Império Russo

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Россійская Имперія
Российская империя
Rossiyskaya imperiya

Império Russo
Flag of Oryol (variant).svg
 
Chorągiew królewska króla Zygmunta III Wazy.svg
1721 – 1917Flag of Russia.svg
FlagBrasão
BandeiraBrasão
Lema nacional
Съ нами Богъ!
S nami Bog!

(em português: "Deus Está Conosco!")
Hino nacional
"Bozhe, Tsarya khrani!"
"Боже, Царя храни!"

(em português: "Deus Salve o Czar!")


Localização de Rússia
Todos os territórios que fizeram parte do Império Russo ou que estavam sob sua esfera de influência.
ContinenteEurásia e América
RegiãoLeste Europeu, Ásia Setentrional e Alasca
CapitalSão Petersburgo
Língua oficialRusso
Outros idiomasPolonês, finlandês, sueco
ReligiãoIgreja Ortodoxa Russa
GovernoMonarquia
Absoluta
(1721–1906)
Constitucional
(1907–1917)
Monarca
 • 1721–1725Pedro I (primeiro)
 • 1894–1917Nicolau II (último)
Presidente do Conselho de Ministros
 • 1905–1906Serguei Witte (primeiro)
 • 1917Nikolai Golitsyn (último)
LegislaturaImperador exercia o poder legislativo em conjunto com o Conselho de Estado e a Duma Estatal
 - Câmara altaConselho de Estado
 - Câmara baixaDuma Estatal
História
 • 7 de maio de 1682Ascensão de Pedro I
 • 22 de outubro de 1721Proclamação de Pedro I como imperador
 • 26 de dezembro de 1825Revolta Dezembrista
 • 3 de março de 1861Reforma Emancipadora
 • 1905Revolução de 1905
 • 6 de maio de 1906Constituição
 • 15 de março de 1917Revolução de Fevereiro
 • 7 de novembro de 1917Revolução de Outubro
Área
 • 186622 800 000 km2
 • 191621 799 825 km2
População
 • 1916 est.181 537 800 
MoedaRublo
Atualmente parte de
O Império Russo usou o calendário juliano até sua dissolução. Todas as datas apresentadas estão no calendário gregoriano

Império Russo (em russo: Росси́йская Импе́рия, grafado até 1918 como Pоссiйская Имперiя), também conhecido coloquialmente como Rússia Imperial ou Rússia Czarista, para diferenciá-la da Rússia Soviética e da Rússia moderna, foi um Estado que existiu desde 1721 até que foi derrubado pela Revolução de Fevereiro em 1917.[1] Um dos maiores impérios da história da humanidade, que se estendia por três continentes, o Império Russo foi superado em massa de terra apenas pelos impérios Britânico e Mongol. A ascensão do Império Russo aconteceu em associação ao declínio de potências vizinhas rivais: o Império Sueco, a Comunidade Polaco-Lituana, a Pérsia e o Império Otomano. Ele desempenhou um papel importante entre 1812 e 1814 ao derrotar as ambições de Napoleão de controlar a Europa e se expandiu para o oeste e sul.

A Dinastia Romanov governou o Império Russo desde 1721 até 1762, e sua Alemão-descendentes ramo cadete, a Casa de Holstein-Gottorp-Romanov, governou a partir de 1762. No início do século XIX, o Império Russo se estendia do Oceano Ártico, no norte, até o Mar Negro, no sul, e do Mar Báltico, a oeste, até o Oceano Pacífico. Até 1867 o império também compreendia o Alasca na América do Norte [2] (América Russa). Com 125,6 milhões de indivíduos registrados pelo censo de 1897, tinha a terceira maior população do mundo na época, depois da China Qing e da Índia. Como todos os impérios, incluiu uma grandes disparidades econômicas, étnicas e religiosas. Houve numerosos elementos dissidentes, que lançaram numerosas rebeliões e tentativas de assassinato; eles eram observados de perto pela polícia secreta, sendo que milhares foram exilados para a Sibéria.

Economicamente, o império tinha uma base agrícola predominantemente, com baixa produtividade em grandes propriedades trabalhadas por servos (até que eles foram libertos em 1861). A economia lentamente industrializou-se com a ajuda de investimentos estrangeiros em ferrovias e fábricas. A terra era governada por uma nobreza (os boiardos) entre os séculos X e XVII e, posteriormente, por um imperador. O czar Ivan III (1462-1505) lançou as bases para o império que surgiu depois. Ele triplicou o território de seu Estado, acabou com o domínio da Horda de Ouro, renovou o Kremlin de Moscou e lançou as bases do Estado russo. O czar Pedro, o Grande (1682-1725) lutou inúmeras guerras e expandiu um já enorme império em uma grande potência europeia. Ele mudou a capital de Moscou para a nova cidade de São Petersburgo e liderou uma revolução cultural que substituiu alguns dos costumes sociais e políticos medievais e tradicionalistas por sistema moderno científico e racionalista.

Catarina, a Grande (reinou 1762-1796) governou durante uma era de ouro. Ela expandiu o Estado russo através da conquista, colonização e diplomacia, continuando a política de modernização iniciada por Pedro, o Grande. O czar Alexandre II (1855-1881) promoveu inúmeras reformas, principalmente a emancipação de todos os 23 milhões de servos em 1861. Sua política na Europa Oriental envolvia proteger os cristãos ortodoxos sob o domínio do Império Otomano. Essa conexão em 1914 levou à entrada da Rússia na Primeira Guerra Mundial ao lado de França, Reino Unido e Sérvia, contra os impérios Alemão, Austríaco e Otomano. O Império Russo funcionava como uma monarquia absoluta até a Revolução de 1905 e, em seguida, tornou-se uma monarquia constitucional. O império ruiu durante a Revolução de Fevereiro de 1917, em grande parte como resultado de falhas enormes na sua participação na Primeira Guerra Mundial.

História

Ver artigo principal: História da Rússia

Século XVIII

Pedro I (1689-1725)

Ver artigo principal: Pedro I da Rússia

Pedro I foi o primeiro imperador da Rússia e liderou o processo de modernização e ocidentalização do país.

Breve cronologia militar

  • 1695 — Falha a tentativa conquista de Azov aos Turcos
  • 1696 — Conquista Azov com forças terrestres e marítimas, o que demonstrou a importância da armada
  • 1697 — Grande embaixada, em busca de apoio político contra os turcos e conhecimentos militares
  • 1698 — Criação da primeira base naval russa em Taganrog
  • 1700 — Derrota na batalha de Narva, na Estónia contra Carlos XII da Suécia
  • 1708 — Carlos XII da Suécia invade a Rússia e derrota novamente Pedro na batalha de Lesnaya
  • 1709 — Carlos avança para a Ucrânia, onde se dá a Batalha de Poltava, terminando com a derrota definitiva de Carlos
  • 1718 — Carlos morre em batalha em Halden, Noruega
  • 1721 — Tratado de Nystad termina a Grande Guerra do Norte com a Suécia, apoderando-se de territórios que deram à Rússia o acesso ao mar Báltico

Catarina I (1725-1727)

Catarina I da Rússia, por Jean-Marc Nattier
Ver artigo principal: Catarina I da Rússia

Foi esposa de Pedro I, o grande. Permaneceu no poder de 1725 até 1727 quando morreu.

Em 1711, acompanhou o czar na campanha de Prut, contra o Império Otomano, e conta-se que salvou a vida de Pedro quando estava rodeado por um exército muito superior, sugerindo-lhe que se rendesse e utilizando as suas joias e as das suas damas para subornar o grão-vizir.

Pedro I premiou-a casando-se com ela, desta vez oficialmente, na Catedral de Santo Isaac, apesar de ele estar casado com Eudóxia Lopukhina, a quem havia encerrado num convento e com quem tinha um filho, Alexis Petrovich, que executou (diz-se que com as próprias mãos). Pedro I deu a Catarina o título de imperatriz, sendo a primeira mulher a ter este título: até então as esposas do czares era conhecidas como suas consortes. Em 1724, foi nomeada co-regente.

Durante o reinado de Pedro I foi efetuada uma profunda reforma do exército, que permitiu a pessoas sem título nobiliárquico a possibilidade de aceder ao corpo de oficiais, acabando assim com o monopólio da nobreza nesses cargos, e nomeando-os também para cargos públicos, baseando-se na competência. Assim, ao morrer o rei em 1725 designado-a sucessora, teve que fazer frente à oposição do clero e dos boiardos, que estavam contra as reformas realizadas, e à do povo que apoiava os direitos do príncipe Pedro, filho do já falecido Alexei Petrovich. A nobreza nova do círculo de Pedro I, com Menshikov à cabeça, e os seus colaboradores burgueses apoiaram-na, e a guarda proclamou-a imperatriz. Foi o início de uma época da História da Rússia caracterizada por contínuos golpes de Estado e pelo governo de favoritos.

Pedro II (1727-1730)

Pedro II
Ver artigo principal: Pedro II da Rússia

Pedro II foi o sucessor de Catarina I.

Durante o reinado de Catarina I, Pedro era muito ignorado, mas logo após a morte de Catarina, ficou claro para muitos que Pedro deveria subir ao trono o mais rápido possível . A maior parte da nação e três quartos da nobreza estavam do seu lado.

Outra pessoa também ambicionava o trono, o seu tio, imperador Carlos VI. Após um acordo entre Alexandre Danilovich Menshikov e o conde Andrei Osterman, em 18 de maio de 1727, Pedro II, de acordo com o desejo de Catarina I, foi proclamado soberano autocrata.

Com a morte de Pedro II, findaram-se os homens da dinastia Romanov. Com isso foi sucedido por Ana, sobrinha de Pedro, o grande e filha de Ivan V.

Ana (1730-1740)

Tzarina Ana Ionnonovna, 1730, por Louis Caravaque, na Galeria Tretyakov
Ver artigo principal: Ana da Rússia

Ana foi a sucessora de Pedro II.

Com a morte de Pedro II da Rússia, o Conselho Privado Russo sob o comando do príncipe Dmitri Mikhailovitch Golitzin sagrou Anna imperatriz em 1730. O conselho acreditava que Anna seria grata aos nobres por terem feito a sua fortuna, acatando todas as decisões importantes e servindo como fantoche no trono. Tentando estabelecer uma monarquia constitucional na Rússia, os nobres convenceram-na a assinar vários papéis limitando os poderes do tzar.

Mesmo assim, essas limitações mostraram-se muito pouco eficazes quando Ana estabeleceu-se como uma tzarina autoritária, usando sua popularidade com os guardas imperiais e com a nobreza de segundo escalão.

Ivan VI (1740-1741)

Ver artigo principal: Ivan VI da Rússia

Ivan VI sucedeu Ana no período de 1740-1741. Devido a sua pouca idade na época, Ernst Johann von Biron, duque da Curlândia, tornou-se regente. Com a queda de Biron (8 Novembro), a regência passou para a sua mãe, embora tenha sido o vice-chanceler Andrei Osterman que conduzia o governo.

Isabel I (1741-1761)

Ver artigo principal: Isabel da Rússia

Isabel I sucedeu Ivan VI no período de 1740 até 1761. Subiu ao trono depois de uma revolta militar que derrubou Ivan VI.

Dentre os principais pontos de seu governo, podemos citar:

  • Abolição da pena de morte
  • Estabelecimento do senado
  • Ampliação do comércio interior

Pedro III (1761)

Ver artigo principal: Pedro III da Rússia

Pedro III foi o sucessor de Isabel em 1761. Era neto de Pedro I. Foi obrigado a abdicar seis meses após subir ao trono devido a uma conspiração tramada pelo amante de sua esposa, Catarina II.

Catarina II (1761-1796)

Ver artigo principal: Catarina II da Rússia

Catarina II foi a sucessora de Pedro III. Foi imperatriz da Rússia de 1761 a 1796. Durante seu governo realizou uma ampla reforma na sociedade russa, modernizando-a. É considerada um exemplo de monarca do despotismo esclarecido. Graças a esta modernização a Rússia logrou obter grande desenvolvimento e a imperatriz, ainda que sendo da origem estrangeira, tornou-se muito popular.

Sobre sua conturbada vida amorosa, teve três amantes ( Poniatowski Estanislau II Augusto da Polônia , Orlov e Gregório Alexandrovich Potemkin durante seu governo, a principio era viúva e nunca se casou seu marido foi morto estrangulado. No inicio de seu governo era conhecida como Regicida (Regicídio)[3].

Foi assessorada pelo comandante Gregório Alexandrovich Potemkin ( que também era seu amante) a começar a intensificar o entrelaçamento entre russos e ortodoxo ( principalmente os gregos) nas terras turcas, feito inédito de um czar[4] . Não era segredo que tinha vontade de reviver o Império Bizantino sob as ruínas do Império Otomano[5]. Outro destaque interessante é a criação da Frota do Mar Negro , porto de Sebastopol e o arsenal de Kherson.

Paulo I (1796-1801)

Paulo I, por Vladimir Borovikovsky
Ver artigo principal: Paulo I da Rússia

Paulo I sucedeu Catarina II sua mãe. Seus atos enquanto governante eram conhecidos como obstinados e despóticos.

Sua condução independente dos assuntos externos da Rússia mergulhou o país primeiramente na segunda coalizão contra a França revolucionária quando em 1799 se alia com a Inglaterra e com a Áustria. Em 1801, a neutralidade armada contra a Inglaterra.

Durante o período em que esteve no poder, grande foi a insatisfação, incluindo os militares que estavam muito próximos dele no contato diário e na tomada de decisões. Por fim acabou morto numa conspiração planejada contra ele sob a liderança do general Bennigsen.

"Ele deriva acima de tudo o mais de seu desejo de desfazer o trabalho de Catarina, e de afirmar sua vontade mudando tudo, reformando tudo que ela estabelecera durante seu governo."

Nos últimos anos de sua administração foi cunhado de "O imperador demente".[6]

Dentre as suas principais medidas podemos destacar o direito a progenitura e a exclusão do direito de sucessão ao trono por parte de mulheres. Caracteriza-se pois, como extremamente despótico e machista.

Século XIX

Alexandre I (1801-1825)

Tsar Alexandre I.
Ver artigo principal: Alexandre I da Rússia

Com o sucessor de Paulo I, Alexandre I, a Rússia ocupou na Europa uma tal posição que o tzar atingira a função de chefe das guerras contra a Revolução Francesa e contra Napoleão Bonaparte. Todavia, dificilmente se poderá dizer que a luta exercida contra a hegemonia francesa fez efetivamente de Alexandre o primeiro dirigente da Europa.

Em aliança com a Áustria e a Prússia, declarou guerra a Napoleão. Napoleão por sua vez derrotou os russos e os austríacos, em Austerlitz, em 1805. Os conflitos porém duraram até 1807, quando os russos foram destroçados em Friedland. No mesmo ano pela paz de Tilsit, Alexandre abandonou a Prússia.

De 1808 a 1812 a França e o Império Russo permaneceram em paz. Em junho de 1812, os conflitos tiveram um novo início, e em 14 de setembro de 1812, o exército de Napoleão Bonaparte invadiu o Império Russo e chegou ao Kremlin.

Nicolau I (1825-1855)

Ver artigo principal: Nicolau I da Rússia

Nicolau I foi o sucessor de Alexandre I, no período de 1825 a 1855. Durante seu governo tentou eliminar os movimentos nacionalistas, perpetuar os privilégios da aristocracia e impedir o avanço do liberalismo. Também reprimiu a insurreição decembrista em 1825 e apoiou a Áustria no controle da revolta húngara de 1848, o que lhe valeu o epíteto de "o guarda da Europa".

Alexandre II (1855-1881)

Ver artigo principal: Alexandre II da Rússia

Alexandre II foi o sucessor de Nicolau I, no período de 1855 a 1881. É conhecido por suas reformas liberais e modernizantes, através das quais procurou renovar a cristalizada sociedade russa.

Podemos destacar também a decisão de em 19 de Fevereiro de 1861, de decretar o fim da servidão na Rússia. Foram libertados, ao todo, 22,5 milhões de camponeses servos - preservando-se, todavia, a propriedade dos latifúndios.

Alexandre III (1881-1894)

Ver artigo principal: Alexandre III da Rússia

Alexandre III foi o sucessor de Alexandre II no período de 1881 a 1894. Após o assassinato de Alexandre II, que tinha introduzido reformas sociais e tinha tentado aproximar a Rússia das nações ocidentais, com parlamentos e constituições, Alexandre III e seu filho Nicolau II levaram o Império Russo num sentido diferente, mais autocrático, como que tentando regressar ao despotismo, desprezando o aparelho burocrático que em sua opinião os separava do povo.

Século XX

Vista do Rio Moscou a partir do Kremlin em 1908

Nicolau II (1894 a 1917)

Ver artigo principal: Nicolau II da Rússia

Nicolau II foi o sucessor de Alexandre III no período de 1894 a 1917, sendo o último imperador da Rússia.

Primeira Guerra Mundial

Ver artigo principal: Primeira Guerra Mundial
Soldados russos indo para a Frente Oriental durante a Primeira Guerra Mundial.

Na Primeira Guerra Mundial o Império Russo uniu-se à Tríplice Entente, junto com França e Reino Unido, contra a Tríplice Aliança, formada pelo Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Reino de Itália. A Rússia tinha interesse em obter um acesso ao mar Mediterrâneo e para isso pretendia anexar, sob a justificativa de proteger povos eslavos irmãos, a península balcânica e os estreitos de Bósforo e Dardanelos, então sob domínio do Império Otomano.

O prolongamento da guerra causou sérios problemas para o país: a perda de imensos territórios, a morte de metade dos efetivos militares e a paralisação da indústria. Diante da impossibilidade de adquirir produtos industrializados, os camponeses diminuíram a produção agrícola. Os gêneros alimentícios subiram de preço e as greves aumentaram. O sistema econômico emperrou em todos os setores.

A divisão existente entre os social-democratas (socialistas), desde 1903, acentuou-se com a guerra. Alguns mencheviques (como Plekhanov, fundador do partido) apoiavam a guerra, juntamente com políticos progressistas como Kerensky, membro do partido Socialista Revolucionário. Os mencheviques de esquerda, os bolcheviques e os anarquistas eram radicalmente contrários à guerra, que só favorecia os grandes capitalistas dos países imperialistas. Lenin, Stalin, Julius Martov e outros lideraram essa posição.

A participação desastrosa na 1º guerra mundial foi suspensa em 1917 com a assinatura do Tratado de Brest-Litovsk. Entretanto, os termos do Tratado de Brest-Litovski eram humilhantes. Através deste, a Rússia abria mão do controle sobre a Finlândia, Países Bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), Polônia, Bielorrússia e Ucrânia, bem como dos distritos turcos de Ardaham e Kars, e do distrito georgiano de Batumi, antes sob seu domínio. Estes territórios continham um terço da população da Rússia, metade de sua indústria e nove décimos de suas minas de carvão.

Colapso

Domingo Sangrento, episódio ocorrido durante a Império Russo.

Devido ao autoritarismo do sistema czarista, a insatisfação popular tanto de burgueses (com a falta de autonomia política), quanto do restante da população (por estar em um estado de grande pobreza) foi criado no império o primeiro partido político baseado em ideais marxistas, em 1898: O Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR). Já antes de 1905, o Império Russo passava por uma grave crise política. Desde a emancipação dos servos (1861), o país vivia uma rápida transição do feudalismo para o capitalismo. Os servos haviam sido libertados, mas permaneciam na mesma situação de miséria. A construção da Ferrovia Transiberiana e as mudanças econômicas atraíram o capital estrangeiro e estimularam uma rápida industrialização em Moscou, São Petersburgo, Baku, bem como na Ucrânia, suscitando a formação de um operariado urbano e o crescimento da classe média. Essas classes eram favoráveis a reformas democráticas no sistema político. Entretanto, a nobreza feudal e o próprio tzar procuraram manter o absolutismo russo e sua autocracia intactos a qualquer custo. O desempenho desastroso das forças armadas russas na Guerra Russo-Japonesa (1904 - 1905) intensificou essas contradições, sendo essa derrota considerada como causa imediata da Revolução de 1905.[7]

Em 1905, houve o chamado "ensaio-geral" da revolução, onde um milhão e meio de pessoas, liderados pelo padre ortodoxo e membro da Okhrana, Gregori Gapone, marcharam em direção ao Palácio de Inverno de Nicolau II, reivindicando reforma agrária, tolerância religiosa, fim da censura , a presença de representantes do povo no governo e melhores condições de vida.[8] Os piquetes do exército perto do palácio lançaram tiros de advertência e, em seguida, dispararam diretamente contra a multidão para dispersá-la. Esse episódio ficou conhecido como o Domingo Sangrento. Em resposta a esta ação repressiva contra operários desarmados, em toda a Rússia rebentaram greves políticas de massas e manifestações sob a palavra de ordem de "Abaixo a autocracia!". Os acontecimentos de 9 de janeiro deram início à revolução de 1905-1907.[9]

Com a entrada na Primeira Guerra Mundial o império passou a sofrer de forma intensa os problemas econômicos e sociais, havendo um aumento das manifestações contra o governo, que continuava à reprimir seus opositores. Integrantes dos diversos partidos políticos como o Partido Constitucional Democrata‎, Partido Socialista Revolucionário e o POSDR, ao participarem das manifestações, convenciam soldados e camponeses dos ideais revolucionários. Até que no dia 27 de fevereiro de 1917, soldados, operários e camponeses tomam as ruas e invadem o palácio do czar Nicolau II (a Revolução de Fevereiro). Inicia-se aí um processo revolucionário que levou à Revolução de Outubro de 1917, o primeiro regime socialista da História.

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