Gagaku

Gagaku (雅楽, gagaku?, música e danças da antiga corte imperial,[1] lit. "música elegante") é um tipo de música clássica japonesa que foi apresentada na Corte Imperial em Quioto por vários séculos. Ela consiste de três repertórios primários:

  1. canções e dança religiosa e folclórica nativa xintoísta, chamadas de kuniburi no utamai
  2. Uma forma goguryeo e da Manchúria, chamada de komagaku (em homenagem a Koma, um dos Três Reinos)
  3. Uma forma da China e sul da Ásia (especificamente dinastia Tang), chamada de [1]

O gagaku, como o shōmyō, emprega a escala yo, uma escala pentatônica com intervalos crescentes de dois, três, dois, dois e três semitons entre os cinco tons da escala.[2]

História do gagaku

Jingu-Bugaku em Kotaijingu (Naiku), Ise, província de Mie

No século VII, o gakuso (uma cítara) e o gakubiwa (um alaúde de pescoço curto) foram introduzidos no Japão a partir da China. Vários instrumentos incluindo esses dois foram usados antigamente para tocar o gagaku.

O gagaku, a música clássica mais antiga do Japão, foi introduzido no Japão com o budismo a partir da China. Em 589, delegações diplomáticas japonesas foram enviadas para a China (durante a dinastia Sui) para aprender cultura chinesa, incluindo a música da corte chinesa, o gagaku.

O Komagaku e o togaku chegaram no sul do Japão durante o período Nara (710-794), e estabeleceram-se nas divisões básicas modernas durante o período Heian (794-1185). As performances do gagaku foram tocadas por músicos que pertenciam às guildas hereditárias. Durante o período Kamakura (1185-1333), o domínio militar era imposto e o gagaku era apresentado nas casas da aristocracia, mas raramente na corte. Nessa época, havia três guildas baseadas em Osaka, Nara e Quioto.

Devido à Guerra de Ōnin, uma guerra civil de 1467 a 1477 durante o período Muromachi, o gagaku tinha sido parado de tocar em Quioto por cerca de 100 anos. Na era Edo, o governo Tokugawa reorganizou o estilo da corte, que é a raiz direta do gagaku atual.

Após a Restauração Meiji de 1868, os músicos de todas as três guildas vieram à capital e seus descendentes compuseram a maior parte do atual Departamento de Música do Palácio Imperial de Tóquio. Na época, a composição foi estabelecida, que consiste de três instrumentos de sopro; hichiriki, ryūteki e shō (órgão de boca de bambu usado para fornecer harmonia); e três instrumentos de percussão; kakko (tambor pequeno), shōko (percussão de metal), e taiko (tambor) or dadaiko (grande tabor), complementado pelo gakubiwa.

O gagaku também acompanha performances de dança clássica (chamada de bugaku 舞楽), e ambos são usados em cerimônias religiosas pelo movimento e Tenrikyo e por alguns templos budistas.[3]

O gagaku relaciona-se com o teatro, que se desenvolveu em paralelo. O Noh foi desenvolvido no século XIV.

Hoje, o gagaku é apresentado em duas formas:

  • como kangen, música de sopro, cordas e percussão;
  • como bugaku ou música de dança para a qual os instrumentos de corda são omitidos.

O komagaku sobrevive apenas como bugaku.[4]

Conjuntos de gagaku contemporâneo, como o Reigakusha (), apresentam composições contemporâneas para instrumentos gagaku. Este subgênero de obras contemporâneas para instrumentos gagaku, que começou na década de 1960, é chamado de reigaku (伶楽). Compositores do século XX como Tōru Takemitsu compuseram obras para conjuntos de gagaku, bem como instrumentos individuais de gagaku.

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