Homo floresiensis

Como ler uma infocaixa de taxonomiaHomo floresiensis
Ocorrência: 94–13 Ka
Homo floresiensis.jpg
Estado de conservação
Extinta (fóssil)
Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Mammalia
Subclasse:Theria
Infraclasse:Placentalia
Ordem:Primates
Subordem:Haplorrhini
Infraordem:Simiiformes
Parvordem:Catarrhini
Superfamília:Hominoidea
Família:Hominidae
Subfamília:Homininae
Género:Homo
Espécie:H. floresiensis
Nome binomial
Homo floresiensis
(Brown et. al., 2004)

Homo floresiensis é uma espécie extinta do gênero Homo e da família Hominidae' que viveu na Ilha de Flores, pertencente à Indonésia. Fósseis, incluindo um dente e mandíbula parcial, sugerem que esses membros do gênero humano chegaram à ilha indonésia cerca de 700.000 anos atrás[1][2].

Inicialmente se acreditava ter vivido até há 13 000 anos[3], no entanto, análises publicadas em 2016 revelaram que ele desapareceu cerca de 50.000 anos atrás[4]. O homem de Flores é conhecido através de um esqueleto quase completo de uma mulher, a que foi dado o nome de Hobbit, e de seis outros indivíduos em diversos estados de conservação, incluindo um punho completo. A colonização da ilha de Flores pelo homem moderno deu-se o mais tardar há cerca de 35 000 anos, o que implica que não há uma possivel interação entre H. floresiensis e H. sapiens em Flores. Os fósseis encontram-se expostos no Centro Indonésio de Arqueologia em Jacarta.[5]

Corpo

Reconstrução facial do homem-de-Flores.

A anatomia do homem de Flores mistura características de Australopithecus e Homo erectus (extintas há 1,4 milhões e 200 mil anos respectivamente) com traços do homem moderno Homo sapiens, numa combinação que intriga os cientistas. A principal característica é a altura reduzida, estimada em cerca de um metro para os indivíduos adultos (por comparação, os pigmeus da África Central medem entre 1,3 a 1,5 metros), mais ou menos o mesmo de um Australopithecus. A estrutura do crânio e da dentição assemelham-se à do Homo erectus, o que estabelece a ligação desta espécie com o Homo sapiens. As mãos são no entanto humanas, à excepção do tamanho mais reduzido, o que mostra que é uma espécie diferente do H. erectus e mais próxima do homem moderno. Pensa-se que o tamanho reduzido pode ser uma adaptação do homem de Flores a um ambiente insular confinado, à semelhança do observado noutros mamíferos como o Stegodon, um estegodonte anão.

O traço mais surpreendente do homem de Flores é a dimensão do crânio, que comporta um cérebro de apenas 380 cm³. Até esta descoberta, o volume mínimo admitido para o género Homo era de 500 cm³. Apesar do tamanho do cérebro, o homem de Flores era dotado de inteligência suficiente para produzir os instrumentos de pedra lascada encontrados junto dos ossos. Para além destas peças, o local continha restos ósseos calcinados de pequenos elefantes, roedores e outros mamíferos, que sugerem que tenham sido assados antes de comidos. A dimensão relativa de algumas destas presas com o homem de Flores mostra também que esta espécie era capaz de organizar uma caçada em grupo.

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