Líbia

Disambig grey.svg Nota: Para a ninfa que deu o nome ao país, veja Líbia (mitologia).
دولة ليبيا
Estado da Líbia
Bandeira da Líbia
Brasão da Líbia
BandeiraSelo do Conselho Nacional de Transição
Hino nacional: Líbia, Líbia, Líbia
Gentílico: Líbio;
líbico[1]

Localização da Líbia

CapitalTrípoli
32°54′N 13°11′E
Cidade mais populosaTrípoli
Língua oficialÁrabe [2]
GovernoGoverno provisório
 - Presidente da Câmara dos RepresentantesAguila Saleh Issa
 - Primeiro-ministroFayez al-Sarraj (disputado)
 - Primeiro-ministroAbdullah al-Thani (disputado)
Independênciada Itália 
 - Data10 de fevereiro de 1947 
Área 
 - Total1 759 540 km² (16.º)
 FronteiraEgito, Sudão, Chade, Níger, Argélia e Tunísia
População 
 - Estimativa para 20166 411 776 [3] hab. (108.º)
 - Densidade3.55/km2

9.2/sq mi hab./km² (218.º)

PIB (base PPC)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 103,267 bilhões *[4] 
 - Per capitaUS$ 16 621[4] 
PIB (nominal)Estimativa de 2014
 - TotalUS$ 49,341 bilhões *[4] 
 - Per capitaUS$ 7 941[4] 
IDH (2017)0,706 (108.º) – elevado[5]
MoedaDinar líbio (LYD)
Fuso horárioEET (UTC+2)
Cód. Internet.ly
Cód. telef.+218

Mapa da Líbia

A Líbia [6][7][8][9][10] (em árabe: ليبيا; transl.: Lībiyā, pronunciado: ˈliːb(i)jæ ( ouvir), pronunciado em árabe líbioˈliːbjæ; em berbere: ⵍⵉⴱⵢⴰ) é um país na região do Magrebe, no Norte da África, banhada pelo mar Mediterrâneo ao norte. O país tem fronteiras com o Egito a leste, com o Sudão a sudeste, com o Chade e o Níger ao sul e com a Argélia e a Tunísia ao oeste. As três partes tradicionais do país são a Tripolitânia, a Fazânia e a Cirenaica. Com uma área de quase 1,8 milhões de quilômetros quadrados, a Líbia é o 17.º maior país do mundo.[11]

A maior cidade e capital, Trípoli, é o lar de 1,7 milhão dos 6,4 milhões de habitantes da Líbia. Em 2012 o país tinha o segundo melhor índice de desenvolvimento humano (IDH) da África e o quinto maior produto interno bruto (PIB) (em paridade do poder de compra) per capita do continente (em 2009), atrás da Guiné Equatorial, da República das Seicheles, do Gabão e do Botsuana. A Líbia tem as décimas maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e a 17.ª maior produção petrolífera.[12]

Em 2011, após uma guerra civil e uma intervenção militar internacional liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), houve o derrube e a morte do ex-líder do país, Muamar Gadafi, e o colapso de seu governo de mais de quatro décadas de duração. Como resultado, a Líbia está passando por um processo de reconstrução política e é regida sob uma constituição provisória elaborada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT).[13][14] Eleições para o Congresso Geral Nacional foram realizadas em 7 de julho de 2012 e o CNT entregou o poder à assembleia recém-eleita em 8 de agosto.[15] A assembleia nacional tem a responsabilidade de formar uma assembleia constituinte para redigir uma constituição permanente para a Líbia, que será, então, submetida a um referendo.[16]

História

Ver artigo principal: História da Líbia

Antiguidade

Ver artigos principais: Antiga Líbia e África Proconsular
Templo de Zeus na antiga colônia grega de Cirene

Antigo assentamento de povos tão díspares quanto os fenícios, os romanos e os turcos, a Líbia recebeu seu nome dos colonos gregos, no século II a.C.

Durante grande parte de sua história, a Líbia foi povoada por árabes e nômades berberes, e somente na costa e nos oásis estabeleceram-se colônias. Fenícios e gregos chegaram ao país no século VII a.C. e estabeleceram colônias e cidades. Os fenícios fixaram-se na Tripolitânia e os gregos na Cirenaica. Os cartagineses, herdeiros das colônias fenícias, fundaram na Tripolitânia uma província, e no século I a.C. o Império Romano se impôs em toda a região, deixando monumentos admiráveis (Léptis Magna).

A Líbia permaneceu sob domínio romano - organizada nas províncias de Tripolitânia e Cirenaica - até ser conquistada pelos vândalos em 455 d.C. e só foi reconquistada pelo Império Bizantino, continuador do romano, em 533-534.

Domínio islâmico e otomano

O cerco de Trípoli pelos otomanos em 1551
Ver artigo principal: Líbia otomana

Durante pouco mais de três séculos, o Califado Almóada manteve o domínio sobre a região tripolitana, enquanto a Cirenaica esteve sob o controle egípcio.

Em 1551, Solimão I, o Magnífico, incorporou a região ao Império Otomano,[17] estabelecendo o poder central em Trípoli. A autoridade turca, entretanto, mal passava da região para além da costa.

Dois séculos mais tarde, o reinado da dinastia Karamanli, que dominou Trípoli durante 120 anos, contribuiu para assentar mais solidamente as regiões de Fezã, Cirenaica e Tripolitânia, e conquistou maior autonomia, sendo apenas nominalmente pertencente ao Império Otomano, a região servia de base para corsários, o que motivou intervenção norte-americana, a primeira Guerra Berbere ocorreu entre 1801 e 1805.

Em 1835, o Império Otomano restabeleceu o controle sobre a Líbia, embora a confraria muçulmana dos sanusis tenha conseguido, em meados do século, dominar os territórios da Cirenaica e de Fezã (interior do país).

Domínio italiano

Ver artigo principal: Líbia Italiana
Soldados italianos enfrentando forças otomanas em Trípoli durante a Guerra ítalo-turca

Em 1911, sob o pretexto de defender seus colonos estabelecidos na Tripolitânia, a Itália declarou guerra ao Império Otomano e invadiu o país, fato que iniciou a Guerra Ítalo-Turca. A seita puritana islâmica dos sanusis liderou a resistência, dificultando a penetração do Exército italiano no interior. A Turquia renunciou a seus direitos sobre a Líbia em favor da Itália no Tratado de Lausana ou Tratado de Ouchy (1912). Em 1914 todo o país estava ocupado pelos italianos que, no entanto, como os turcos antes deles, nunca conseguiram afirmar sua autoridade plena sobre as tribos sanusi do interior do deserto.

Durante a Primeira Guerra Mundial, os líbios recuperaram o controle de quase todo o território, à exceção de alguns portos. Terminada a guerra, os italianos empreenderam a reconquista do país. Em 1939 a Líbia foi incorporada ao reino da Itália. A colonização não alterou a estrutura econômica do país, mas contribuiu para melhorar a infraestrutura, como a rede de estradas e o fornecimento de água às cidades.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o território líbio foi cenário de combates decisivos. Entre 1940 e 1943 houve a campanha da Líbia entre o Afrikakorps do general alemão Rommel e as tropas inglesas. Findas as hostilidades, o Reino Unido encarregou-se do governo da Cirenaica e da Tripolitânia, e a França passou a administrar Fezã. Essas nações mantiveram o país sob forte governo militar.

Independência

O rei Idris I levou o país à independência e foi o seu primeiro líder
Ver artigo principal: Reino da Líbia

Em 1 de janeiro de 1952 a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a independência da Líbia, data a partir da qual foi adotado o nome Reino Unido da Líbia. O líder religioso dos sanusis, o emir Saíde Idris Senussi, foi coroado rei com o nome de Idris I (r. 1951–1969). Depois de sua admissão na Liga Árabe, em 1953, a Líbia firmou acordos para a implantação de bases estrangeiras em seu território. Em 1954, houve a concessão de bases militares e aéreas aos norte-americanos. A influência econômica dos Estados Unidos e do Reino Unido, autorizados a manter tropas no país, tornou-se cada vez mais poderosa. A descoberta de jazidas de petróleo em 1959 constituiu no entanto fator decisivo para que o governo líbio exigisse a retirada das forças estrangeiras, o que provocou graves conflitos políticos com aquelas duas potências e com o Egito. Em 1961 tem início a exploração do petróleo.

Era Gadafi

Ver artigo principal: Era Muamar Gadafi

A Era Muamar Gadafi teve início em 1969, quando um grupo de oficiais nacionalistas, de forte alinhamento político-ideológico com o pan-arabismo, derrubou a monarquia e criou a Jamairia (República) Árabe Popular e Socialista da Líbia, muçulmana militarizada e de organização socialista. O Conselho da Revolução (órgão governamental do novo regime) era presidido pelo coronel Muamar Gadafi. O regime de Muamar Gadafi, chefe de Estado a partir de 1970, expulsou os efetivos militares estrangeiros e decretou a nacionalização das empresas, dos bancos e dos recursos petrolíferos do país. Em 1972, a Líbia e o Egito uniram-se numa Confederação de Repúblicas Árabes, que se dissolveu em 1979. Em 1984, a Líbia e o Marrocos tentaram uma união formal, extinta em 1986.

Muamar Gadafi tomou o controle do país em 1969 e o governou até a guerra civil de 2011, quando foi morto

Gadafi procurou desencadear uma revolução cultural, social e econômica que provocou graves tensões políticas com os Estados Unidos, Reino Unido e países árabes moderados (Egito, Sudão). Apoiado pelo partido único, a União Socialista Árabe, aproveitou-se da riqueza gerada pela exploração das grandes reservas de petróleo do país para construir seu poderio militar e interferir nos assuntos dos países vizinhos, como o Sudão e o Chade. O Chade foi invadido pela Líbia em 1980.

Depois da Guerra do Iom Quipur, a Líbia levou seus parceiros árabes a não exportar petróleo para os Estados que apoiaram Israel. Opôs-se à iniciativa do presidente egípcio Anwar al-Sadat, de restabelecer a paz com Israel, e participou ativamente, junto com a Síria, da chamada " frente de resistência" em 1978. Seu apoio à Organização para a Libertação da Palestina (OLP) se intensificou, e a cooperação com os palestinos se estendeu a outros grupos revolucionários de países não árabes, que receberam ajuda econômica líbia. A rejeição a Israel, as manifestações antiamericanas e a aproximação com a União Soviética, por parte da Líbia, geraram sérios conflitos na década de 1980. As relações da Líbia com os Estados Unidos se deterioraram quando, em 1982, os Estados Unidos impuseram um embargo às importações de petróleo líbio. Em resposta a vários atentados contra soldados americanos na Europa e às acusações de que o governo líbio patrocinava ou estimulava o terrorismo internacional, o presidente Ronald Reagan ordenou, em abril de 1986, um bombardeio da aviação americana a vários alvos militares em Trípoli e Bengazi, em que pereceram 130 pessoas. Gadafi, que perdeu uma filha adotiva quando sua casa foi atingida, manteve-se como chefe político, mas sua imagem internacional deteriorou-se rapidamente.

Gadafi na conferência da União Africana em 2009

Para tirar o país do isolamento diplomático, no início da década de 1990 o chefe líbio dispôs-se a melhorar o relacionamento com as potências ocidentais e com as nações vizinhas. Em 1989, a Líbia associou-se à União do Magrebe, um acordo comercial dos Estados do norte da África. Em 1991, durante a Guerra do Golfo Pérsico, a Líbia adotou uma posição moderada, opondo-se tanto à invasão do Cuaite quanto ao posterior uso da força contra o Iraque. Apesar de sua neutralidade no conflito, a Líbia se manteve sob crescente isolamento internacional até meados da década. Em 1992 os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, com a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, impuseram pesados embargos ao comércio e ao tráfego aéreo líbio, porque o governo se negava a extraditar os dois líbios suspeitos de terem colocado uma bomba num avião de passageiros norte-americano que explodiu sobre Lockerbie, na Escócia, em 1988, e matou 270 pessoas (Atentado de Lockerbie). Este tipo de sanção repetiu-se nos anos seguintes, mas Gadafi desrespeitou o bloqueio aéreo militar viajando para Nigéria e Níger, bem como enviando peregrinos a Meca em aviões de bandeira líbia.

Em 1993 a Líbia rompeu relações com o Irão, reagindo contra o crescimento do fundamentalismo islâmico. Em 1994, os líbios retiram-se do Chade. As relações de Gadafi com os palestinianos se deterioraram, à medida que estes se mostraram dispostos a negociar uma paz com Israel, e em setembro de 1995 o dirigente líbio anunciou a expulsão de 30 mil palestinianos que trabalhavam na Líbia. A medida foi suspensa depois da deportação de 1500 pessoas, e em outubro de 1996 Gadafi anunciou que estas seriam indenizadas. O regime líbio enfrentou uma crescente resistência de parte de grupos religiosos islâmicos, e em 1997 seis oficiais do exército foram fuzilados, acusados de espionagem. Tentando melhorar sua imagem internacional, Gadafi admitiu a possibilidade de conceder a extradição dos dois agentes acusados do atentado de Lockerbie, desde que não sejam julgados nos Estados Unidos ou no Reino Unido.

Revolução

Manifestações contra Muamar Gadafi em Bayda, 22 de julho de 2011

Em fevereiro de 2011, manifestações (influenciada pela chamada "Primavera Árabe") contra o governo de Muamar Gadafi (em português, e Muamar Gadafi em Libio - Árabe) provocaram a morte de dezenas de civis. Os protestos tomaram conta de boa parte do país, incluindo a capital Trípoli.[18] Em 27 de fevereiro, as diferentes facções da oposição líbia formaram o Conselho Nacional de Transição para administrar as áreas do país controladas por opositores e também para iniciar uma luta formal para derrubar o então regime líbio. Em março, a França se tornou o primeiro país a reconhecer a legitimidade da organização. Outros países logo também o fizeram.[19][20]

Utilizando de sua superioridade militar, as forças pró-Gadafi empurraram os rebeldes até a região leste da Líbia e cercaram a cidade de Bengazi, que havia se tornado o centro da rebelião.[21] Os soldados de Gadafi foram acusados de cometerem diversos crimes contra a humanidade neste meio tempo.[22] A ONU e diversas nações do mundo condenaram a violência na Líbia e exigiram uma solução pacífica.[23][24]

No dia 17 de março de 2011, o conselho de segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução 1973. Esta resolução dava autoridade a seus países membros de estabelecer uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e garantia o uso de "toda a força necessária para proteger os civis".[25] Dois dias depois, aeronaves de combate francesas, apoiados por aviões e navios americanos, bombardearam alvos militares na Líbia.[26] Em julho de 2011, o Conselho Nacional de Transição foi reconhecido pela ONU como o novo governo líbio.[27]

Em agosto, forças rebeldes, apoiadas pela OTAN, avançaram sobre a capital Trípoli.[28] A cidade caiu após 8 dias de violentos combates.[29] Militantes da oposição continuaram avançando em direção ao oeste do país, tomando várias cidades, incluindo Bani Walid. Em Sirte, onde Muamar Gadafi e suas tropas remanescentes estavam entricheirados, os rebeldes travaram uma das últimas batalhas da guerra. Depois de quase um mês de combates, a cidade caiu e o ditador acabou sendo morto.[30]

A "libertação" da Líbia foi oficialmente proclamada em 23 de outubro de 2011 (apesar de lutas sectárias ainda estavam sendo reportadas). Ao menos 30 mil pessoas foram mortas no conflito.[31] Com a derrocada de Muamar Gadafi do poder, após 40 anos de governo, e com o fim da guerra civil, o país passou a ser oficialmente uma república parlamentarista.[32]

Guerra civil

Situação militar atual
  Sob o controle do governo baseado em Tobruque e Aliados
   Sob o controle do Novo Congresso Geral Nacional e Aliados
  Sob o controle de forças locais
  Sob o controle de forças tuaregues

Em 7 de julho de 2012, os líbios votaram em suas primeiras eleições parlamentares desde o fim do regime de Gadafi. Em 8 de agosto de 2012, o Conselho Nacional de Transição entregou oficialmente o poder ao eleito Congresso Geral Nacional, que foi encarregado da formação de um governo interino e a elaboração de uma nova constituição, a ser aprovada em um referendo em geral[15]

Em 25 de agosto de 2012, no que "parece ser o ataque sectário mais flagrante " desde o fim da guerra civil, homens não identificados demoliram uma mesquita sufista com sepulturas, em plena luz do dia e no centro da capital líbia, Trípoli. Este foi a segunda destruição de um local sufista em dois dias.[33] Em 11 de setembro de 2012, o ataque de Bengazi ocorreu, quando militantes islâmicos foram capazes de atacar com sucesso o consulado estadunidense na cidade para matar o embaixador estadunidense no país, J. Christopher Stevens. Em 7 de outubro de 2012, o primeiro-ministro eleito da Líbia, Mustafa A. G. Abushagur saiu do poder[34] depois de falhar uma segunda vez em conseguir a aprovação parlamentar para um novo gabinete.[35][36] Em 14 de outubro de 2012, o Congresso Nacional Geral elegeu o advogado de direitos humanos Ali Zeidan como seu primeiro-ministro designado.[37] Zeidan foi empossado após seu gabinete ser aprovado pelo CNG.[38][39]

Em 25 de março de 2014, o governo líbio abriu o debate sobre a restauração da monarquia no país. "A restauração da monarquia é a solução que irá garantir o retorno à segurança e estabilidade. Contatos já foram feitos e estamos em contato com dignitários e chefes tribais na Líbia e também com o neto do rei Al-Senussi, o Príncipe Mohamed , que mora no exterior " , disse o ministro das Relações Exteriores da Líbia , Mohamed Abdelaziz, durante a reunião.[40] A partir de janeiro de 2014, a ilegalidade, as questões de segurança e o partidarismo regional permanecem como importante e aparentemente cada vez maior problemas para o governo interino atual do país.[41]

Em 16 de maio de 2014, o general líbio aposentado Khalifa Haftar lançou um ataque aéreo e terrestre em Bengazi, visando grupos militantes islâmicos entrincheirados dentro da cidade. Este ataque foi feito sem qualquer autorização do governo central. Em 18 de maio de 2014, em Trípoli, o edifício do parlamento foi invadido por tropas leais a Haftar,[42] no governo líbio descreveu como uma tentativa de golpe de Estado.[43]

Com a esperança de sufocar a violência e desarmar a luta pelo poder com o general Haftar, a comissão eleitoral anunciou, em 20 de maio de 2014. que eleições parlamentares seriam realizadas em 25 de junho de 2014.[44] Haftar afirma estar limpando a Líbia de elementos militantes islâmicos e terrorista que ele descreve como tendo "infectados o país". Ele proclamou a dissolução do Conselho Nacional Geral e afirma apontar para o estabelecimento de um governo eleito, sem qualquer ligação com milícias islâmicas. O movimento de Haftar foi recebido com passeatas e manifestações de apoio por milhares de cidadãos líbios em Trípoli, Bengazi e em outras cidades líbias.[45]

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