La Paz (município de Entre Ríos)

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La Paz é um município da província de Entre Ríos, Argentina. Se encontra situado ao noroeste da província, na confluência do arroio Cabayú Cuatiá com o Rio Paraná, a 512 km de Buenos Aires e a 171 de Paraná.

Tem uma população de 24.716 habitantes e uma área de 119 km².

História

A primeira menção do local é de meados do século XVIII, quando Frei Pedro José de Parras se refere a ele como Atracadeiro Cabayú Cuatiá. Na mesma época começa a aparecer nos mapas.

Em meados do século XIX ressurge a ideia de Tomás de Rocamora de fundar uma cidade no Norte entrerriano. Assim, em 1829 e por iniciativa do governador León Sola, é proposta a formação de un povoado e porto em Cabayú Cuatiá. No entanto, o projeto não se concretiza.

Finalmente, em 13 de julho de 1835 o governador Pascual Echagüe decreta que no lugar denominado Cabayú Cuatiá Grande se forme uma vila com o nome de La Paz, sob a vocação de Nossa Senhora da Paz.

Os primeiros anos são duros para a nova cidade, que é vítima das vicissitudes do conflito entre unitários e federales, assim como também das cheias do Rio Paraná.

Em 1843, já sob o governo de Justo José de Urquiza, são criados os cargos de alcalde e receptor da cidade, ocupados em primeira instância por Juan José Marquez e Damián Góngora respectivamente. Esse mesmo ano, a morte de Romano Góngora, pai de Damián e comandante do Esquadrão La Paz, permite a chegada de Antonio Exequiel Berón para substitui-lo. Este se vincula profundamente com o destino do povoado até sua morte em 1873. Por sua iniciativa foi construída a primeira capela que abriga a imagem da padroeira da cidade, logo trasladada do prédio que hoje é o salão paroquial.

Na década de 1870, a cidade se tinge de sangue. Em 1 de maio de 1873, é tomada por forças jordanistas. O Exército Argentino a recupera em 3 de agosto do mesmo ano.

Mais tarde, a criação do município traz consigo a concretização de obras e o progresso econômico e cultural, que só é interrompido em meados do século XX como consequência do isolamento dos grandes centros. As obras posteriormente realizadas em toda a Mesopotâmia argentina contribuem com seu ressurgimento.