Ida Rubinstein

Costume projetado por Léon Bakst para Ida Rubinstein como São Sebastião

Ida Lvovna Rubinstein, em russo Ида Львовна Рубинштейн, ( Kharkov, Ucrânia, 5 de outubro de 1885Vence, 20 de setembro de 1960) foi uma atriz e dançarina russa, celebrada por sua beleza, seu senso de expressividade e audácia no palco. Era amante das belas-artes e financiou inúmeros artistas, rica que era. Bissexual assumida, ao longa de sua vida relacionou-se amorosamente com pessoas de ambos os sexos, para escândalo da época.

Biografia

Oriunda de uma rica família judia russa, muito jovem ela ficou órfã, sendo criada por parentes. Recebeu uma educação refinada, orientada para as artes, e tomou lições de teatro e de mímica.

Em 1904, aos dezenove anos, com recursos próprios, monta a peça Antígona de Sófocles, com ela no papel principal. Contemporânea e amiga de Leon Bakst e Michel Fokine, após assistir a um recital de Isadora Duncan interessa-se pela expressão corporal e passa a ter aulas de dança com este.

Casa-se em 1908 com seu primo Vladimir Horowitz e toma posse de sua herança.

Em 1908, monta um espetáculo de dança baseado em Salomé, de Oscar Wilde. Não consegue apresentá-lo por ser considerado indecente e erótico pelos censores do império (há controvérsias; alguns afirmam que a peça foi representada).

Em 1909, ingressa nos Ballets Russes de Serguei Diaghilev por indicação de Mikhail Fokine, com a peça Cleópatra, no Teatro Châtelet em Paris. Em 1910 apresenta o balé Scheherazade em Paris, contracenando com Vaslav Nijinsky. De 1909 a 1911, permanece em constantes apresentações com esta companhia.

Em 1911, separa-se dos Ballets Russes de Serguei Diaghilev, patrocinando as suas próprias produções, onde se apresenta como atriz ou dançarina em vários teatros de Paris.

No período da Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918, pouco se apresenta. Durante este tempo dedica-se a obras de caridade e presta assistência financeira aos feridos de guerra. Passa a posar como modelo, por ser bela e expressiva, para alguns artistas.

Após o término do conflito mundial ela retoma as suas atividades artísticas, voltando em 1920 a atuar na companhia de Serguei Diaghilev, com uma nova apresentação de Scheherazade. Passa a se interessar pela ópera.

Em 1928, funda a sua própria companhia, "Les Ballets Ida Rubinstein".

Em 1935 pára de atuar, ficando só com sua atividade empresarial. Ela ainda atuaria na peça "Jeanne D'arc au Bûcher" de Paul Claudel e Arthur Honegger no ano de 1938 em Basle, Suíça e no ano de 1939 em Orleães, França.

Em 1936 ela se converte ao catolicismo, em parte por influência de seus amigos Paul Claudel e Gabriele D'Annunzio.

Durante a Segunda Guerra Mundial ela se exila em Londres, onde passa a prestar assistência aos soldados da resistência francesa. Sua residência em Place des États-Unis, 7 em Paris é saqueada por forças das SS e seu acervo de arte roubado.

Após o término da guerra ela se retira da vida pública. Morreu de insuficiência cardíaca, aos setenta e cinco anos, na localidade de Vence, próximo a Nice, Riviera Francesa, onde residia.