Mesorregiões e microrregiões do Brasil

As mesorregiões e microrregiões do Brasil constituíram a divisão geográfica regional do país vigente entre 1989 e 2017, segundo a composição elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram substituídas, respectivamente, pelas regiões geográficas intermediárias e imediatas, com a revisão da divisão regional brasileira em 2017.[1]

Contexto

As mesorregiões eram uma regionalização em regiões que congregavam diversos municípios de uma área geográfica de um estado brasileiro com similaridades econômicas e sociais, dividindo-se posteriormente em microrregiões compostas de municípios limítrofes com organização espacial em comum e específica.[1][2] Segundo o IBGE, para a formação das mesorregiões foram estabelecidos como critérios: as características sociais, a geografia e a articulação espacial. Já as microrregiões adotaram como quesitos a produção econômica e a articulação.[2]

A divisão começou a ser elaborada em 1987, a fim de substituir a divisão regional em microrregiões e mesorregiões homogêneas, que foram criadas pelo IBGE em 1968 e 1976, respectivamente. A aprovação da nova configuração ocorreu durante um seminário em 22 de novembro de 1988, sendo instituída mediante a Resolução PR-51 de 31 de julho de 1989.[2] A finalidade da composição era integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.[2] Entretanto, raras eram as mesorregiões e microrregiões assim definidas. Consequentemente, os termos eram muito mais conhecidos em função de seu uso prático pelo próprio IBGE, que utilizava essa composição distribuída entre os estados para fins estatísticos e com base em similaridades econômicas e sociais.[carece de fontes?]

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