Moscou
English: Moscow

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Rússia Moscovo

Moscou
Mосква (russo)

 
No sentido horário, a partir do canto superior direito: Torre do Salvador no Kremlin de Moscovo; Centro Internacional de Negócios de Moscou; Praça Vermelha; Catedral de São Basílio; Teatro Bolshoi; Universidade Estatal de Moscovo e a Catedral de Cristo Salvador
No sentido horário, a partir do canto superior direito: Torre do Salvador no Kremlin de Moscovo; Centro Internacional de Negócios de Moscou; Praça Vermelha; Catedral de São Basílio; Teatro Bolshoi; Universidade Estatal de Moscovo e a Catedral de Cristo Salvador
Bandeira de Moscovo
Bandeira
Brasão de armas de Moscovo
Brasão de armas
Apelido(s): A Terceira Roma, Primeiro Trono, Os Quarenta Fortes, Moskva City, O Porto dos Cinco Mares, A Cidade Áurea.[1]
Lema:
Врагу никогда не добиться,
чтоб склонилась твоя голова!
(do russo: O inimigo jamais conseguirá abaixar a tua cabeça!)
Moscovo está localizado em: Rússia
Moscovo
Localização de Moscovo na Rússia
Hino: Áudio)
Coordenadas55° 45' N 37° 37' E
País Rússia
SubdivisãoOblast de Moscou
Distrito federalCentral
Região econômicaCentral
Estabelecido em1147
Administração
- PrefeitoSergey Sobyanin
- LegislaturaDuma da cidade
Área
 - Total2 511 km²
População (2013)
 - Total11 979 529
GentílicoMoscovita
Informações
- Fuso horárioUTC+3
Prefixo telefónico+7 495, +7 499
Língua oficialRusso
IDH (2010)0,931 (1.º) – muito alto[2]
Código ISO 3166-2RU-MOW
Websitewww.mos.ru

Moscou (pt-BR) ou Moscovo (pt) (em russo: Москва, transl Moskva, lido MaskváAFI[mɐˈskva] (Sobre este somescutar )) é a capital, cidade e subdivisão federal mais populosa da Federação Russa. A cidade é um importante centro político, econômico, cultural, científico, religioso, financeiro, educacional e de transportes da Rússia e do continente. Moscou é a megacidade mais ao norte na Terra, a segunda cidade mais populosa da Europa, atrás de Istambul, e a sexta cidade mais populosa do mundo, ficando atrás somente de Xangai, Istambul, Pequim, Bombaim e Carachi. Sua população, de acordo com os resultados de estatísticas federais, já ultrapassou os 12 milhões.[3] Com base na lista de 2012 da Forbes, Moscou tem a segunda maior comunidade de milionários do mundo.[4]

Moscou está situada sobre o rio Moscovo, no Distrito Federal Central da Rússia europeia. No curso de sua história, a cidade serviu como capital de diversos Estados, como da Moscóvia medieval, do subsequente Czarado da Rússia e da União Soviética. Durante a Guerra Fria, Moscou foi o centro do chamado Bloco do Leste. A capital também é a sede do Kremlin, uma antiga fortaleza que é hoje a residência do presidente russo e sede do poder Executivo do governo da Rússia. O Kremlin é também um dos vários Patrimônios da Humanidade na cidade. Ambas as câmaras do Parlamento russo, a Duma e o Soviete da Federação, também estão sediadas em Moscou.

A cidade é servida por uma extensa rede de trânsito, que inclui quatro aeroportos internacionais, nove terminais ferroviários e uma das maiores redes de metrô do mundo, e que perde apenas para Tóquio em termos de número de passageiros e reconhecido como um dos marcos da cidade devido à arquitetura rica e variada de suas 185 estações.

História

Origem

Cerco a Moscou em 1382

O nome da cidade vem do rio Moscovo, um termo de origem incerta. A primeira referência à cidade data de 1147, quando Jorge I convidou o príncipe de Novgorod para a cidade de Moscou. O encontro ocorreu em 4 de abril de 1147. A cidade estava em festa, os príncipes das zonas vizinhas ofereciam presentes uns aos outros e fizeram um acordo de cooperação mútua. Nove anos mais tarde, Jorge manda construir uma muralha de madeira, que é reconstruída com frequência para garantir a proteção da cidade que crescia em meio aos conflitos entre Jorge e o príncipe de Czernicóvia. A cidade também era um ponto estratégico para os príncipes de Vladimir-Susdália, na época uma importante província. O rio Volga também tinha grande influência nas trocas comerciais entre a cidade e os restantes principados, bem como outros reinos. Prova disso são as moedas árabes encontradas na cidade.[5]

Na altura, Moscou era mais uma cidade administrativa do que comercial, dado que a população que ali vivia era sobretudo camponesa. Nos anos seguintes, a cidade viria a ter metalúrgicos e pessoas ligadas a artesões. O rio Volga, o seu ponto estratégico e a crescente populações fizeram Moscou crescer nos séculos XII e XIII.[6][5]

Rússia de Quieve e Vladimir-Susdália

Kremlin de Moscou no século XVI
Vista de Moscou no século XVII

No inverno de 1278, os mongóis capturaram a cidade e assassinaram o comandante da armada, bem como praticamente toda a população. Esses saques, ligados diretamente à história da Rússia, foram um desastre à composição do território russo. Posteriormente, os moscovitas puderam regressar às suas casas expulsando os inimigos. Contudo, ao contrário do que se passava na cidade, o resto do sul do território havia sido totalmente destruído, e muitas das cidades não se recuperaram, provocando grandes ondas de imigração para norte, onde se localizava Moscou. Isso influenciou a cidade, que viu a sua população crescer.[5]

Depois dos saques e das carnificinas provocados pelos tártaros, Moscou volta a se recuperar e, em 1327, a cidade torna-se a capital do principado de Vladimir-Suzdal. A sua boa localização em relação ao rio Volga permitiu um desenvolvimento estável, atraindo milhares de refugiados provenientes de todo o território russo devido às grandes invasões dos tártaros, estabelecendo o poderoso Estado da Moscóvia.[5]

Sob o poder de Ivan I da Rússia, Moscou substitui definitivamente Tver como o centro político de Vladimir-Suzdal. A partir daí, a cidade cresce a uma velocidade ainda maior. Ao contrário dos outros principados do mundo, a Moscóvia não era dividida em zonas para serem governadas pelos filhos, mas sim herdada inteiramente pelos descendentes. A revolta de Moscou contra a dominação estrangeira aumentava cada vez mais.[5]

Em 1380, Demétrio, príncipe de Moscou, ganhou uma importante batalha que permitiu acabar com o poder dos tártaros, a batalha de Kulikovo. Com isso, a Rússia, através de Moscou, torna-se livre de todo o domínio estrangeiro. A cidade torna-se num grande centro de poder, que, com o passar dos anos, viria a tornar-se a capital de um grande Império com grande importância mundial. Com isto, Quieve perde o seu estatuto de poder que antes tivera como Rússia de Quieve.[5]

Czarado e Império

Ver artigos principais: Czarado da Rússia e Império Russo
O incêndio de Moscou, durante a invasão francesa da Rússia em 1812

Em 1571, tártaros da Crimeia atacaram e saquearam Moscou, poupando apenas o Kremlin. O século XVII seria marcado por um grande crescimento populacional e por certas revoluções, como o fim da invasão da Polônia e Lituânia em 1612 e a revolta de Moscou em 1682. Em 1712, após Pedro, o Grande fundar São Petersburgo às margens do Neva, em 1703, Moscou perde a condição de capital. As razões foram o contato com o mar que São Petersburgo propiciava, a localização estratégica para as trocas comerciais e a própria defesa da Rússia.[5]

O ano de 1812 é, sem dúvida, a data mais conhecida da história da Rússia, pois marca a invasão das tropas de Napoleão Bonaparte. Ao saber que Napoleão chegara às fronteiras da Rússia, os moscovitas elaboraram uma emboscada previamente definida. Quando os franceses chegaram à cidade, em 14 de setembro, o seu assustador exército encontrou uma cidade abandonada e completamente queimada. Sem nada para comer e com o terrível frio russo, as tropas viram-se obrigadas a bater em retirada. A imensa maioria morreu no regresso a França, fazendo com que Napoleão fosse perseguido pelos russos. Este acontecimento é dramatizado na obra Guerra e Paz, de Leão Tolstoi, e na Abertura 1812 de Tchaikovsky, que retrata todos estes acontecimentos.[5]

União Soviética

Forças soviéticas durante a Segunda Guerra Mundial
Ver artigo principal: União Soviética

Depois da vitória, Moscou continua crescendo a um ritmo bastante elevado. Em 1918, durante a Guerra Civil, Moscou serviu de quartel-general do Exército Vermelho, com um número aproximado de 178 500 soldados. Com o grande feito da Revolução de Outubro, a cidade torna-se capital da União Soviética, em 12 de março de 1918.[5]

Em novembro de 1941, a cidade volta a ser atacada, desta vez pela Alemanha Nazi, durante a Segunda Guerra Mundial. Moscou é evacuada e decretada como campo de batalha. Ao passo que a cidade era bombardeada, eram construídos diversos armamentos para combater os tanques. Nessa altura, e devido aos riscos, o líder soviético da época, Joseph Stálin, é aconselhado a abandonar a cidade e evacuar o resto da população que lá permanecia. A proposta, entretanto, foi recusada pelo líder. Em meio à invasão, a cidade dava continuidade à construção do metrô iniciada em 1930 que, ironicamente, foi beneficiada pelos bombardeamentos, que permitiram a expansão rápida das linhas.[5]

Posteriormente, Moscou recebeu as Olimpíadas de 1980, que foram boicotados pelos Estados Unidos e outras nações ocidentais como protesto contra a Invasão soviética do Afeganistão.

Federação Russa

Em 1991, a URSS é dissolvida e, com Boris Iéltsin no poder, Moscou cresce exponencialmente. A cidade passa a ser a capital da Federação Russa, onde fica o poder central, a Duma. No fim da década de 1990, a cidade cresce, aumenta suas linhas de metrô e moderniza a sua arquitetura, gerando críticas à demolição desmedida de prédios históricos para dar lugar aos grandes arranha-céus. Moscou transforma-se numa cidade cosmopolita cheia de história, cultura e vivacidade, mas também com problemas como o crime organizado e a pobreza.[5]

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