Louise Brooks

Louise Brooks
Louise Brooks em 1929.
Nome completoMary Louise Brooks
Outros nomesLulu, Brooksie
Nascimento14 de novembro de 1906
Cherryvale, Kansas
 Estados Unidos
Morte8 de agosto de 1985 (78 anos)
Rochester, Nova Iorque
 Estados Unidos
OcupaçãoAtriz, modelo e dançarina
Atividade1925 - 1938
CônjugeDeering Davis
(1933-1938)
A. Edward Sutherland
(1926-1928)
(inglês)

Mary Louise Brooks (Cherryvale, 14 de novembro de 1906 - Rochester, 8 de agosto de 1985), era uma atriz, modelo e dançarina norte-americana conhecida como um símbolo flapper e por popularizar o corte de cabelo liso e curto que lançou moda e se tornou um ícone dos anos 20.

Brooks é mais conhecida como a protagonista de três filmes realizados na Europa: A Caixa de Pandora (1929), Diário de Uma Garota Perdida (1929) e Miss Europe (1930); os dois primeiros feitos por G. W. Pabst. Ela estrelou dezessete filmes mudos e oito filmes falados antes de se aposentar em 1938. Brooks publicou sua auto-biografia, Lulu em Hollywood, em 1982; Três anos depois, ela morreu de ataque cardíaco aos 78 anos de idade.

Primórdios

Louise Brooks, nascida em 14 de novembro de 1906 em Cherryvale, Kansas, era filha de Leonard Porter Brooks, um advogado, que costumava estar muito ocupado com seu trabalho para disciplinar seus filhos, e Myra Rude, uma mãe artista que determinou que qualquer um dos "pirralhos que ela produziu poderiam cuidar de si mesmos".[1] Rude era uma talentosa pianista que interpretava as mais recentes canções de Debussy e Ravel para seus filhos, inspirando-os com o amor pelos livros e música. Foi assim que ela influenciou Brooks a se tornar uma dançarina, que com apenas 4 anos de idade já estava nos palcos de sua cidade.

Quando tinha nove anos de idade, um vizinho abusou sexualmente de Louise. Este acontecimento teve uma grande influência na vida e carreira de Brooks, fazendo com que ela dissesse nos seus últimos anos que ela era incapaz de sentir amor verdadeiro e que esse homem "deveria ter tido muito a ver com a formação da minha atitude em relação ao prazer sexual. Para mim, homens agradáveis, suaves e fáceis nunca foram suficientes - tinha que haver um elemento de dominação".[2] Quando Brooks finalmente contou a sua mãe do incidente, muitos anos depois, sua mãe sugeriu que deveria ter sido culpa de Louise por "provocá-lo".[3]

Brooks começou sua carreira de entretenimento como dançarina, juntando-se à primeira companhia de dança moderna dos Estados Unidos, a Denishawn Dance Company, em Los Angeles (cujos membros incluíram os fundadores Ruth St. Denis e Ted Shawn, bem como a jovem Martha Graham) em 1922, com 15 anos de idade. Em 1923, faz diversas apresentações nos Estados Unidos e Canadá, sempre com muito sucesso. Um longo conflito pessoal entre Brooks e St. Denis acabou acontecendo, o que fez St. Denis despedir abruptamente Brooks da trupe em 1924, dizendo-lhe na frente dos outros membros: "Eu estou dispensando você da companhia, porque você quer vida entregue a você em uma bandeja de prata." [4] As palavras deixaram uma forte impressão em Brooks; quando elaborou um esboço para um livro autobiográfico planejado em 1949, "A Bandeja de Prata" foi o título que ela deu ao décimo e último capítulo.[5]

Graças a sua amiga Barbara Bennett (irmã de Constance e Joan), Brooks quase que imediatamente encontrou outro emprego como menina de coro nos "Scandals" de George White, seguida de uma aparição como dançarina em destaque na edição de 1925 do Ziegfeld Follies na Broadway. Como resultado de seu trabalho no Follies, ela chamou a atenção do produtor da Paramount Pictures, Walter Wanger, que a faz assinar um contrato de cinco anos com o estúdio em 1925.[6] Ela também foi notada por Charlie Chaplin, que estava na cidade para a estréia de seu filme Em Busca do Ouro. Os dois tiveram um caso de dois meses naquele verão.[7]

Foi, sem dúvida, uma atriz à frente de seu tempo. Dona de uma beleza incomum, também era dotada de uma personalidade fortíssima e uma determinação sem igual. Numa época em que a maioria dos atores e atrizes, para ter trabalho, tornavam-se submissos e eram explorados ao máximo, mal pagos, e frequentemente nem tinham seus nomes exibidos nos créditos dos filmes, o temperamento de Louise era por demais explosivo, e ela, ao não aceitar as normas vigentes na ainda jovem Hollywood, incomodou muito aos donos de estúdios.

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