Kurt Cobain

Kurt Cobain
Kurt Cobain tocando na entrega do MTV Video Music Awards de 1992
Informação geral
Nome completoKurt Donald Cobain
Nascimento20 de fevereiro de 1967
Local de nascimentoAberdeen, em Washington
Estados Unidos
Morte5 de abril de 1994 (27 anos)
Local de morteSeattle, em Washington
nos  Estados Unidos
Gênero(s)Grunge
Rock alternativo
Punk rock
Noise rock
Ocupação(ões)Músico, compositor
Instrumento(s)Vocal, guitarra, guitarra acústica, Bateria
Modelos de instrumentosFender Stratocaster
Fender Mustang
Fender Jaguar
Fender Jag-Stang
Univox Hi-Flyer
Martin D-18E
Período em atividade19861994
Gravadora(s)Sub Pop, DGC/Geffen
Afiliação(ões)Nirvana, Fecal Matter
Firma de Kurt Cobain.svg

Kurt Donald Cobain (Aberdeen, 20 de fevereiro de 1967Seattle, 5 de abril de 1994) foi um cantor, compositor e músico norte-americano famoso por ter sido o fundador, vocalista e guitarrista da banda Nirvana.[1]

Dentre suas principais composições, o single Smells Like Teen Spirit, do segundo álbum do Nirvana, "Nevermind", foi o responsável pelo início do sucesso do grupo e do próprio Kurt, popularizando um subgênero do rock alternativo que a imprensa passou a chamar de grunge.[2] Outras bandas grunge de Seattle, como Alice in Chains, Pearl Jam e Soundgarden, ganharam também um vasto público e, como resultado, o rock alternativo tornou-se um gênero dominante no rádio e na televisão nos Estados Unidos, do início à metade da década de 1990. O Nirvana foi considerada a banda "carro-chefe da Geração X", e seu vocalista, Kurt Cobain, viu-se ungido pela mídia como porta-voz da geração, mesmo contra sua vontade.[3]

Cobain estava desconfortável com a atenção que recebeu, e colocou seu foco na música da banda, acreditando que a mensagem da banda e sua visão artística tinham sido mal-interpretadas pelo público, desafiando a audiência da banda com o seu terceiro álbum In Utero. Desde sua estreia, a banda Nirvana, com Cobain como compositor, vendeu mais de vinte e cinco milhões de álbuns nos Estados Unidos, e mais de cinquenta milhões em todo o mundo.[4][5]

Durante os últimos anos de sua vida, Cobain lutou contra o vício em heroína, doenças, depressão, fama e imagem pública, bem como as pressões ao longo da vida profissional e pessoal em torno dele próprio e de sua esposa, a cantora Courtney Love. Em 8 de abril de 1994, Cobain foi encontrado morto em sua casa em Seattle, três dias após a sua morte, vítima do que foi oficialmente considerado um suicídio por um tiro de espingarda na cabeça. As circunstâncias de sua morte, por vezes, tornam-se um tema de fascínio e debate.[2]

A vida do cantor já foi retratada de várias maneiras e diversas vezes após a sua morte, seja no cinema, em livros ou em documentários televisivos.[6] A primeira delas foi em 1998, com o documentário Kurt & Courtney. Em seguida, em 2005, foi produzido o filme Last Days, um filme de gênero drama que narrava, de forma fictícia, os últimos dias de vida de Kurt. O documentário Kurt Cobain - Retrato de uma Ausência, lançado em 2006, continha entrevistas de amigos, parentes e do próprio Cobain.[7][8] Em 2006, doze anos após a sua morte, a revista Forbes listou as treze celebridades mortas que mais lucraram nos últimos doze meses do respectivo ano. O cantor ficou em primeiro lugar na lista, com ganhos estimados em cinquenta milhões de dólares estadunidenses.[9][10] Em 2014, no seu primeiro ano elegível, o cantor, junto com seus companheiros de banda Krist Novoselic e Dave Grohl, foi admitido ao Rock and Roll Hall of Fame.[11]

Infância e juventude

Hospital Grays Harbor, em Aberdeen, em Washington, nos Estados Unidos, o local de nascimento de Kurt Cobain.

Kurt Donald Cobain nasceu em 20 de fevereiro de 1967, no Hospital Grays Harbor, em Aberdeen, em Washington,[12] filho da garçonete Wendy Elizabeth Fradenburg[13] e do mecânico automotivo Donald Leland Cobain. Seu pai era descendente de escoceses,[14] irlandeses e franceses,[15] e sua mãe, era de origem irlandesa, alemã e inglesa.[16] Os antepassados irlandeses de Cobain migraram do Condado de Tyrone, na Irlanda do Norte, em 1875.[16] Outras pesquisas descobriram que eles foram sapateiros, eram originalmente chamados de Cobane, e vieram da aldeia de Inishatieve, perto de Pomeroy, na Irlanda do Norte, e se estabeleceram em Cornwall, em Ontário, no Canadá, e depois em Washington, nos Estados Unidos.[17] Cobain teve uma irmã mais nova chamada Kimberly, nascida em 24 de abril de 1970.[13][14]

Cobain foi criado por pais da classe trabalhadora. Sua família tinha uma tradição musical: seu tio materno Chuck Fradenburg estrelou em uma banda chamada The Beachcombers; sua tia Mari Earle tocava guitarra, e tocou em bandas pelo Condado de Grays Harbor; seu tio-avô Delbert tinha uma carreira como tenor irlandês e fez uma aparição no filme King of Jazz, de 1930. Cobain foi descrito como uma criança feliz e muito criativa.[18] Seu quarto era descrito como tendo tido a aparência de um estúdio de arte,[12] onde ele desenhava seus personagens favoritos de filmes e desenhos animados, como Aquaman, o Monstro da Lagoa Negra, e os personagens da Disney, como Pato Donald, Mickey Mouse e Pluto.[19] Esse entusiasmo foi incentivado por sua avó Íris Cobain, que era uma artista profissional. Cobain começou a desenvolver um interesse pela música cedo em sua vida. De acordo com a sua tia Mari, ele começou a cantar aos dois anos de idade. Aos quatro anos, Cobain começou a cantar e tocar piano, escrevendo uma música sobre sua viagem a um parque local. Quando era novo, ouvia artistas como Ramones[20] e Electric Light Orchestra[21] e cantava músicas como "Motorcycle Song", de Arlo Guthrie, "Hey Jude", dos The Beatles, "Seasons in the Sun", de Terry Jacks, e a canção-tema do seriado The Monkees.[22]

Em fevereiro de 1976, Wendy, mãe de Kurt, pediu o divórcio, surpreendendo todos da família, inclusive Don. Stan Targus, o melhor amigo de Don, disse que "ele [Don] ficou arrasado com a ideia do divórcio". A queixa da mãe de Kurt era que o marido estava o tempo todo envolvido em esportes.[23] Kurt, na época, tinha nove anos e esse foi um evento que, conforme Kurt, teve um profundo efeito em sua vida. Sua mãe notou que sua personalidade mudou drasticamente - Cobain se tornou mais desafiador e recluso.[18][24] Em uma entrevista de 1993, ele explica:

Os pais de Cobain passaram a encontrar novos parceiros após o divórcio. Seu pai prometeu não se casar novamente; ele o fez, porém, após conhecer Jenny Westeby.[26] Os dois homens Cobain, Westeby e seus dois filhos, Mindy e James, mudaram-se para um novo lar juntos. Cobain gostava de Westeby a princípio, pois esta lhe dava a atenção materna que ele desejava.[26][27] Em janeiro de 1979, Westeby deu, à luz, Chad Cobain.[26] Esta nova família, que Cobain insistia em dizer que não era a real, estava em contraste com a atenção que Cobain recebia como filho único. Ele, logo então, começou a expressar seu ressentimento com a madrasta.[26][27] Sua mãe começou a namorar um homem que abusava dela. Cobain testemunhou a violência doméstica infligida contra ela, e houve um incidente em que ela teve que ser hospitalizada com um braço quebrado.[27][28] Wendy se recusou a dar queixa, e manteve-se completamente comprometida com a relação.[28]

A personalidade de Cobain continuou a mudar, e ele começou a se comportar insolentemente com adultos e a praticar bullying contra outro menino na escola. Eventualmente, seu pai e Westeby o levaram a um terapeuta, que concluiu que ele estava precisando de uma única família.[28] Ambos os lados da família tentaram reunir seus pais novamente, mas sem sucesso. Em 28 de junho de 1979, a mãe de Cobain concedeu a custódia total de seu filho a seu pai.[29] Mas a rebelião adolescente de Cobain logo tornou-se demais para ele, e ele acabou colocando o filho sob os cuidados de diversos amigos e familiares.

Enquanto convivia com a família cristã do seu amigo Jesse Reed, Cobain se tornou um devoto da igreja cristã e a frequentava regularmente. Cobain, depois, renunciou ao cristianismo durante o início da adolescência, engajando-se em o que seria descrito como discursos "anti-Deus". A música "Lithium" é sobre a sua experiência de vida com a família de Reed. A religião continuou a desempenhar um papel importante na vida pessoal de Cobain e em suas crenças: ele costumava utilizar imagens cristãs em seus trabalhos e manteve um interesse constante no jainismo e na filosofia budista. O nome da banda Nirvana foi tirado do conceito budista, que Cobain descreveu como "a liberdade em relação à dor, ao sofrimento e ao mundo externo", em paralelo com a ética e a ideologia do punk rock. Cobain se referiu a si mesmo tanto como um budista como um jainista em diferentes momentos de sua vida. Inclusive, assistia a documentários de televisão à noite sobre os dois assuntos.[30][31][32]

Apesar de não estar interessado em esportes, ele foi inscrito na equipe júnior de wrestling do ensino médio por insistência de seu pai. Apesar de ser qualificado, desprezou a experiência e saiu do time. Kurt perdia as lutas de propósito, só para irritar seu pai. Seu pai, mais tarde, alistou Cobain em uma equipe pequena da liga de beisebol, onde Cobain intencionalmente cometia faltas com a intenção de evitar ter que jogar.[33] Ao invés disso, Cobain estava mais interessado em arte. Ele sempre desenhava durante as aulas, incluindo objetos associados com a anatomia humana. Quando lhe deram a atribuição de desenhar uma caricatura durante um curso de arte, Cobain fez um retrato de Michael Jackson. Quando seu professor de arte lhe disse que a caricatura seria imprópria para ser exibido em um corredor da escola, Cobain fez um esboço insultante ao então presidente Ronald Reagan.[34]

Cobain fez amizade com um aluno homossexual na escola, às vezes sofrendo bullying de estudantes homofóbicos que concluíam que Cobain também era gay. Em uma entrevista, Kurt disse que gostava de ser associado a uma identidade guei, porque ele não gostava de pessoas, e as pessoas, uma vez acreditando que ele era guei, o deixavam em paz. Ele disse: "Eu comecei a ficar orgulhoso com o fato de ser guei, mesmo não o sendo". Seu amigo, uma vez, tentou beijá-lo, mas Kurt se esquivou e disse que não era guei, mas que continuaria a ser seu amigo. Em uma entrevista de 1993 para a revista LGBT The Advocate, Cobain afirmou que ele era gay "em espírito" e que "provavelmente poderia ser bissexual se não fosse casado". Ele também disse que usou spray para pintar "Deus é Gay" em picapes na área de Aberdeen. No entanto, os registros da polícia de Aberdeen mostram que, na ocasião em que foi preso, a frase foi, na realidade, "Ain't got no how watchamacallit" ("não tenho como, como se diz?").[35] Em um de seus diários pessoais, dizia: "eu não sou gay, embora eu desejasse ser, só para irritar esses homofóbicos".[36]

Segundo inúmeros colegas de Cobain e a seus familiares, o primeiro show a que assistiu foi um de Sammy Hagar e do Quarterflash no Seattle Center Coliseum, em 1983.[12][37] Cobain, no entanto, alegou que o primeiro foi um do The Melvins, uma experiência que ele escreveu abundantemente em seus diários.[38] Tal como um adolescente vivendo em Montesano, Cobain encontrou escapes através da próspera cena punk do Noroeste Pacífico, indo a shows de punk rock em Seattle. Começou a frequentar o espaço de ensaios de colegas músicos de Montesano, do The Melvins.

Durante o segundo semestre do seu segundo ano de ensino secundário, Cobain passou a viver com sua mãe em Aberdeen. Duas semanas antes da formatura, ele saiu da sua escola, a Aberdeen High School, depois de perceber que não tinha créditos suficientes para se graduar. Sua mãe lhe deu duas opções: encontrar um emprego ou ir embora. Depois de uma semana, Cobain encontrou suas roupas e outros pertences embalados em caixas de mudança.[39] Banido da casa por sua mãe, Cobain se manteve na casa de amigos e, às vezes, se escondeu no porão de sua mãe.[40] Cobain afirmou que, durante os períodos sem-teto, vivia debaixo de uma ponte sobre o rio Wishkah,[40] uma experiência que inspirou a faixa "Something in the Way" do álbum Nevermind. No entanto, o baixista do Nirvana, Krist Novoselic, disse: "Ele ficou por ali, mas você não poderia viver naquelas margens lamacentas, com a maré subindo e descendo. Aquele foi seu próprio revisionismo".[41]

No final de 1986, Cobain se mudou para um apartamento, pagando seu aluguel trabalhando no The Polynesian Resort, um resort polinésio costeiro cerca de 32 quilômetros ao norte de Aberdeen. Durante esse período, ele viajou com frequência a Olympia para assistir a apresentações de bandas de rock. Durante suas visitas a Olympia, Cobain formou um relacionamento com Tracy Marander. O casal teve um relacionamento próximo, mas, muitas vezes, tenso, com dificuldades financeiras e ausência de Cobain, quando ele saía para se divertir. Marander sustentou o casal, trabalhando na lanchonete do Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma, muitas vezes até roubando comida. Cobain passava a maior parte de seu tempo dormindo até tarde da noite, assistindo à televisão e se concentrando em projetos de arte. A insistência de Marander para que ele conseguisse um emprego influenciou Cobain a escrever "About a Girl", música que foi lançada no álbum Bleach. Acredita-se que foi Marander quem bateu a foto da capa do álbum. Ela nunca soube que "About a Girl" foi escrita sobre ela até anos após a morte de Cobain.[42]

Após Marander se separar dele, Cobain começou a namorar Tobi Vail, cantora da banda Bikini Kill, do gênero riot grrrl. Vail era uma importante produtora de fanzines punks e era adepta do "faça você mesmo". Após conhecer Vail, Cobain chegou a vomitar por estar tão sobrecarregado de ansiedade por causa de sua paixão por ela. Isso iria inspirar o verso "Love you so much it makes me sick" ("Te amo tanto que chego a ficar doente"), que aparece na canção "Aneurysm".[43] Embora Cobain considerasse Vail como sua "outra metade", seu relacionamento com ela esfriou: Cobain desejava o conforto maternal de uma relação tradicional, enquanto Vail achava que esse tipo de relação era sexista segundo os parâmetros da comunidade contracultural punk rock à qual ela pertencia. Pessoas que namoraram Vail foram descritas por sua amiga Alice Wheeler como "acessórios de moda".[44] Eles passavam a maior parte do seu tempo como um casal a discutir questões políticas e filosóficas. Em 1990, ambos colaboraram num projeto musical chamado Bathtub Is Real ("Banheira Existe Mesmo"), em que ambos cantavam e tocavam guitarra e bateria. Eles gravaram suas músicas num gravador que pertencia ao pai de Vail. No livro de Everett True de 2009 Nirvana: The Biography, Vail é citada como tendo dito:

Slim Moon comparou o som deles às "canções pop minimalistas pelas quais Olympia é famosa. Ambos cantavam; era realmente bom."[45] A experiência de Cobain com seu relacionamento com Vail iria inspirar o conteúdo lírico de várias das músicas de Nevermind. Enquanto Kurt discutia temas como o anarquismo e o punk rock com a integrante da banda Bikini Kill Kathleen Hanna, esta pintou, com um spray, "Kurt Smells Like Teen Spirit" ("Kurt cheira a Espírito Adolescente") na parede do apartamento de Kurt. Teen Spirit ("Espírito Adolescente") é o nome do desodorante que Vail usava, e Hanna, então, brincava dizendo que Cobain cheirava ao desodorante. Cobain, no entanto, não sabia do nome do desodorante, e interpretou o slogan como possuindo um significado revolucionário, que inspirou o título da música "Smells Like Teen Spirit".[46]

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