Julien Benda

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Julien Benda ( Paris, 26 de Dezembro de 1867 - ibid., 7 de Junho de 1956) foi um crítico, escritor e filósofo francês, celebrizado pela sua obra La Trahison des clercs (A Traição dos Clérigos ou, em alternativa, A Traição dos Intelectuais), de 1927.

Vida

Originário de rica família judaica, Julien Benda ficou à frente da empresa de exportação familiar até à falência desta em 1913, devendo a partir de então sobreviver da sua escrita.

Na filosofia, foi um crítico implacável das ideias de Bergson em várias obras, a primeira das quais Le Bergsonisme ou Une philosophie de la mobilité ( 1912), baseando-se nos argumentos de Descartes, Espinosa e do classicismo francês.

Politicamente, era muito difícil de rotular. Chamaram-lhe "reaccionário de esquerda", se isso significava alguma coisa. Foi dreyfusard e crítico acerado da autoritária Action française, do fascismo e do nazismo. Conservador no plano estético e considerado "anti-moderno", Benda foi um teórico da independência política e da neutralidade partidária dos intelectuais. Na sua opinião, os homens de espírito, ou clérigos, termo com que pretendeu acentuar a sua nobre missão ou clericatura (clericato), deveriam preocupar-se acima de tudo com a defesa dos valores eternos, abstractos e universais da verdade, justiça e liberdade, recusando a tentação laica das paixões de nação, raça, classe ou religião, isto é, o nacionalismo, o marxismo, o racismo, o nacionalismo judaico, a xenofobia e o militarismo. Não pregou, porém, a indiferença ou neutralidade perante as realidades da injustiça, da mentira e da opressão: o intelectual tinha o dever de descer à praça pública para tomar posição intransigente em defesa, exclusivamente, dos valores eternos e universais quando ameaçados.

No final da vida, com mais de 80 anos, Benda traiu os princípios que ele próprio propagandeara, tornando-se um apoiante da União Soviética de Stalin e dos processos políticos forjados contra opositores condenados à morte, embora nunca tivesse aderido ao comunismo.

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