Literatura da América Latina

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A literatura da América Latina é toda literatura escrita pela comunidade latino-americana, isto é, pelos falantes nativos de espanhol, português e francês dos países da América, portanto, provenientes do México, América Central e América do Sul.[ carece de fontes?] Estas letras fundadas a partir do século XIX têm como instância de distinção o seu passado colonial. De tal maneira, a produção literária colonial é considerada fundadora nas suas relações entre diferentes matrizes culturais (indígena, africana e europeia).[ carece de fontes?]

No entanto não é considerada no conjunto da literatura da América Latina por não haver na sua estrutura a preocupação com a distinção de identidades produzidas pela emancipação política da América.[ carece de fontes?]

Autoras e autores como 1945), 1967), 1971), 1982), 1990) e Prêmio Nobel. Apesar da expressão de escritoras e escritores dentro da literatura latino-americana como 2016) Jorge Amado, Alejo Carpentier, Jorge Luis Borges, César Vallejo, Jorge Icaza, Isabel Allende e muitos outros, estes foram os poucos que ganharam a maior premiação internacional para a produção de conhecimento. [1]

Conceito

A literatura latino-americana é muito semelhante em essência às literaturas ibero-americana[ carece de fontes?] e hispano-americana[ carece de fontes?] . No entanto, é muito fácil distinguir uma da outra quando se pensa em uma como um conjunto mais abrangente que as outras.[ carece de fontes?] Esta categoria englobante deve-se a pressupostos compartilhados entre as narrativas dos diversos autores entre os séculos XIX e XX (compreende-se a narrativa em sua origem, do latim gnarus, como uma forma de relato e conhecimento do mundo, [2] não apenas reservada à criação ficcional). As relações entre literatura e cultura são estabelecidas levando em conta o conceito de transculturação: de forma geral, os movimentos de perdas, seleções, redescobrimentos e incorporações nas relações entre as culturas latino-americanas e frente às "culturas externas" (que desde escritores e críticos como José Martí, passando por José Enrique Rodó até Ángel Rama e outros foram entendidas como a matriz europeia e norte-americana), a dialética entre os valores intrínsecos e a energia criadora:

"El vocablo transculturación expresa mejor las diferentes fases proceso transitivo de una cultura a otra, porque éste no consiste solamente en adquirir una cultura, que es lo que en rigor indica la voz anglo-americana aculturación, sino que el proceso implica también necesariamente la pérdida o desarraigo de una cultura precedente, lo que pudiera decirse una parcial desculturación y, además, significa la consiguiente creación de nuevos fenómenos culturales que pudieran denominarse neoculturación" (RAMA apud ORTIZ). [3] [4]

A transculturação narrativa na América Latina teve como principais critérios ou operações transculturadoras (língua, estruturação literária e cosmovisão) de reestruturação do sistema cultural: a) Língua: As variações linguísticas dos idiomas neolatinos (português, espanhol e francês) por conta das realidades locais frente às matrizes europeias com a criação de um vocabulário próprio (e por vezes regionalista) nos diferentes contextos linguísticos, levando em conta também diferentes obras e tipos de narração (como a narração formal e a "narração popular" baseada na tradição oral). b) Estruturação literária: Como movimento comum às literaturas latino-americanas há a resistência às influências externas (o autor latino-americano como um mediador entre dois mundos desconectados: entre o 'interior-regional' e o 'externo-universal'), desta forma há um impacto modernizador já transculturado. e c) Cosmovisão: A cosmovisão que engendra as narrativas e os seus significados têm base nas influências europeias, no século XIX os modelos como a arte realista e naturalista de origem burguesa, e no século XX nas vanguardas artísticas, desta forma iniciou-se a tensão "vanguardismo-regionalismo". [4]

A literatura da América Latina se define primeiramente por um processo histórico comum, experiências compartilhadas como a colonização ibérica e francesa da América, a escravidão e o choque cultural produzido pelos contatos entre diferentes matrizes culturais. Desta maneira, formou-se um ‘’pensamento mestiço’’, entre a ocidentalização europeia e as mestiçagens. [5] Como descontinuidade radical e autonomia em relação aos colonizadores, as independências foram importantes para caracterizarem a originalidade das letras latino-americanas. [4]

A representatividade também é aqui considerada a partir da ideia de uma literatura que em relação a outras literaturas ocidentais desenvolveu uma espécie de internacionalismo em suas origens, ao mesmo tempo que passaram a ser representativas da região e do país em que foram produzidas.[ carece de fontes?] Podemos citar como exemplos: o Canto General (1950) de Pablo Neruda de maneira bastante resumida é uma história da América em poesia.[ carece de fontes?] Tanto foi um dos maiores expoentes da literatura do Chile quanto representou a região andina[ carece de fontes?] Outro exemplo interessante que podemos considerar é a obra Gabriela Cravo e Canela (1958) de Jorge Amado que expressa tanto a realidade do Brasil na Primeira República quanto a preocupação com retratar a dominação oligárquica do Nordeste brasileiro nos anos 1920.[ carece de fontes?]