O Livro Negro do Comunismo

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O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror, Repressão é uma obra anticomunista coletiva de professores e pesquisadores universitários europeus. O livro foi editado por Stéphane Courtois, diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique ("Centro Nacional da Pesquisa Científica", CNRS), e seu lançamento ocorreu por ocasião dos 80 anos da Revolução Russa.

O Livro Negro do Comunismo faz um inventário da repressão política por parte regimes ditos marxistas-leninistas — incluindo as execuções extrajudiciais, as deportações e as crises de fome. Foi publicado originalmente em 1997, na França, sob o título Le Livre Noir du Communisme: Crimes, Terreur, Répression ("O livro negro do comunismo: crimes, terror, repressão").[1]

A introdução, a cargo do editor Stéphane Courtois, declara que "…os regimes comunistas tornaram o crime em massa uma forma de governo". Usando estimativas não oficiais, apresenta um total de mortes que chega aos 94 milhões. A estatística do número de mortes dado por Courtois é a seguinte:

O livro defende explicitamente que os regimes comunistas são responsáveis por um número maior de mortes do que qualquer outra ideologia ou movimento político, incluindo o fascismo. As estatísticas das vítimas incluem execuções, fomes intencionalmente provocadas, mortes resultantes de deportações, prisões e trabalhos forçados.

Uma lista parcial mais detalhada de alguns crimes cometidos na União Soviética durante os regimes de Lenin e Stalin descritos no livro inclui:

O livro, entre outras fontes, usou material dos ficheiros da KGB e de outros arquivos soviéticos.

Os autores

O livro, editado por Stéphane Courtois, tem como autores os seguintes académicos e especialistas europeus:

  • Stéphane Courtois, diretor de pesquisas no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS).
  • Nicolas Werth, pesquisador do Institut d'Histoire du Temps Présent (IHTP) em Paris.[2]
  • Jean-Lous Panné, especialista em movimento comunista internacional.
  • Andrzej Paczkowski, director do Instituto de Estudos Políticos da Academia Polaca das Ciências e um membro da comissão arquivadora do Ministério Polaco dos Assuntos Internos.
  • Karel Bartošek (1930-2004), historiador checo e investigador no IHTP.
  • Jean-Lous Margolin, pesquisador da Universidade da Provença e do Instituto de Investigação do Sudeste Asiático.
  • Sylvain Boulougue, pesquisador associado do GEODE, Universidade de Paris X.
  • Pascal Fontaine, jornalista, especialista em América Latina.
  • Rémi Kauffer, especialista em história dos serviços secretos, terrorismo e operações clandestinas.
  • Pierre Rigoulet, pesquisador do Instituto de História Social.
  • Yves Santamaria, historiador.
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