casa recolhendo pedaços de pano para a confecção de papel e livros", sendo que estes monges teriam criado o cargo de monge copista. Os copistas sempre existiram no monaquismo ocidental e nunca foram uma "invenção trapista". Alguns chegam a lançar como prova desta "tese" o romance O Nome da Rosa de Umberto Eco, no qual não figura nenhuma personagem trapista, mas somente beneditinos e franciscanos, e ainda os inquisidores, à época, em sua maioria, dominicanos (inclusive a história narrada no romance se passa muitos anos antes da reforma que deu origem aos trapistas, por De Rancé em 1662).

Thomas Merton

O monge trapista mais conhecido na atualidade é Thomas Merton, falecido no final dos anos 60. Merton, ou padre Louis na vida religiosa, é autor de inúmeros livros sobre teologia, arte, vida monástica e religiosa, tendo mantido intensa correspondência com personalidades como o Dalai Lama, Martin Luther King, Frithjof Schuon, Marco Pallis, Martin Lings e outros, bem como participado do movimento pacifista contra a Guerra do Vietnam.

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