Humano

Nota: Raça humana redireciona para este artigo. Para o conceito antropológico, veja Raças humanas. para outros usos do termo, veja Humano (desambiguação).
Como ler uma infocaixa de taxonomiaSer humano [1]
Ocorrência: Pleistoceno - Recente 0.195–0 Ma
Desenho de um macho e uma fêmea, conforme seriam vistos sem as vestimentas, Ilustração por Linda Salzman Sagan, utilizada em placas levadas pelas naves Pioneer 10 e 11
Desenho de um macho e uma fêmea, conforme seriam vistos sem as vestimentas, Ilustração por Linda Salzman Sagan, utilizada em
placas levadas pelas naves Pioneer 10 e 11
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Animalia
Sub-reino:Eumetazoa
Filo:Chordata
Subfilo:Vertebrata
Classe:Mammalia
Subclasse:Theria
Infraclasse:Eutheria
Ordem:Primates
Subordem:Haplorrhini
Infraordem:Simiiformes
Superfamília:Hominoidea
Família:Hominidae
Subfamília:Homininae
Tribo:Hominini
Subtribo:Hominina
Género:Homo
Espécie:H. sapiens
Subespécie:H. s. sapiens
Nome binomial

Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Densidade populacional no mundo
Sinónimos
ver notas [a]

Humano (taxonomicamente Homo sapiens [2][3]), termo que deriva do latim "homem sábio" [4], ser humano, ser pessoa, gente ou homem, é a única espécie animal ainda viva de primata bípede do género Homo.[5][6] A espécie surgiu há cerca de 350 mil anos na região leste da África e adquiriu o comportamento moderno há cerca de 50 mil anos.[7] Entretanto, evidências arqueológicas publicadas em 2017 sugerem que a humanidade pode ter se espalhado por todo o continente africano ainda antes, cerca de 300 mil anos atrás.[8]

Os membros dessa espécie têm um cérebro altamente desenvolvido, com inúmeras capacidades como o raciocínio abstrato, a linguagem, a introspecção e a resolução de problemas complexos. Esta capacidade mental, associada a um corpo ereto possibilitaram o uso dos braços para manipular objetos, fator que permitiu aos humanos a criação e a utilização de ferramentas para alterar o ambiente à sua volta mais do que qualquer outra espécie de ser vivo. Outros processos de pensamento de alto nível, como a auto-consciência, a racionalidade e a sapiência,[9][10][11] são considerados características que definem uma "pessoa".[12][13]

O Homo sapiens surgiu na África Oriental por volta de 300.000 anos atrás,[8] depois se espalhou para o leste do Mediterrâneo em torno de 100.000 a 60.000 anos atrás[14] e pode ter chegado na China há 80.000 anos.[15] Atualmente os seres humanos estão distribuídos em toda a Terra. Em novembro de 2011, a população humana foi estimada em cerca de 7 bilhões de indivíduos pela Organização das Nações Unidas.[16] Desde o surgimento da civilização, os humanos são uma forma dominante de vida biológica, em termos de distribuição espacial e efeitos sobre a biosfera do planeta.

Como a maioria dos primatas superiores, os seres humanos são sociais por natureza, sendo particularmente hábeis em utilizar sistemas de comunicação, principalmente verbal, gestual e escrita, para se expressar, trocar ideias e se organizar. Os humanos criaram complexas estruturas sociais compostas de muitos grupos cooperantes e concorrentes, de famílias até nações. As interações sociais entre os humanos criaram uma variedade extremamente grande de tradições, rituais, normas sociais e éticas, leis e valores, que em conjunto formam a base da sociedade humana. A cultura humana é marcada pelo apreço pela beleza e estética o que, combinado com o desejo de expressão, levou a inovações como a arte, a escrita, a literatura e a música. O Homo sapiens, como espécie, tem como característica o desejo de entender e influenciar o ambiente à sua volta, procurando explicar e manipular os fenômenos naturais através da filosofia, artes, ciências, mitologia e da religião. Esta curiosidade natural levou ao desenvolvimento de ferramentas e habilidades avançadas. O ser humano é a única espécie conhecida capaz de criar o fogo, cozinhar seus alimentos, vestir-se, além de utilizar várias outras tecnologias. Os humanos passam suas habilidades e conhecimentos para as próximas gerações e, portanto, são considerados dependentes da cultura.

Terminologia

Em latim, humanus é a forma adjetival do nome homo, traduzido como Homem (para incluir machos e fêmeas).[17]

Por vezes, em Filosofia, é mantida uma distinção entre as noções de ser humano (ou Homem) e de pessoa. O primeiro refere-se à espécie biológica enquanto que o segundo refere-se a um agente racional (ver, por exemplo, a obra de John Locke, Ensaio sobre o Entendimento Humano II 27, e a obra de Immanuel Kant, Introdução à Metafísica da Moral). Segundo a perspectiva de John Locke, a noção de pessoa passa a ser a de uma coleção de acções e operações mentais. O termo pessoa poderá assim ser utilizado para referir animais para além do Homem, para referir seres míticos, uma inteligência artificial ou um ser extraterrestre.[carece de fontes?]

No geral, a palavra pessoas é utilizada quando se quer referir a um grupo específico de indivíduos. No entanto, quando se quer referir a um grupo que possui semelhança étnica, cultural ou de nacionalidade, utiliza-se o termo povo (exemplos: povo índio, povo falante de português).[carece de fontes?]

O macho juvenil desta espécie é denominado rapaz, (no Brasil, também podendo ser usado o termo "moço"). À fêmea juvenil dá-se o nome de rapariga, (no Brasil, esse termo pode ser considerado pejorativo, sendo mais usual o termo "moça"). O termo Homem, com inicial maiúscula, é geralmente utilizado para referir o conjunto de todos os seres humanos (em contraste com homem, o macho da espécie), tal como o termo humanidade, raça humana ou gênero humano. O termo humano é utilizado como sinónimo de ser humano. Como adjectivo, o termo humano tem significância neutra, mas poderá ser utilizado para enfatizar os aspectos positivos da natureza humana e ser sinónimo de benevolência (em contraposição com o termo inumano ou desumano).[carece de fontes?]

O termo binomial Homo sapiens foi cunhado por Carl Linnaeus em seu trabalho do século XVIII Systema Naturae e também é o lectótipo do espécime.[18] O termo para o gênero Homo é uma derivação do século XVIII do latim homō ("homem"), em última instância "ser terrestre" (do latim antigo hemō).[19]

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