Imigração árabe no Brasil

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Árabe-brasileirosBrasil

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Daniella Sarahyba.jpgGilberto Kassab 22092007.jpgTony Kanaan 2008 Indy Japan 300.jpg
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Notáveis Árabe-brasileiros::
Tasso Jereissati · Arnaldo Jabor · R. Abdenur
 · Daniella Sarahyba · G. Kassab · Tony Kanaan
 · Glauco Arbix · Geraldo Alckmin · F. Haddad
 · José Maria Alkmin · Carlos Ghosn · Luciana Gimenez Morad
População total
Regiões com população significativa
São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal [1]
Línguas
Português brasileiro, Árabe
Religiões
Cristianismo (a maioria sendo Católicos e Ortodoxos), Islã, com minorias Judias
Grupos étnicos relacionados
Outros Árabes, Brasileiros brancos

A imigração árabe no Brasil tem início com a chegada de imigrantes árabes que começaram a desembarcar no País em fins do século XIX. No início do século XX, esse fluxo imigratório cresceu e passou a se tornar importante.A maioria é de origem libanesa, enquanto o restante é, predominantemente, de origem síria. É notável, também, a presença de palestinos e jordanianos.

Os dados sobre o número de descendentes de árabes no Brasil são discrepantes. O censo nacional do IBGE não questiona a ancestralidade do povo brasileiro há várias décadas. No último censo a questionar a ancestralidade, o de 1940, 107.074 brasileiros disseram ser filhos de pai sírio, libanês, palestino, iraquiano ou árabe. Os árabes natos eram 46.105 e os naturalizados brasileiros, 5.447. O Brasil tinha 41.169.321 habitantes na época do censo, portanto árabes e filhos eram 0,38% da população do Brasil em 1940.[2] Atualmente, muitas fontes citam que milhões de brasileiros descendem de árabes. O Itamaraty afirma haver entre 7 e 10 milhões de descendentes de libaneses no Brasil.[3] Contudo, pesquisas independentes, baseadas na autodeclaração do entrevistado, encontraram números bem menores. Segundo pesquisa do IBGE de 2008, 0,9% dos brasileiros brancos entrevistados disseram ter origem familiar no Oriente Médio, o que daria cerca de um milhão de pessoas.[4] Segundo outra pesquisa, de 1999, do sociólogo, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Simon Schwartzman, somente 0,48% dos brasileiros entrevistados afirmaram ter ancestralidade árabe, percentual que, numa população de cerca de 200 milhões de brasileiros, representaria em torno de 960 mil pessoas.[5]

Histórico

No Brasil, Michel Temer foi o primeiro presidente da república a descender de árabes.

O Imperador D. Pedro II, após efetuar uma viagem diplomática ao Oriente Médio, mostrou-se fascinado pela cultura local e pela cordialidade do povo árabe. Consta que, por meio do Imperador, as primeiras levas de imigrantes árabes foram atraídas para o Brasil.[6]

Há séculos dominados pelo Império Turco-Otomano, os árabes viram na emigração uma forma de fuga da violenta dominação turca. Os turcos, de fé islâmica, perseguiam as comunidades cristãs árabes. Em fins do século XIX os árabes cristãos, em sua maioria partindo da Síria e do Líbano, passaram a se espalhar pelo mundo: os destinos principais foram a América do Norte, América do Sul – em especial, o Brasil. Mas no Brasil há árabes da Palestina, Marrocos, Egito e Iraque que vieram em decorrência de conflitos naquela região.

O Brasil era um país quase desconhecido no mundo árabe. Os imigrantes apenas sabiam que estavam indo para a América e, por muitas vezes, imaginavam estarem indo para os Estados Unidos. Ao chegar ao Brasil, muitos árabes se chocaram ao descobrir que estavam, de fato, aportando na América do Sul.

As primeiras levas significativas de imigrantes árabes começou oficialmente no Brasil por volta de 1880, com uma leva de libaneses. Calcula-se que, até o ano de 1900, chegaram ao Brasil 5.400 árabes. Os problemas socioeconômicos agravados no Oriente Médio no início do século XX fizeram crescer a emigração em direção ao Brasil: no ano de 1920 viviam no País pouco mais de 50 mil árabes.

Diferentemente de outras correntes migratórias, os sírios-libaneses, não vieram para trabalhar em lavouras, começaram a vida, em sua maioria, como mascates e com o tempo se tornavam grandes varejistas e industriais. Espalhados por todo país,se concentram em maior parte na região Sudeste, onde estão ligados ao desenvolvimento econômico de todo o mundo. [carece de fontes?]

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