Glândula salivar

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Glândula salivar
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Glândulas salivares: Nº1 é a glândula parótida, nº2 é a glândula submandibular, nº3 é a glândula sublingual
Latimglandulae salivariae
MeSHSalivary+Glands

As glândulas salivares localizam-se no interior e também em torno da cavidade bucal tendo como objetivo principal a produção e secreção da saliva.

Desenvolvimento

Uma glândula salivar origina-se como um espessamento focal do epitélio bucal que cresce para o ectomesênquima subjacente, para formar um pequeno broto conectado à superfície por um cordão epitelial. Ao mesmo tempo, células do ectomesênquima condensam-se em torno desse broto, sendo tal fase do desenvolvimento semelhante à de um broto dentário em formação. O bulbo epitelial fende-se, a seguir, para formar um ou mais novos broto, processo que se continua, constituindo várias gerações e ramificações hierárquicas da glândula. Como no desenvolvimento de dente, o estomesênquima tem papel significativo no desenvolvimento das glândulas salivares, tanto na morfogênese quanto na citodiferenciação da glândula.Vários experimentos de recombinação têm mostrado que a presença do ectomesênquima do primeiro arco é essencial ao completo desenvolvimento da glândula. Por exemplo, se o mesênquima de outra glândula que não seja salivar for combinado com o epitélio de uma glândula salivar, o epitélio será mantido, mas não se diferenciará em um epitélio glandular. Entretanto, quando o ectomesênquima da glândula é combinado com epitélio pancreático, as células glandulares pancreáticas se diferenciam. Tais resultados indicam, novamente, a delicada interação entre epitélio e mesênquima durante o desenvolvimento. No caso das glândulas salivares, o local da fenda do broto é determinado pela contração dos microfilamentos nas células epiteliais, mas a deposição ordenada de colágeno dos tipos I, III e IV, de laminina e de proteoglicanas adjacentes às células epiteliais é, também, necessária para que ocorra a posterior divisão do broto.

O desenvolvimento de um lúmen no interior do referido epitélio ramificado ocorre primeiro na extremidade distal do cordão principal e dos seus ramos, em seguida na extremidade proximal e, finalmente, na porção do cordão principal. A completa formação do lúmen tubular ocorre antes na árvore ductal e depois nos brotos terminais. Não se sabe o que determina a formação do lúmen; entretanto, sabe-se que ele não se forma, como havia sido sugerido, por um afastamento das células devido ao aumento de produtos de secreção a partir das porções terminais em desenvolvimento, pois, nessa época, nem as células estão formadas, nem se encontra estabelecido o processo de morte celular programada (apoptose).

Os brotamentos terminais, à medida que o lúmen começa a aparecer, subdividem-se em uma série de unidades constituídas por duas camadas celulares, denominadas sáculos terminais ou porções terminais. É no interior dos sáculos terminais que as unidades secretoras se desenvolvem. As células da camada mais interna diferenciam-se em tipos variados de células secretoras, e algumas das células da camada externa formam as células mioepiteliais. O componente epitelial das glândulas salivares (parênquima) é frequentemente comparado a um cacho de uvas, constituindo o sistema de ductos o caule, e as porções terminais as uvas. Contudo, diferentemente de um cacho de uvas, a glândula salivar apresenta, também, um componente de tecido conjuntivo que diminui rapidamente, à medida que o parênquima se expande (as porções terminais sozinhas eventualmente ocupam mais de 90% da glândula); por isso, cada porção terminal e cada ducto permanecem sustentados por um tênue componente de tecido conjuntivo que carreia vasos sanguíneos e nervos. O tecido conjuntivo dispõe-se, no final do processo, sob a forma de uma cápsula e septos que dividem a glândula em lobos e lóbulos.

Desconhece-se o processo que determina a diferenciação dos tipos celulares que vão formar a porção terminal.

Pouco se sabe sobre o desenvolvimento do suprimento sanguíneo das glândulas salivares. O suprimento nervoso é feito tanto pelo simpático quanto pelo parassimpático, e a inervação parece ser necessária, para que ocorra a diferenciação funcional da glândula. A inervação simpática é relacionada à diferenciação assinar, e a parassimpática, ao crescimento total.

As glândulas parótidas começam a se desenvolver entre a quarta e sexta semanas de vida embrionária; as submandibulares, na sexta; as sublinguais e as glândulas salivares menores, entre a oitava e a 12 semanas. Pelo fato de a cápsula de glândula salivar ser o último componente da glândula a se diferenciar, não é raro encontrar vestígios de tecido salivar no interior dos ossos faciais, quando ocorre excessiva proliferação epitelial.

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