Igreja Católica

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Igreja Católica Apostólica Romana
Vista do Obelisco da Praça de São Pedro e da Basílica de São Pedro, no Vaticano.
OrientaçãoCatólica
FundadorJesus, de acordo com a tradição católica
OrigemSéculo I, Terra Santa, Império Romano[1]
Sede Vaticano
Líder espiritualCoat of arms of Franciscus.svg Papa Francisco
Número de membros1,313 bilhão (2017)[2]
Número de igrejas+ 221 mil paróquias
Países em que atuaNo mundo inteiro, principalmente na América Latina, Europa Ocidental e Filipinas
Página oficialSanta Sé
LogoEmblem of the Papacy SE.svg

Igreja Católica (o termo "católico", derivado da palavra grega: καθολικός (katholikos), significa "universal", "geral" ou "referente à totalidade"[3]), chamada também de Igreja Católica Romana[4][5][6] e Igreja Católica Apostólica Romana,[7][8][9][10] é uma Igreja cristã com aproximadamente dois mil anos de existência[11] posta sob a autoridade Papal do Bispo de Roma e sucessor do apóstolo Pedro. Seu objetivo é seguir ao ensinamento e à pessoa de Jesus Cristo e de Maria, dos Santos e anjos em vista do Reino de Deus, e concede um papel nesta missão à Maria, Mãe da Igreja.[12][13] Para este fim, a Igreja Católica administra os sacramentos e prega o Evangelho de Jesus Cristo.[14] Atua também em programas sociais e instituições em todo o mundo, incluindo escolas, universidades, hospitais e abrigos, bem como administra outras instituições de caridade, que ajudam famílias, pobres, idosos e doentes.[14]

A Igreja Católica se considera a igreja estabelecida por Deus para salvar todos os homens, embora admita a possibilidade de salvação dos que não a seguem[15]. Esta ideia é visível logo no seu nome: o termo "católico" significa global em grego. Ela elaborou sua doutrina ao longo dos concílios a partir da Bíblia, comentados pelos Pais e pelos doutores da Igreja. Ela propõe uma vida espiritual e uma regra de vida aos seus fiéis inspirada no Evangelho e definida. Regida pelo Código de Direito Canónico, ela se compõe, além da sua muita bem conhecida hierarquia ascendente que vai do diácono ao Papa, de vários movimentos apostólicos, que comportam notadamente as ordens religiosas, os institutos seculares e uma ampla diversidade de organizações e movimentos de leigos.

A Igreja Católica, pretendendo respeitar a cultura e a tradição dos seus fiéis, é por isso atualmente constituída por 24 igrejas autônomas sui iuris, todas elas em comunhão completa e subordinadas ao Papa. Estas Igrejas, apesar de terem a mesma doutrina e fé, possuem uma tradição cultural, histórica, teológica e litúrgica diferentes e uma estrutura e organização territorial separadas. A Igreja Católica é muitas vezes confundida com a Igreja Católica Latina, uma das suas 24 Igrejas autônomas e a maior de todas elas[16][17][18].

Desde o dia 13 de março de 2013, a Igreja Católica encontra-se sob a liderança do Papa Francisco. O último papa antes do argentino foi o Papa Bento XVI, que abdicou do cargo no mesmo ano. Quando de sua entronização, ela contava aproximadamente com 1,2 bilhões de membros[nota 1] (ou seja, mais de um sexto da população mundial[20] e mais da metade de todos os cristãos[21]), distribuídos principalmente na Europa e nas Américas mas também noutras regiões do mundo. Sua influência na História do pensamento bem como sobre a História da arte é considerável, notadamente na Europa.

História

Ver artigo principal: História da Igreja Católica

A Igreja Católica possui mais de dois mil anos de história, sendo a mais antiga instituição ainda em funcionamento. Sua história é integrante à História do Cristianismo e a história da civilização ocidental.[22]

A palavra Igreja Católica para referir-se à Igreja Universal é utilizada desde o século I, alguns historiadores sugerem que os próprios apóstolos poderiam ter utilizado o termo para descrever a Igreja.[23] Registros escritos da utilização do termo constam nas cartas de Inácio,[24] Bispo de Antioquia, discípulo do apóstolo João, que provavelmente foi ordenado pelo próprio São Pedro.[23]

As primeiras listas de papas diziam que o segundo papa após São Pedro, foi São Lino[25] considerado sucessor do Apóstolo Pedro, interveio em outras comunidades para ajudar a resolver conflitos,[26] tais como fizeram o Papa Clemente I, Vitor I e Calixto I. Nos três primeiros séculos a Igreja foi organizada sob três patriarcas: o de Antioquia, de jurisdição sobre a Síria e posteriormente estendeu seu domínio sobre a Ásia Menor e a Grécia; o de Alexandria, de jurisdição sobre o Egito; e o de Roma, de jurisdição sobre o Ocidente.[27] Posteriormente os bispos de Constantinopla e de Jerusalém foram elevados à dignidade de patriarcas por razões administrativas.[27] O Primeiro Concílio de Niceia, em 325, considerou o Bispo de Roma como o "primus" (primeiro) entre os patriarcas, afirmando em seus quarto, quinto e sexto cânones que está "seguindo a tradição antiquíssima",[28] embora muitos interpretem esse título como o "primus inter pares" (primeiro entre iguais). Considerava-se que Roma possuía uma autoridade especial devido à sua ligação com São Pedro.[29]

Uma série de dificuldades (disputas doutrinárias e disciplinares, diferenças culturais, Concílios disputados, a evolução de ritos separados e se a posição do Papa era ou não de real autoridade ou apenas de respeito) levaram à divisão em 1054, que separou a Igreja entre a Igreja Católica no Ocidente e a Igreja Ortodoxa no Leste (Grécia, Rússia e muitas das terras eslavas, Anatólia, Síria, Egito, etc.). A esta divisão chama-se o Cisma do Oriente. A grande divisão seguinte da Igreja Católica ocorreu no século XVI com a Reforma Protestante, durante a qual se formaram muitas das atuais igrejas Protestantes, como a Igreja luterana e a Igreja reformada.

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