Fusos horários no Brasil

Mapa do Brasil indicando as principais divisões por fusos horários e subdivisões causadas pela existência ou não do horário de verão em determinados estados.
Fusos horários no Brasil:
  UTC −5 (ano inteiro)
  UTC −4 (ano inteiro)
  UTC −4 (inverno) / UTC −3 (verão)
  UTC −3 (ano inteiro)
  UTC −3 (inverno) / UTC −2 (verão)
  UTC −2 (ano inteiro)

UTC −2 é seguido no ano inteiro nos seguintes arquipélagos:
Atol das Rocas, RN
Fernando de Noronha, PE
São Pedro e São Paulo, PE
Trindade e Martim Vaz, ES
Fusos horários durante o verão meridional.

Fusos horários durante o inverno meridional.

Os fusos horários no Brasil são quatro: UTC-2, UTC-3, UTC-4 e UTC-5.

Quatro são os Estados que possuem mais de um fuso horário em seu território: AM,[1] PE,[2] RN,[3] ES,[4] e extraoficialmente MT.[5].

O horário de verão somente é observado nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

Em 2010, surgiu uma proposta para mudar todo o país para uma única diferença com o UTC, tendo o Horário de Brasília como base.[6] Mas tal proposta foi desconsiderada.[7]

Fusos horários brasileiros

O território brasileiro, incluindo as ilhas oceânicas, possui quatro fusos horários, todos a oeste do Meridiano de Greenwich (longitude 0º). Em cada faixa de 15 graus entre pares de meridianos, ocorre a variação de uma hora – isso significa que as horas adotadas no Brasil variam de duas a cinco horas a menos em relação ao Tempo Universal Coordenado (UTC).

  • O primeiro fuso (UTC-2; longitude 30°W) está a duas horas antes que o UTC, e uma hora a mais de Brasília.
  • O segundo fuso (UTC-3; longitude 45°W) está a três horas a menos do UTC, e é considerada a hora padrão brasileira.
  • O terceiro fuso horário (UTC-4; longitude 60°W) está a quatro horas a menos do UTC, e uma hora a menos de Brasília.
  • O quarto fuso horário (UTC-5; longitude 75°W), que está a cinco horas a menos em relação à UTC, deixou de ser observado a 24 de abril de 2008, quando a Lei Federal nº 11.662 reduziu a quantidade de fusos horários observados no Brasil a três.[8] Entretanto, desde 30 de outubro de 2013, este fuso horário voltou à observância.[9]

A seguir os fusos horários observados no Brasil:

O Estado do Pará possuía dois fusos horários diferentes, cabendo à parte oriental do Estado (Belém) a Hora de Brasília (UTC-3), enquanto à parte ocidental (Santarém) cabia a Hora da Amazônia (UTC-4). A limitação, em sentido norte–sul, era pelos rios Jari e Xingu, e também um trecho do Rio Amazonas.[11]

Em relação ao Estado do Acre, o Decreto Legislativo n.° 900/2009 convocou referendo, a ser realizado juntamente com as Eleições de 2010, para verificar a alteração do horário legal promovida no Estado.[12] O Tribunal Regional Eleitoral do Acre definiu que o pleito fosse realizado no dia 31 de outubro de 2010, juntamente ao segundo turno das eleições.[13][14] A lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff somente em 30 de outubro de 2013, determinando, a partir de 10 de novembro de 2013, a volta do quarto fuso horário brasileiro no estado acriano[nota 1] e em mais treze municípios amazonenses, conforme o resultado do referendo realizado em 2010. Este fuso está duas horas antes do Horário de Brasília (sendo três horas durante a observância do horário de verão), e cinco horas antes do UTC.[9]