Guerra dos Ducados do Elba

Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde abril de 2017). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser acadêmico)
Guerra dos Ducados do Elba
Parte da Unificação Alemã
8 brigades angreb ved Dybbøl 1864.jpg
Data1 de fevereiro30 de outubro de 1864
LocalDucado de Schleswig e Jutlândia
DesfechoVitória austro-prussiana
Mudanças
territoriais
A Dinamarca cede o controle de Schleswig, Holstein e Lauenburg para a Prússia e Áustria
Combatentes
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Reino da Prússia
Flag of the Habsburg Monarchy.svg Império Austríaco
 Dinamarca
Principais líderes
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Helmuth Karl Bernhard
Flag of the Kingdom of Prussia (1803-1892).svg Friedrich von Wrangel
Flag of the Habsburg Monarchy.svg Wilhelm von Tegetthoff
Dinamarca Christian Julius de Meza
Dinamarca Georg Gerlach
Forças
No auge:
61 000 soldados
158 canhões
Reforços:
20 000 soldados
64 canhões
38 000 soldados
+ 100 canhões
Vítimas
+ 1 700 mortos, feridos ou capturados+ 1 570 mortos
+ 700 feridos
+ 3 550 capturados

A Guerra dos Ducados do Elba, também conhecida como Guerra dos Ducados, Segunda Guerra do Schleswig, Guerra Dano-Prussiana ou Guerra Dinamarquesa, foi travada em 1864 entre a Dinamarca, de um lado, e, de outro, o Reino da Prússia e o Império Austríaco, estes agindo em nome da Liga Alemã. Tal como a Primeira Guerra do Schleswig, foi travada pelo controle dos ducados do Schleswig e do Holstein, cujo status foi finalmente definido por uma partilha após a Primeira Guerra Mundial, quando o Schleswig Setentrional votou pela reunião com a Dinamarca.[1]

A Questão dos Ducados

O Schleswig era um ducado soberano (i.e., formalmente independente), de maioria dinamarquesa, vinculado à coroa da Dinamarca por uma União Pessoal e por laços feudais. Já o Holstein era um ducado soberano, de maioria alemã, que integrara o Sacro Império Romano-Germânico (e, de 1815 a 1864, a Liga Alemã), mas ligado à Dinamarca por uma União Pessoal desde o século XV. Em outras palavras, o rei da Dinamarca era o duque do Schleswig e do Holstein, territórios governados na prática pelos dinamarqueses. O chamado Tratado de Ribe (1460) dispunha que os dois ducados não poderiam ser separados.

A extinção da linhagem real masculina da Dinamarca, com a morte do rei Frederico VII, criou para os dinamarqueses o problema de como manter o seu controle sobre o Schleswig-Holstein, cobiçado por advogados da unificação Alemã (as regras sucessórias dos ducados - que adotavam a lei sálica - diferiam das dinamarquesas em caso de inexistência de herdeiro varão).

Em seguida à agitação causada pelas Revoluções de 1848 (e com a questão sucessória dos ducados em mente), Frederico promulgou uma constituição democrática comum à Dinamarca e ao Schleswig, provocando um movimento separatista nos ducados, apoiado pela Prússia, que levou à eclosão da Primeira Guerra do Schleswig (1848 - 1851).

As grandes potências europeias, interessadas em conter a Prússia, pressionaram-na a acatar em 1852 os termos da convenção de Londres de 1850, pela qual Reino Unido, França, Rússia e Noruega-Suécia reafirmavam a integridade da Dinamarca, que recebia de volta o Schleswig-Holstein e, pelo protocolo adicional de 1852 com a Áustria e a Prússia, comprometia-se a não criar com o Schleswig laços mais estreitos do que os deste com o Holstein.

Com a subida dos liberais ao poder em Copenhague, o rei Cristiano IX foi persuadido a assinar em 18 de novembro de 1863 uma nova constituição conjunta com o Schleswig, o que contrariava o disposto no protocolo de 1852 e veio a ser o pretexto para que a Prússia e a Áustria interviessem militarmente contra a Dinamarca.

En otros idiomas
Bahasa Indonesia: Perang Schleswig Kedua
lietuvių: Danijos karas
Bahasa Melayu: Perang Schleswig Kedua
norsk nynorsk: Den dansk-tyske krigen
中文: 普丹战争