Oráculo de Delfos

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Ruínas de Delfos

Embora estejam atualmente em ruínas, os templos e casas fortes que um dia abrigaram os sacerdotes e sacerdotisas do Oráculo de Delfos, localizado na cidade de Delfos (que hoje já não existe), região central da Grécia, há cerca de 2500 anos, foi uma das mais influentes e poderosas instituições do mundo grego antigo. Destino de grandes personagens da história, o Oráculo de Delfos recebera visitas não só de nomes célebres, como Alexandre, o Grande, mas também de cidadãos comuns e embaixadores das cidades-estado gregas e dos impérios contíguos buscando por conselhos, tanto para problemas pessoais como para grandes e complexas questões políticas e de relações exteriores.[1][2].

Considerada o “umbigo do mundo”, a cidade de Delfos recebeu esta alcunha graças ao mito que narra a busca de Zeus pelo ponto médio da Terra. No intuito de delimitar esse local, Zeus enviou duas águias de extremos opostos do mundo, uma voando em direção à outra[3]. Elas encontraram-se em Delfos, designando a cidade como centro do mundo, e fazendo de seu templo um local tido em estima para aqueles que procuravam por auxílio e segurança[4]. O ponto de encontro das águias foi demarcado com uma pedra oval, o ônfalo (umbigo, em grego). O formato ovalado da pedra provavelmente deriva de uma crença de que esse formato transmitia boas energias àqueles que a tocassem[5].

Para responder a essas questões específicas e predizer o futuro, a Suprema Sacerdotisa - intitulada de Pítia - entrava em estado de transe. Os gregos acreditavam que Pítia era a porta-voz do Deus-Sol, Apolo, o qual, através da da Suprema Sacerdotisa, supostamente transmitia as vontades de seu pai, Zeus[2].

Exercendo este papel de ligação entre os deuses e a humanidade, Pítia exercia uma enorme influência, com poderes para instigar políticas governamentais, determinar o local de construção de cidades e até mesmo iniciar ou por fim a guerras[2].

Fundação do Oráculo e divindades oraculares

De acordo com a mitologia grega, o deus Apolo, cultuado em Delfos, teria lutado com Python, um dragão -fêmea guardiã do santuário de Gaia, a Mãe-Terra, que por ser filha desta possuía também o poder de emitir oráculos[6][2]; o monstro teria perseguido Leto – mãe de Apolo – durante sua gestação para evitar o nascimento da criança. O dragão é morto por Apolo em uma caverna abaixo de Delfos[2]. Por este feito, Apolo espera receber o santuário de Gaia; devido a recusa da Mãe-Terra, o deus volta-se a Zeus, seu pai, com o intuito de persuadi-lo a conceder o santuário. Com êxito, Apolo convence Zeus e este cede a regência do templo de Delfos a Apolo[7].

Segundo outra fonte, o corpo do dragão-fêmea Python estaria em decomposição eterna na caverna em que Apolo a teria matado abaixo de Delfos[2]. Os gases emitidos por tal decomposição então escapariam da caverna por fissuras na terra, possibilitando então os transes pelos quais as Pítias seriam capazes de fazer suas previsões[2].

Em outra versão deste mito, Python é descrito como sendo uma serpente encontrada perto de Delfos, que já fora encarregada – por Hera – de tomar conta do titã Tífon em sua prisão; seu poder de pronunciar oráculos teria levado Apolo a querê-lo morto, e seus restos mortais teriam sido enterrados perante o ônfalo presente no santuário de Apolo em Delfos[8].

O segundo mito a respeito de Apolo em Delfos apresenta um certo conceito de herança, no qual Apolo, sendo neto da titânida Febe (filha de Gaia), que já fora possuidora do santuário em Delfos após suceder Gaia e Têmis (deusa da lei e também filha de Gaia) neste cargo, recebe o mesmo como presente de nascimento de sua avó[9].

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