Imigração nos Estados Unidos

Um pequeno muro que separa a densamente povoada Tijuana, no México (à direita) de San Diego, nos Estados Unidos, no setor da Patrulha Fronteiriça. Um segundo muro está sendo construído até o Oceano Pacífico.

Imigração para os Estados Unidos é o movimento internacional de indivíduos, que não possuem cidadania americana, em direção aos Estados Unidos para estudar, trabalhar e viver no país. É uma das fontes principais para o crescimento populacional e mudanças culturais durante toda a história dos Estados Unidos.

Em números absolutos, os Estados Unidos tem a maior população de imigrantes entre todos os países do mundo, somando mais de 47 milhões de pessoas em 2015.[1] Isso representava 19,1% dos 244 milhões de migrantes pelo planeta, e constituem 14,4% da população estadunidense como um todo.[2]

O impacto econômico, social e político da imigração sempre foi motivo de controvérsia, com estudos mostrando diversos efeitos na mobilidade social, crime, padrão de votos em eleições e desemprego no território dos Estados Unidos.

Muitas pesquisas mostram que, no quadro geral, a imigração para os Estados Unidos teve um impacto benéfico na economia do país. Com poucas exceções, evidências sugerem que os movimentos migratórios para a América tiveram um efeito positivo na vida econômica da população nativa, porém os efeitos do excesso de trabalhadores imigrantes não qualificados tem sobre os nativos pouco qualificados é controverso.[3][4] Estudos também mostram que a imigração para os Estados Unidos teve pouco ou nenhum impacto nos índices de criminalidade e, em alguns lugares, até ajudou a baixar o número de crimes.[5] Outras pesquisas mostram que os Estados Unidos é o país com os melhores índices de assimilação cultural de imigrantes de primeira ou segunda geração, quando comparado a outros países ocidentais.[6]

Os nativos

Um índio norte-americano.

Os nativos americanos foram os primeiros habitantes humanos das Américas, tendo chegado àquele continente durante o Pleistoceno, numa série de migrações da Sibéria para o Alasca, através de uma ponte terrestre que se teria formado onde hoje se encontra o Estreito de Bering. Povos nômades, estes primeiros imigrantes espalharam-se por todo o continente, ao longo de vários milhares de anos.

A dizimação dos povos indígenas iniciou-se pela ação dos colonizadores ingleses que ali passaram a se estabelecer no século XVII. Os índios foram obrigados a migrar para o Oeste. No século XIX, os remanescentes dos índios confrontaram-se novamente com os colonos que expandiam-se para essa região. Hoje, vivem nos EUA apenas 2,5 milhões de índios.[7]

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