José Linhares

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José Linhares
José Linhares como presidente do TSE
15Presidente do Brasil
Período29 de outubro de 1945
a 31 de janeiro de 1946
Vice-presidenteNenhum
AntecessorGetúlio Vargas
SucessorEurico Gaspar Dutra
2º Presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil
Período1 de junho de 1945
a 29 de outubro de 1945
AntecessorWaldemar Falcão
3º Presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil
Período25 de maio de 1946
a 2 de julho de 1947
SucessorLafayette de Andrada
14º Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil
Período2 de maio de 1951
a 29 de janeiro de 1956
AntecessorLaudo de Camargo
SucessorOrozimbo Nonato
12º Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil
Período26 de maio de 1945
a 31 de janeiro de 1949
AntecessorEduardo Espínola
SucessorLaudo de Camargo
Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil
Período24 de dezembro de 1937
a 29 de janeiro de 1956
AntecessorAtaulfo de Paiva
SucessorAry Franco
Dados pessoais
Nascimento28 de janeiro de 1886
Guaramiranga, Ceará
Morte26 de janeiro de 1957 (70 anos)
Caxambu, Minas Gerais
CônjugeLuzia Cavalcanti
PartidoNenhum
ProfissãoAdvogado e juiz
AssinaturaAssinatura de José Linhares
Posse de José Linhares como Presidente da República, em 31 de outubro de 1945. Mídia sob a guarda do Arquivo Nacional.

José LinharesGCC • (Guaramiranga, 28 de janeiro de 1886Caxambu, 26 de janeiro de 1957) foi um magistrado brasileiro e presidente da República durante três meses e cinco dias, de 29 de outubro de 1945 a 31 de janeiro de 1946. Foi o primeiro cearense presidente do Brasil.

Biografia

Foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal, por decreto de 16 de dezembro de 1937, na vaga decorrente da aposentadoria de Ataulfo Nápoles de Paiva, assumindo o cargo em 24 de dezembro. Assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal em 26 de maio de 1945, com a aposentadoria de Eduardo Espínola.

Exerceu a presidência da república do Brasil por convocação das Forças Armadas, como presidente do Supremo Tribunal Federal, após a derrubada de Getúlio Vargas, de 29 de outubro de 1945 a 31 de janeiro de 1946. Como não havia vice-presidente no Estado Novo e o Congresso já estava fechado há mais de sete anos, ou seja, desde o início do regime, Linhares era o primeiro da linha sucessória. Garantiu a realização das eleições, as mais livres até então.[1] A administração de Linhares ficou marcada pela criação do Fundo Rodoviário Nacional, que existiu até 1998, financiando os estados na construção de rodovias, e pelas polêmicas nomeações de parentes a cargos públicos. Linhares ganhou o apelido de "José Milhares" e gerou a expressão Os Linhares são milhares, pela quantidade de parentes que empregou.[2] Tornou-se o único a ter presidido tanto o STF quanto a República, bem como o único presidente civil que não possuiu cargo político antes ou depois do mandato.

Em 22 de agosto de 1955 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo de Portugal.[3]

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