Oráculo de Delfos

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Ruínas de Delfos

O Oráculo de Delfos, localizado na cidade de Delfos, região central da Grécia, foi um dos mais famosos oráculos do mundo grego antigo. Destino de grandes personagens da história, o Oráculo de Delfos recebera visitas não só de nomes célebres, como Alexandre, o Grande, mas também de cidadãos comuns buscando por conselhos [1].

Considerada o “umbigo do mundo”, a cidade de Delfos recebeu esta alcunha graças ao mito que narra a busca de Zeus pelo ponto médio da Terra. No intuito de delimitar esse local, Zeus enviou duas águias de extremos opostos do mundo, uma voando em direção à outra [2]. Elas encontraram-se em Delfos, designando a cidade como centro do mundo, e fazendo de seu templo um local tido em estima para aqueles que procuravam por auxílio e segurança [3]. O ponto de encontro das águias foi demarcado com uma pedra oval, o ônfalo (umbigo, em grego). O formato ovalado da pedra provavelmente deriva de uma crença de que esse formato transmitia boas energias àqueles que a tocassem [4].

Fundação do Oráculo e divindades oraculares

Cultuado em Delfos, o deus Apolo possui alguns mitos em relação a sua influência no local. O primeiro deles narra a morte de Python, o dragão guardião do santuário de Gaia, a Mãe-Terra, que por ser filho desta possuía também o poder de emitir oráculos [5]; o monstro teria perseguido Leto – mãe de Apolo – durante sua gestação para evitar o nascimento da criança. O dragão é morto por Apolo, que espera receber o santuário de Gaia após a vitoriosa luta contra o monstro; devido a recusa da Mãe-Terra, o deus volta-se a Zeus, seu pai, com o intuito de persuadi-lo a conceder o santuário. Com êxito, Apolo convence a Zeus e este cede a regência do templo de Delfos a Apolo [6].

Em outra versão deste mito, Python é descrito como sendo uma serpente encontrada perto de Delfos, que já fora encarregada – por Hera – de tomar conta do titã Tífon em sua prisão; seu poder de pronunciar oráculos teria levado Apolo a querê-lo morto, e seus restos mortais teriam sido enterrados perante o ônfalo presente no santuário de Apolo em Delfos [7].

O segundo mito a respeito de Apolo em Delfos apresenta um certo conceito de herança, no qual Apolo, sendo neto da titânida Febe (filha de Gaia), que já fora possuidora do santuário em Delfos após suceder Gaia e Têmis (deusa da lei e também filha de Gaia) neste cargo, recebe o mesmo como presente de nascimento de sua avó [8].

Cópia do Ônfalo presente no templo de Apolo em Delfos.
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