Guerra contra Artigas

Guerra contra Artigas
Parte da(o) Questão do Prata
Tropas brasileiras 1825.jpg
"Revista das Tropas Destinadas a Montevidéu na Praia Grande" em 7 de Junho de 1816, aquarela de Jean-Baptiste Debret
Data1816 - 1820
LocalSul do Brasil e Uruguai
DesfechoIncorporação do Uruguai ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
Combatentes
Flag of the United Kingdom of Portugal, Brazil, and the Algarves.svg Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves

Apoiados por:
Flag of Argentina (alternative).svg Províncias Unidas do Rio da Prata

Flag of Artigas.svg Liga dos Povos Livres
Principais líderes
Flag of the United Kingdom of Portugal, Brazil, and the Algarves.svg João VI de Portugal
Flag of the United Kingdom of Portugal, Brazil, and the Algarves.svg Carlos Federico Lecor
Flag of the United Kingdom of Portugal, Brazil, and the Algarves.svg Joaquim Xavier Curado
Flag of the United Kingdom of Portugal, Brazil, and the Algarves.svg Francisco das Chagas Santos
Flag of the United Kingdom of Portugal, Brazil, and the Algarves.svg José de Abreu
Flag of the United Kingdom of Portugal, Brazil, and the Algarves.svg Marquês de Alegrete
Flag of Artigas.svg José Artigas
Flag of Artigas.svg Fructuoso Rivera
Flag of Artigas.svg Fernando Otorgués
Flag of Artigas.svg Andrés Guazurary

A Guerra contra Artigas, também conhecida como Invasão Portuguesa de 1816, Segunda Invasão Portuguesa,[1] Primeira Guerra Cisplatina[2] ou Invasión Luso-Brasileña (nos países hispanófonos), é o nome que os historiadores dão ao conflito armado que houve entre 1816 e 1820 nos atuais territórios da República Oriental do Uruguai, da Mesopotâmia argentina e do Sul do Brasil e que teve, como resultado, a anexação da Banda Oriental ao Reino do Brasil sob o nome de Província da Cisplatina.

Os beligerantes foram, de um lado, os orientais artiguistas liderados pelo caudilho José Gervasio Artigas e alguns outros caudilhos que compunham a Liga Federal, e, do outro, as tropas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves comandadas por Carlos Frederico Lecor.

Na frente naval, o conflito desenrolou-se principalmente na região do Rio da Prata e litoral argentino, para se estender mundialmente, visto que os corsários artiguistas desembarcaram em possessões portuguesas e espanholas na Europa, África e Caribe.

1ª Campanha contra Artigas

Em 30 de março de 1816, desembarcou no Rio de Janeiro a Divisão de Voluntários Reais do Príncipe, proveniente de Portugal e constando de duas brigadas, cada uma com dois batalhões de infantaria, um corpo de cavalaria e artilharia. Entre seus oficiais, estavam o comandante Carlos Frederico Lécor, Francisco Homem de Magalhães Pizarro, Francisco de Paula Massena Rosado e Jorge de Avilez Zuzarte de Sousa Tavares, todos veteranos da Guerra Peninsular.[2]

Logo após sua chegada, iniciou-se a mobilização do resto das tropas portuguesas para a invasão do Uruguai. Pelo litoral, embarcou a Divisão de Voluntários Reais em 12 de junho de 1816 para Santa Catarina,[2] enquanto as tropas da fronteira do Rio Pardo defenderiam as linhas dos rios Uruguai e Quaraí.

A guerra iniciou em 28 de agosto de 1816, quando as tropas portuguesas, comandadas por Araújo Correia, atacaram a Fortaleza de Santa Tereza, que se rendeu depois de fraca resistência.[3] Enquanto isto, o Rio Grande do Sul foi invadido por Artigas por Santana do Livramento e São Borja.[2] Francisco das Chagas Santos comandou a resistência em São Borja, atacada em 20 de setembro.[2] Apoiado por José de Abreu, venceu a Batalha de São Borja, derrotando André Artigas definitivamente em 3 de outubro.[2]

Em meados de outubro de 1816, Lecór invadiu o Uruguai, repelindo sem dificuldade a reação nos combates de Índia Muerta e Casupá.[2] Depois das batalhas de Sant'Anna, Carumbé, Ibiraocaí e Arapeí, Artigas foi derrotado na Batalha de Catalão, em 4 de janeiro de 1817.

Ao mesmo tempo, a Divisão de Voluntários Reais chegava a Maldonado, entrando em Montevidéu 16 dias depois, em 20 de Janeiro de 1817, sem encontrar resistência, encerrando, desta forma, a primeira fase da guerra.[3] Com isso, Portugal, depois de 40 anos, colocava os limites do Brasil no Rio da Prata.