Mente

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A mente observa e interpreta a realidade

Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza[1] humana. 'Mente' é um conceito bastante utilizado para descrever as funções superiores do cérebro humano relacionadas a cognição e comportamento[2]. Particularmente aquelas funções as quais fazem os seres humanos conscientes[3], tais como a interpretação, os desejos, o temperamento, a imaginação, a linguagem, os sentidos, embora estejam vinculadas as qualidades mais inconsciente como o pensamento, a razão, a memória, a intuição, a inteligência, o arquétipo, o sonho, o sentimento, ego e superego. Por isso, o termo também descreve a personalidade e costuma designar capacidades humanas, ou mesmo, empregado para designar capacidades de seres sobrenaturais, como na expressão "A mente de Deus".

Etimologicamente, o termo vem do latim mèntem, que tem o significado de pensar, conhecer, entender, e significa também medir, visto que alguém que pensa não faz outro que medir, ponderar as ideias.[4] Os gregos utilizavam o termo nous para indicar a mente, a razão, o pensamento, a intuição.[5]

O mundo consciente e mundo subconsciente

Durante tempos o ser humano tenta explicar sua existência no mundo explorando sua própria mente. Muitos foram os pensadores, filósofos, sábios que se indagaram sobre as questões existenciais e montaram um conjunto de opiniões, sobre os propósitos humanos, dentro de várias perspectivas ora metafisica, ora cosmológica, ora filosófica, ora psicológica, ora psicanalítica.

Heráclito formou uma das correntes de sábios que buscava uma compreensão cosmológica criacional, relacionadas as naturezas do Ser e do Devir[1], que podem representar o inconsciente ( Ser ) ligado ao consciente ( Devir ). Nessa mesma vertente Platão[6] definiu o mundo inconsciente como o inteligível e o consciente como o perceptível. Contudo o mais marcante dessa posição é quanto a questão da interpretação que influenciaria nos conceitos humanos, ou seja, a interpretação do perceptível favorecida pelo inteligível, segundo Platão, está de acordo com as capacidades da mente humana. Por isso, existem várias posições sobre a realidade e a existência, desde das mais absurdas ou imaginárias até as mais céticas ou radicais e confirmam como é abrangente e abstrato o universo mente.

Spinoza na obra Ética[7] avaliou a natureza de Deus como inconsciente, enquanto Santo Agostinho atribuiu-lhe[8] onipotência, onisciência, onipresença. Isso sugere que esse dois pensadores se completam, pois considerando Deus um ser num mundo inconsciente, a onipotência, onisciência e onipresença podem representar características dessa essência metafísica. Sendo que a inconsciência não significa uma postura inconsequente, a avaliação inconsequente sobre o inconsciente humano é o que possibilita essa conclusão e também não significa necessariamente determinismo, pois o próprio determinismo numa realidade perceptível ainda é fonte de severos debates. Por isso, levantar tais discussões, associando-as ao inconsciente, desfavorece muito a interpretação humana, em razão desta limitar-se[9] a realidade.

A corrente materialista, inspirada por Karl Marx, Charles Darwin e Sigmund Freud entre outros, compreenderam uma outra visão sobre a natureza. Esta não é mais aquela que associa aspectos gerais ou subjetivos do conceito existencial (a capacidade de, o fundamento de ), muito pelo contrário, as concepções dos materialistas limitaram o significante "natureza" a um sujeito material, isso propícia ao pensador um conjunto de valores objetivos: mais fáceis de analisar, estudar, calcular e interpretar tomando como referência somente os chamados fundamentos científicos aceitos[10].Dessa maneira na consciência de Marx as ações[11] no mundo são evidências da realidade analítica, concreta e complexa; Darwin definiu um objetivo natural, provavelmente não premeditado, responsável por selecionar as espécies mais adaptadas[12]; Freud restringiu funções mentais inconscientes e abstratíssimas a simples pulsões influenciadas pelo prazer humano[13].

Jung

Com um pé no rigor científico e o outro no inconsciente humano, Carl G. Jung é o psicanalista que interpretou as funções da mente humana de uma forma mais livre, apesar da preocupação com o empirismo prático na análise de seus pacientes. Jung considerou a linguagem dos sonhos uma linguagem natural, simbólica e difícil de compreender, pois se muitos deles originam-se no inconsciente pessoal, isto é, dizem respeito a problemas cotidianos, relações interpessoais; outros, segundo sua dedução, derivavam do inconsciente coletivo e fugiam completamente da experiência de vida adulta ou infância do paciente. Por isso, não hesitava em fornecer a suas interpretações conhecimentos mitológicos, religião comparada e alquimia. Consequentemente, enquanto Freud considerava que a religião devia e podia ser substituída pela ciência; Jung discordava, pois acreditava que o homem sempre necessitaria de uma religião ou mito para dar razão a própria vida[14].

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