Lewis Hamilton

Lewis Hamilton
Lewis Hamilton no GP da Malásia de 2016
Informações pessoais
Nome completoLewis Carl Davidson Hamilton
Nacionalidadebritânico
inglês
Nascimento7 de janeiro de 1985 (33 anos)
Stevenage, Hertfordshire
Altura1,74 m
Registros na Fórmula 1
Temporadas2007
EquipesMcLaren e Mercedes
GPs disputados215
Títulos4 (2008, 2014, 2015 e 2017)
Vitórias64
Pódios122
Pontos2730[1]
Pole positions74
Voltas mais rápidas38
Primeiro GPGP da Austrália de 2007
Primeira vitóriaGP do Canadá de 2007
Última vitóriaGP da Espanha de 2018
Último GPGP do Canadá de 2018

Lewis Carl Davidson Hamilton MBE Stevenage, 7 de janeiro de 1985) é um automobilista britânico, quatro vezes campeão mundial de Fórmula 1, nos anos de 2008, 2014, 2015 e 2017. Atualmente corre pela Mercedes.

Carreira na Fórmula 1

McLaren F1 Team

2007-2013

Hamilton venceu sua primeira corrida na categoria, em 2007 no Canadá.

No final de 2006, foi anunciado pela McLaren como o piloto da equipe para a temporada 2007, onde correria ao lado do atual bicampeão, Fernando Alonso. Em seu primeiro GP na categoria, o GP da Austrália, conseguiu um terceiro lugar. A sua primeira vitória foi no Grande Prémio do Canadá de 2007. Nesta temporada, teve problemas com seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, que acusava a equipe de favorecer o piloto britânico. Hamilton estava com o título da temporada 2007 nas mãos, porém, ele cometeu erros nas duas últimas corridas e o campeão foi Kimi Räikkönen. Mesmo com a perda do título por apenas um ponto, graças ao jogo de equipe da Ferrari em Interlagos, sua performance foi considerada acima da média para um estreante na Fórmula 1.

2008

Em janeiro de 2008, a McLaren renovou o contrato de Hamilton, estendendo-o até 2012. Nesse mesmo ano, Lewis Hamilton falou que seu sonho sempre foi pilotar uma McLaren e que pretendia fazer toda sua carreira nesta equipe.[2]

Hamilton consagrou-se campeão Mundial da temporada de 2008 ao ficar em quinto lugar no Grande Prêmio do Brasil de 2008. A disputa só foi decidida na última volta do GP do Brasil, em Interlagos, onde Hamilton, que tinha perdido a posição para Vettel, recuperou a mesma ao ultrapassar Timo Glock. Hamilton entrou para a história como o mais novo campeão de todos os tempos, aos 23 anos,[3] além de ser o primeiro negro campeão na Fórmula 1.

2009

Em 2009, após a primeira etapa da temporada, o Grande Prêmio da Austrália, Hamilton foi desclassificado por ter mentido aos comissários na reunião após a corrida. Durante as últimas voltas da corrida, o piloto da Toyota, Jarno Trulli que estava logo a frente do piloto inglês, teria perdido o controle do carro, saindo da pista e sendo ultrapassado por Hamilton, enquanto o safety car estava na pista. O inglês então abriu passagem para o italiano recuperar sua colocação ainda sob bandeira amarela. Trulli foi penalizado pelos comissários com 25 segundos. No entanto, a FIA entendeu que Hamilton não deveria ter passado Trulli.[4][5][6]

Nas etapas que vieram a seguir, com o carro limitado, Hamilton não conseguiu o mesmo desempenho da temporada anterior. A primeira vitória da temporada foi apenas na décima corrida, o Grande Prêmio da Hungria. Voltou a ganhar em Singapura, terminando a temporada em quinto lugar.

2010

Hamilton comemorando sua vitória no Grande Prêmio do Canadá de 2010.

Hamilton começou a temporada de 2010 com um terceiro lugar no Grande Prêmio do Bahrain.[7] O segundo pódio da temporada veio com o segundo lugar conquistado no Grande Prêmio da China. Após conseguir ótimas posições nas corridas na Turquia, Canadá e Europa, Hamilton se tornou o primeiro na Classificação geral. Ao final do campeonato, em 14 de novembro de 2010, de forma surpreendente, o piloto Alemão Sebastian Vettel venceu a corrida em Abu Dhabi. O piloto Inglês chegou em segundo não só na corrida, perdendo também o posto de piloto mais jovem a vencer um campeonato de fórmula 1 para o Vettel. Terminou o campeonato com 240 pontos e três vitórias.

2011

Hamilton começou a temporada com um segundo lugar no GP da Austrália, atrás de Sebastian Vettel da Red Bull,[8] apesar de ter que lidar com o assoalho danificado em sua McLaren, que segundo o piloto, estaria causando perda de pressão aerodinâmica.[9] No Grande Prémio da Malásia, se qualificou em segundo e terminou em sétimo, lutando em parte devido ao desgaste dos pneus e sendo marcados por Fernando Alonso da Ferrari, na fase final. Hamilton e Alonso receberam 20 segundos de tempo de sanções pós-corrida, que Hamilton caiu para o oitavo lugar atrás de Kamui Kobayashi, enquanto Alonso ficou em sexto.

A primeira vitória da temporada veio na China, ultrapassando o então líder da corrida Sebastian Vettel, com apenas quatro voltas restantes para o final.[10] Voltou a vencer na Alemanha.[11] No Grande Prêmio de F1 da Índia realizado em 30 de outubro, volta a ter problemas com Felipe Massa; ao tentar fazer fazer uma ultrapassagem sobre o piloto brasileiro em busca do 5° lugar, estes se colidem novamente ocasionando uma punição de Drive through ao piloto da Ferrari. No GP de Abu Dhabi, Hamilton largou em segundo, e após Vettel abandonar a corrida por conta de um pneu furado na primeira volta, Hamilton assumiu a liderança e dominou a prova até sua 3º vitória na temporada. Na última corrida do ano, no Brasil, Hamilton abandonou a corrida por conta de problemas no câmbio.

2012

O piloto inglês conquistou a primeira pole position da temporada, marcando o tempo de 1min24s922, fazendo uma "dobradinha" com o companheiro de equipe Jenson Button, que ficou em segundo.[12] No começo da prova, Jenson Button largou melhor e assumiu a ponta já na primeira curva da corrida.[13]

No final de setembro, foi anunciada a transferência de Hamilton, da McLaren para a Mercedes, para a disputa da temporada de 2013.[14][15] Segundo declarações de Martin Whitmarsh, a equipe inglesa chegou a fazer uma "proposta financeira que é melhor do que qualquer um na Fórmula 1".[16]

Mercedes AMG

2013-Presente

Hamilton pilotando durante o Grande Prêmio da Malásia de 2013.

Em 2013 fez sua estreia pela equipe Mercedes no Grande Prêmio da Austrália, terminando a prova na quinta colocação. Na etapa seguinte, no Grande Prêmio da Malásia, conquistou seu primeiro pódio pela equipe ao chegar em terceiro lugar. No Grande Prêmio da China, conseguiu sua primeira pole position.

No Grande Prêmio da Hungria, conquistou a primeira vitória pela equipe Mercedes, ficando à frente de Kimi Räikkönen e Sebastian Vettel na corrida.[17]

2014

Com o Mercedes F1 W05 afirmando-se superior a todos os concorrentes, Lewis e seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, foram os postulantes ao título mundial. Iniciou a primeira metade do campeonato em desvantagem em relação a ele, especialmente com o abandono na primeira corrida na Austrália. Entretanto, a partir da prova de Singapura, alcançou a liderança do campeonato, reação em meio a cinco vitórias consecutivas: Itália, a citada Singapura, Japão, Rússia e Estados Unidos.

Na última etapa, com pontuação dobrada em Abu Dhabi, necessitava de apenas um segundo lugar para ser campeão - em caso de vitória de Rosberg, porém venceu e obteve seu segundo título.

2015

Durante o Grande Prêmio de Mônaco a equipe anunciou a extensão de seu contrato até o fim de 2018. O piloto declarou: "Mercedes é minha casa e eu não poderia estar mais feliz por permanecer aqui por mais três anos."[18] Diferente de 2014 Hamilton liderou o campeonato desde a abertura e tornou-se campeão com antecipação de três corridas ao vencer nos Estados Unidos.

2016

Hamilton durante a corrida no Circuito de Monte Carlo em 2016.

Iniciou a temporada sendo superado largamente pelo companheiro de equipe Rosberg, que venceu as quatro primeiras provas e lhe impôs uma desvantagem de 43 pontos.[19] Na quinta etapa, na Espanha, colidiu com Rosberg duas curvas após a largada e ambos abandonaram. A direção de prova considerou incidente de corrida.[20] Na etapa seguinte, em Mônaco, venceu mas com a ajuda de Rosberg, que em ritmo mais lento, permitiu a ultrapassagem de Hamilton, e este conseguiu superar Daniel Ricciardo.[21]

Venceria a seguir Canadá, Áustria, Grã-Bretanha e Hungria, assumindo a liderança do campeonato com 192 pontos. Tornou-se, ainda, o maior vencedor do Grande Prêmio Húngaro com cinco vitórias.[22] No entanto, Rosberg obteria três vitórias consecutivas e reassumiria a liderança em Singapura.[23] Na prova seguinte, na Malásia, enquanto liderava, Rosberg recuperava-se desde a última posição após ser tocado logo após a largada. Desafortunadamente, Hamilton abandonou por quebra do motor a quinze voltas do fim. Seu rival, ao contrario, ainda alcançaria o pódio na terceira posição, ampliando a vantagem sobre Hamilton para 23 pontos.[24] A diferença subiu ainda mais - 30 pontos - no Japão, após Hamilton obter o terceiro posto e Rosberg vencer mais uma vez.

Lewis venceu as quatro últimas provas - Estados Unidos, México, Brasil e Abu Dhabi, mesmo assim, não conseguiu impedir que Rosberg - que terminaria em segundo lugar nestas mesmas provas, alcançasse o título mundial com cinco pontos de vantagem.[25]

Nesta temporada veio a superar na etapa do Brasil a marca de Alain Prost de número total de vitórias - 52, e tornou-se o segundo maior neste quesito, atrás somente de Michael Schumacher vencedor 91 vezes.[26]

2017

Em 10 de junho no treino classificatório para Grande Prêmio do Canadá, igualou o recorde de poles de seu ídolo Ayrton Senna chegando a 65 poles na carreira. Ao fim do treino classificatório que definiu a pole, Hamilton recebeu de presente da família de Ayrton como forma de homenagem pelo feito, uma réplica do capacete utilizado pelo piloto brasileiro. Com a pole conquistada Hamilton se igualou ao lado de Senna como segundo piloto a largar mais vezes na frente em toda a história, atrás apenas do alemão Michael Schumacher com 68.[27]

Em 26 de agosto, nos treinos livres para o Grande Prêmio da Bélgica igualou o recorde de Michael Schumacher chegando a 68 poles positions.[28]

No dia 2 de Setembro, nos treinos livres para o Grande Prêmio da Itália, Hamilton fez história anotando a sua pole de número 69, tornando-se assim o detentor do recorde absoluto, como o piloto com o maior número de pole positions na história da categoria, superando Michael Schumacher.[29]

No dia 29 de outubro de 2017, no Grande Prêmio do México sagrou-se tetracampeão mundial de Fórmula 1, superando o rival Sebastian Vettel. A decisão do campeonato quase foi adiada para o Grande Prêmio do Brasil, depois de uma confusão na largada envolvendo os três primeiros colocados. Na primeira curva, Max Verstappen largando em segundo conseguiu ultrapassar o pole position Sebastian Vettel, que tocou em Verstappen, Hamilton se aproveitando da confusão conseguiu ultrapassar Vettel, mas acabou sendo tocado pelo mesmo e teve o pneu traseiro direito furado. Ele e Vettel foram para os boxes, o último para trocar a asa danificada e Hamilton para trocar o pneu furado. Sebastian Vettel precisava de uma combinação de resultados para evitar que o tetracampeonato de Hamilton fosse conquistado no México, na melhor das hipóteses Vettel teria que vencer e torcer para que Hamilton recebesse a bandeirada após a quinta colocação, ou na pior delas, Vettel teria que chegar em segundo e Hamilton não poderia figurar até a nona colocação.

Sebastian Vettel chegou apenas em quarto, o que acabou não sendo suficiente para manter a luta do campeonato viva, mesmo que Hamilton terminasse sem marcar pontos. Lewis Hamilton recebeu a bandeirada quadriculada na nona colocação, sagrando-se tetracampeão mundial, e entrando para um seleto grupo de pilotos, se igualando ao próprio Sebastian Vettel e Alain Prost na lista dos campeões com quatro títulos na história da Fórmula 1. Hamilton foi campeão restando duas provas para o fim do campeonato. Max Verstappen foi o vencedor do Grande Prêmio do México.[30][31]

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